Caro rádio do sul,
O que começou por escrever foi o que eu já havia escrito anteriormente para corrigir uma publicação do Atento. Agora quanto à possibilidade de D. Américo rumar a Setúbal acho pouco provável (ainda que não impossível). Não me parece que um cardeal vá ser bispo de uma diocese de "segunda divisão". Sem ofensa para Setúbal, mas não vamos ser hipócritas, em Portugal há dioceses com maior importância, por diversos motivos, do que outras. D. Américo, enquanto cardeal, deverá ser bispo de uma diocese de "primeira divisão": Patriarcado de Lisboa, Arquidiocese de Braga, Arquidiocese de Évora, Diocese do Porto ou Diocese de Leiria Fátima. Ora, destas a única que vai ficar brevemente com a sede vacante é Lisboa, que ainda por cima é uma diocese cujo bispo, o patriarca, tem o privilégio histórico de ser feito cardeal pelo Papa, tornando cardeal-patriarca. A cátedra parece estar, pois, destinada a D. Américo, mas nunca se sabe o que poderá acontecer. Lisboa? Mais um bom tempo como bispo auxiliar? Elevação a patriarca? Setúbal? Outra diocese? Vaticano? Conciliação entre função em Roma e em Portugal? Só o tempo o dirá, mas são todos estes cenários possíveis. Uma coisa a mim me parece acertada: deverá deixar a Presidência do Grupo Renascença Multimédia em qualquer um destes cenários, exceto no de continuar mais um bom tempo como bispo auxiliar, o que me parece pouco provável. Aliás, a mim parece me que já deveria ter deixado a Presidência da Renascença há algum tempo, nomeadamente quando assumiu a Presidência da Fundação JMJ Lisboa 2023.
Caro Júlio Carvalho,
Para ajudar na preparação do culminar do Sinodo, que já está a decorrer em toda a Igreja há algum tempo, foi bem lembrado por si, mas tb para ajudar na preparação do Jubileu em 2025, recordei me eu agora depois da sua referência. São ambas possibilidades e que podem requerer dedicação exclusiva ou não.
Cumprimentos a ambos.