Sobre a Gala, o que me choca não é os laureados em si mesmos, mas a forma como os prémios são atribuídos, o que torna, basicamente a mesma interessante para as senhoras e senhores que gostam de moda e de apreciar vestidos e pouco mais. Não vejo há vários anos, aliás, neste momento só consumo TV portuguesa para informação, mas as redes sociais ajudam-nos a estarmos informados do que se vai passando. A Gala teve 3 discursos que valeram a pena, e que foram amplamente partilhados: Ruy de Carvalho sobre o sentido da vida, João Reis sobre o problema político da habitação em Portugal, e a "Garota Não" sobre a questão do impacto que a validação externa (e as redes sociais) têm nos dias de hoje, e sabemos o quanto isso afeta a indústria da arte, e até por aqui por vezes afloramos essa discussão. Fica o caricato de o prémio revelação ter sido atribuído a uma dupla de miúdos, quando o João Gonzalez foi nomeado a um Óscar, e ainda hoje parece que foi indicado a mais dois prémios. Um indicador do porquê destas galas valerem o que valem.
Quanto à categoria de Rádio, existiu em 2000 e 2001 apenas. No primeiro ano a melhor estação ganhou a TSF contra a Antena 2, Comercial e M80, à altura designada Nostalgia. António Sérgio foi, efetivamente a personalidade do ano, ganhando ao Fernando Alves e ao Sena Santos. No ano seguinte, só houve personalidade, e apenas foi nomeado o Fernando Alves, foi atribuição direta.
Quanto à gala, estamos no tópico da RR, mas importa referir que o pré, ou seja, a análise das vestimentas e dos "gossips" foi efetuada pela RFM numa emissão especial do Café da Manhã a partir da passadeira vermelha, não ouvi a emissão mas deve ter sido algo inédito, porque segundo a app da RFM não tocou uma única música das 20 às 21H.