Refiro-me como é evidente às decisões de gestão que conferem ao perfil da Joana Marques e da equipa que a rodeia, livre transito para dizer e fazer o que quer em antena, mesmo que isso seja evidencia duma postura que atenta contra os princípios bíblicos de amor pelo próximo.
Não tinha percebido o seu ponto. Como referiu a Igreja Católica, em lugar da Emissora Católica, associei a pessoa a alguém da hierarquia da Igreja. Continuo a achar que a Joana não entra ali de pistola em punho e sequestra diariamente as instalações da Quinta do Bom Pastor. Também não vejo em que é que o ED atente no amor ao próximo. Digo-lhe isto, sendo cristão praticante, embora não Católico, mas Protestante. Não vejo a Joana a odiar alguém. Aliás, até se percebe que as pessoas visadas são bem recebidas sempre que vão ao Programa, muitas até publicam os vídeos do ED. Como diz uma amiga minha, há que existir capacidade de brincarmos connosco próprios. Se não o tivermos, talvez não estejamos bem resolvidos. O humor perde a razão de ser se castrado, para além dos limites que atentem contra a dignidade da pessoa humana. Vivemos tempos estranhos, em que começamos, muitas vezes a troco do politicamente correto, lentamente, a confinar a nossa liberdade.
Mais, não vejo a Joana a humilhar ninguém pelo aspeto, raça, credo, o que seja. Simplesmente, expõe as contradições de pessoas que se tornam incongruentes, numa busca de palco mediático. Repito, em que difere do que faz o RAP aos domingos à noite na SIC? Porventura, os políticos não são pessoas? Ou a Joana não o pode fazer por ser mulher, num programa feito maioritariamente por mulheres?
Por outro lado... quantas pessoas já não terão ouvido a mensagem na RR, se não fosse pela ação da Joana Marques, de as trazer à Antena desta rádio?
Então resumindo: há tanta coisinha mesquinha que acha que deve ser falada que depois até se perde...
Anda perdida entre "fazer o bonito" e achar que tem que ir a todas. Quer fazer as duas mas só faz bem a primeira.
Nesse ponto, até posso dar um bocadinho de razão: por vezes, torna-se too much, quer quando a saga passa os dois episódios, quer na própria duração dos mesmos. A seguir à reformulação da grelha tentaram baixar para 10 minutos, agora já faz a síntese das 08:30 entrar atrasada. Aí, talvez fosse de tentar reduzir para os 14/15 minutos. Não me parece excessivo.
E não sobrará nem Joana Marques nem Daniel, porque, com largos meses de rádio na RR , nenhum deles consegue ser host e ter autonomia para fazer uma emissão sem pares, porque botões...népia. O mesmo não se aplica a Ana Galvão e Inês Lopes Gonçalves que sabem fazer rádio.
Diga-me qual é o humorista que conduz emissão numa rádio nacional? Provavelmente, com exceção do Markl, e que mesmo assim é raro, nenhum. Diga-se que não é essa a função deles em antena. De qualquer das formas, o ano passado, o Daniel Leitão chegou a conduzir uma ou duas tardes, uma vez com a Filipa ausente, noutra porque estava fora em reportagem, e safou-se perfeitamente bem, nomeadamente na interação com o Miguel Coelho, o que confesso me recordo de me ter surpreendido.