Sinceramente, acho cada vez mais triste o que está a acontecer à minha querida emissora católica (gosto muito da Renascença, não é a primeira vez que o digo).
Na minha ótica, não faz sentido mandar dois jornalistas de Lisboa para o Algarve, pagar aos jornalistas as horas extra da viagem que não é propriamente curta, somando a gasolina do carro, mais portagens, mais linha de internet ou RDIS, e ter todos estes gastos, para transmitir um jogo para o site.
Para mim, isto é triste, mais as "bocas" de alguns colegas de profissão de outros órgãos de comunicação social, que são companheiros de vários anos, mas entram no humor negro.
Continuo a ter sérias dúvidas se o posicionamento ideal da Renascença, é priorizar os enlatados ao invés do desporto.
A recitação do terço nestes dias em que há desporto, pode perfeitamente ser antecipado para o horário antigo.
Agora, é necessário que a Renascença de uma vez por todas, tenha critério neste tipo de escolhas, porque às vezes dá ideia que não existe critério, porque ora transmitem alguns jogos da seleção no FM, ora outros jogos remetem exclusivamente para o site.
Aos colegas da Renascença que não concordam com este posicionamento da direção (e acredito que sejam muitos) quero mandar um abraço apertado, e espero que a direção acorde antes do navio bater no fundo.
E especialmente sobretudo quando o que vem com isso é a prioridade à... música. Não a outro tipo de palavra ou diretos.
Não concordo pessoalmente que se tenha que mexer no horário do terço. Já esta mexida foi o que foi, se vamos introduzir variáveis em algo que não mexia há 55 anos e começar a mexer o horário do terço constantemente mesmo que de forma pontual, perdem-se os ouvintes do terço. É preferível nem sequer transmitir ou assinalar em antena à hora da transmissão normal, e depois transmitir em diferido, não mexer em permanência quando há os jogos.
Quanto ao forte da RR: a playlist no estado atual é comparável à M80, um pouco melhor em certos aspetos e bastante pior noutros; o entretenimento na RR (As Três da Manhã e T3) está, no estado atual, comparável ao que existe na concorrência. Ouvir as manhãs e tardes da RR ou ouvir as da Comercial ou RFM é algo muito parecido, com a diferença que na RR há mais informação e há desporto, e o estilo, claro, é diferente.
Eu vou ser sincero: era ouvinte pontual dos relatos de desporto da RR. Aos fins de semana. E dantes entendia o critério de emissão dos jogos. Mas agora não! Eu agora não consigo sequer *prever* que jogos são transmitidos em antena porque é totalmente inconstante, não há critério. E isto é muito grave, porque assim afugentam-se os ouvintes esporádicos da RR, num contexto em que a estação não pode afugentar um único, quase!
É de recordar a esse propósito que apesar da AAV da RR ser 6%, é das poucas estações em que o reach semanal não escala em condições face a toda a concorrência, porque o reach semanal é muito superior, isto é, a diferença comparada para a AAV é maior do que na concorrência e as pessoas não contactam diariamente com a RR, contactam mais semanalmente.
Com as alterações que aqui foram feitas, vão dar cabo dessa vantagem relativa da RR sem trazer ouvintes para o campo da AAV, porque não estão a saber comunicar em condições a parte do desporto. Aspeto a ser corrigido com urgência.
Curiosidade quanto ao terço: tenho um vizinho de mais idade que é fiel ouvinte dessa transmissão, e que dantes ouvia às 18h30; pois ele adaptou-se à nova hora ao fim de umas 2 semanas. Agora escuta o terço às 20h30 e depois disso sai para o espaço das 21h da Festival (essa é outra gira, ele não fica na RR depois, apesar de ouvir antes). Dantes ele via notícias, agora vê um bocadinho e depois desliga a televisão para ligar o rádio.