Sobre a Teresa, nao deixa frande marca na RR. Fez as Manhas 2, a solo e em dupla e no Mes de Agosto do ano passado fez as manhas em Agosto.
Gosto dela, tem voz calma e gosto do discurso dela, mas longe de a considerar das melhores.
E ficam os mais fracos???
José Coimbra, Paulo Fragoso ou Ines Nogueira zao maiz fracos?
A RR em poucos meses recrutou o Zé Coimbra e o Paulo Fragoso, mas perdeu Renato Duarte. Filipa Galrão , Teresa Oliveira e Miriam Gonçalves.
Portanto, precisa de duas vozes, que podem ser o Diogo Oires e a Madalena Costa da Mega Hits, que até vai fazer um casting alargado...
E isto de viver à custa das Três da Manhã, Tambem em tempos viveu à custa do Despertar e ainda aqui está...
Vamos por partes, eu estava a referir-me aos jovens da R/Com (RR+RFM+MEGAHITS), não há RR (mãe) em particular. É factual, perderam para um canal em crise profunda da rádio pública, e a confirmar-se o que o Tolv referiu acima, a Catarina Palma, o Alexandre Guimarães e (quiçá,) a Teresa Oliveira.
Na geração finais de 80, levaram ainda coça com a Filipa Galrão e o Renato Duarte, que considero duas perdas relevantes, a Filipa, que é uma excelente profissional e com uma vastíssima cultura musical, e o Renato que é muito bom no contacto com o público, e que na Comercial não potencia esse lado. Em todo o caso, a RR precisa de dois tipos de vozes fora da informação, umas mais de entretenimento, outras mais "locutoras". Deixaram sair a Miriam Gonçalves, que se continua a apresentar como Radio Host, apesar de estar afastada de antena, que era das poucas que ia para estúdio em direto ao sábado e ao domingo, com as mais valias que isso acrescenta, além de ter uma voz muitíssimo boa.
Em contrapartida, a estas cinco perdas, ganharam Catarina Moreira e Hélder Tavares, que, com todo o respeito que tenho por eles, considero inferiores a qualquer um dos nomes que saíram. Já nem falo da saída da Mafalda Castro para a Comercial, porque não durou lá muito tempo, e não tinha perfil RFM, mas não deixa de juntar ao pacote, com saldo negativo. Para mim, não tenho grandes dúvidas, que as duas melhores vozes femininas da minha geração, a Palma e a Teresa, a R/Com deixou-as escapar. Curiosamente, eu ouvia o podcast da Palma, deixam um contrato de trabalho, para irem para recibos verdes, portanto, isto ainda deve servir como maior alerta para o grupo.
Da geração 90, só seguram o Diogo Pires, dos melhores. A Inês Nogueira tem uma excelente voz, mas em profundidade, enquanto animadora, é incomparável a qualquer um dos três primeiros nomes que citei. Enquanto que qualquer um dos nomes que citei tenho absoluta certeza que pode fazer rádio de qualidade de palavra, a Inês acho que está bem para uma de entretenimento, numa conversa ainda se agarra imenso a muletas como o "tal e qual", o "a bater", "a marcar" ou o "bué" que não é linguagem RR, lamento, mas acho que não é. Devo dizer, fiquei um pouco desapontado com as manhãs de agosto deste ano, por comparação às que vi a Teresa fazer nos anos anteriores. Esperava mais, porque sei que a Inês tem capacidade para dar mais. Tem feito um tremendo progresso, sem dúvida, tem imenso potencial, em termos comerciais é excelente, é um quadro que eu não deixaria fugir se fosse CEO da R/Com, mas é um perfil RFM, sem dúvida. E está tudo bem, precisamos desse tipo de perfil também. Também, é substancialmente mais nova, 5 anos de diferença dá outra maturidade, evidentemente.
Paulo Fragoso e José Coimbra não são recrutamento, são mobilidade interna. O grupo é pensado como um todo, não como uma soma de três partes. Obviamente, são duas mais valias. Contudo, é evidente que o Paulo Fragoso precisa de companhia, ou então, de uma mudança no formato do programa que privilegie mais informação e palavra. Para entretenimento, no regresso a casa, uma pessoa a solo é curto.
O Despertar ainda fez com que a RR se tornasse líder, as Três da Manhã nem um lugar fizeram aquela rádio subir. E lá vão continuando com a mesma fórmula, mesmo que todas as restantes partes do dia continuem no deixa andar...
Os tempos são outros. Acho que dificilmente, nos próximos 10 anos, há alguma possibilidade, por muito bom que o produto seja, de destronar a Comercial e a RFM da dianteira isolada. A idade do Pinheiro Sr. de meter a RR a lutar pela liderança é impossível. Não obstante, com um modelo mais similar ao das manhãs, pelo menos nas tardes, com algum maior equilíbrio a pender para a informação, reapostando na palavra informativa, mas também de companhia e entretenimento, tendo convidados diariamente e muito menos música, pode lutar para ultrapassar claramente a M80 e chegar aos 10/12%. Tal como a Antena 1, aliás, se se deixar de invenções. A Antena 1 e a RR têm de ser concorrentes diretas, uma estar forte, faz da outra mais forte também, e aí sim, começa a existir possibilidade de quebrar o pelotão da frente. Enquanto andarmos a brincar às M80 assim-assim, nenhuma delas vai muito longe, e vão acabar a se afundar as duas em conjunto, porque se a concorrência é fraca, não há grande necessidade de investir e fazer diferente.
Pois, é verdade. E o Despertar acabou e a RR também?
E as Tres da Manhã trouxeram rejuvenescimento ao auditório e anunciantes.
Entretanto um novidade, as tardes vão ter dupla, Paulino Coelnhp e Sandra Torres...
Caro Memorias, a Madalena Costa da Mega e excelente e muito madura, das vozes jovens para mim é a melhor.
" caía " muito bem na RR...
A Sandra Torres passa diretamente das madrugadas gravadas, com takes no limiar do aceitável, para as tardes? Ok, já nada me surpreende na Buraca. A mim, desde o início, me parece que as tardes era para ter a Sónia Santos como segunda voz. Até vou ousar mis, poderia perfeitamente ser Paulo, Paulino e Sónia, num formato com mais palavra. Enfim, cá estaremos para ouvir.
A Madalena é excelente, seria uma grande promoção para ela, mas os 3% que a Mega valem, ainda são metade da RR, praticamente, com uma rede muito mais pequena. Portanto, não descapitalizem a Mega, porque a equipa é grande, mas com esse nível de qualidade, não há assim tanta gente, e o Drive-In está excelente, neste momento.