A RTP e FRANCE2, por exemplo, nunca esconderam os assobios feitos a nenhum PM.
A TVE é um antro de manipulação assustador que deve ser reformado por um governo corajoso...
(...)
Os veteranos da TVE foram desterrados para o canal 24 horas...
Outros ficaram na prateleira...
Os afins ao PP, ou independentes não têm lugar nos telejornais da TVE1...
Nesses horários foram colocados uns moços e moças (alguns deles repescados da rede de correspondentes) que não raras vezes têm dificuldades com o teleponto...
Imagine agora a RTP despachar José Rodrigues dos Santos e Adelino Faria para a RTP3 e colocarem no seu lugar uns fedelhos sem eira nem beira comprometidos até à medula com a linha radical do PS mais à esquerda e com o BE...
A única sobrevivente desta recente censura é Ana Blanco que saiu do Telejornal da noite para o das 15:00...
Os governos não têm de meter o nariz na linha editorial e programática, escolhendo a dedo os jornalistas ou apresentadores...
“A TVE é um antro de manipulação assustador…â€, trata-se de um exagero da sua parte, que parece saÃdo do livro de George Orwell, que toda a gente leu, de uma qualquer máquina de propaganda ao serviço de um sistema totalitário e de uma sociedade distópica e oprimida. Obviamente que qualquer órgão de comunicação, mesmo os mais credÃveis, pode manipular a opinião pública, quer propositadamente, quer por omissão ou por meias verdades, etc. Em Portugal, são n casos. Daà a necessidade da existência de vários grupos de comunicação credÃveis, que possibilitem ao cidadão mais informado estruturar a opinião a partir de diferentes perspetivas/ângulos/pontos de vista. A <tve> não esconde a linha editorial de ninguém, qualquer pessoa sabe que a informação pode refletir um tratamento de forma a beneficiar a imagem do governo neste ou naquele ponto. Que é plural e trata assuntos dos diferentes quadrantes polÃticos, é um facto. Cada um filtra aquilo que lhe interessa. O maior problema são os órgãos de comunicação que se fazem passar por independentes e que têm uma agenda escondida, portanto uma linha editorial opaca.
Se referirmos o caso clássico do escândalo Wartergate, investigado pelo Washington Post, na altura em competição com o The New York Times, que levou, como toda a gente sabe, à queda do Presidente dos Estados Unidos, acha que um qualquer serviço público de comunicação de um qualquer paÃs europeu desenvolvia e investigava um hipotético tema com consequências semelhantes? Claro que não. Nem RTP, nem nada. Isso é matéria para grupos independentes do poder polÃtico, financeiramente autónomos do estado, portanto privados.
É natural que a <tve 1> aposte em pivots de blocos informativos de gerações mais novas (sempre foi assim, até nos anos 80), uma vez que tem vários programas com mais de “35% cuota de pantalha†do público mais jovem. Acho bem que atualizem os rostos dos blocos informativos em função do público-alvo, uma vez que as gerações mais velhas também se revêm nessa renovação.
Na RTP, não se esqueça que José Rodrigues dos Santos era muito novo quando começou a apresentar o “Telejornalâ€, nas suas palavras “um fedelhoâ€. Não tem razão naquilo que escreve.
Retomando o tema do tópico, uma rádio de palavra que, entre outros, faça a análise de fundo dos temas que neste momento se destacam no paÃs e principalmente na Europa (esses afetam-nos a todos), julgo que se justificaria, não fossem os elevados custos associados aos recursos humanos. A situação explosiva da França e o impasse no Reino Unido já dominam as conversas do dia-a-dia. Por um lado, o governo de Macron estende a passadeira do Poder à extrema-direita de Marine Le Pen, o que, eventualmente, explica a inflexão em toda a linha de estratégias do governo francês, por outro, os determinados britânicos encontram-se num impasse, não saem da UE, saem, há outro referendo, não há, demite-se a primeira-ministra, não se demite, enfim, uma confusão. Dois porta-aviões da Europa em problemas, sendo a situação francesa aquela que poderá ter um desfecho pernicioso. Muita gente está pessimista com o que está para vir, outros nem tanto…