Devemos estar a saber daqui a uns dias o Bareme de Setembro (4ª vaga)... provavelmente um dos Baremes mais desejados e antecipados em todo o lado, com muitas mudanças no grupo R/Com na Mega e na RR a refletir-se pela primeira vez de forma plena.
Para já queria apenas deixar uma tendência: desde a 5ª vaga de 2022 que a Mega Hits desce quase continuamente, com a queda de 3,7% para 3,1% de AAV no espaço de 4 vagas. A RR, tendo tido uma quebra de AAV dos 6,5% para os 5,9%, teve uma variação mais preocupante quanto ao share, que de um pico de 7,1% na 1ª vaga de 2023, estava agora nos 5,4% no espaço dessas mesmas 4 vagas.
A prova de fogo vai ser nestas duas estações: acham que Mega e RR descem? Sobem?
Com total honestidade, em relação à RR, acho que vai subir, porquanto acabou o corte abrupto ao final da tarde. Tenho para mim que subiria ainda mais, não fosse algumas decisões erradas na parte da informação, embora, nos últimas uma a duas semanas, já ande a notar novamente os jornais mais compostos. No desporto, não compreendo a decisão de não transmitir os jogos da UEFA, que me parece totalmente errada, e que, no deve e haver, se não prejudica a RR, pelo menos beneficia concorrentes diretos (a RR tem a curiosidade de concorrer com quase todas as grandes rádios).
A RFM palpita-me que vai quebrar ainda mais perante a Comercial. Até pode subir, mas o fosso vai alargar. Não houve uma resposta clara à mexida no posicionamento na Sampaio e Pina, e tenho notado a estação mais apagada nos últimos tempos. Pode ser impressão minha, mas parece-me que nas manhãs, começa a existir algum cansaço na fórmula, há poucos convidados e relevantes, comparativamente, por exemplo há um ano atrás, em que tiveram um arranque a toda a força. É verdade que transmitiram muitos festivais, mas os horários em questão, são residuais para terem impacto na audiência. Era preciso trazer ali alguma novidade, como o Memórias referiu... o barulho tem 5 anos. Se pensarmos, a última alteração com relevância que houve na RFM, e que acho que foi mesmo uma lufada de ar fresco, foi a Beatriz a fazer 4 minutos de notícias a cada hora nas manhãs. Foi um tiro absolutamente certeito. É preciso fazer ali alguma coisa, há 3 meninas a fazer fins-de-semana há um ano, é preciso trazê-las para antena à semana, em dupla, se calhar a solo, sangue novo, para introduzir novidade. A RFM nisso é extremamente conservadora, arrisca pouco, é talvez a principal crítica que posso fazer ao Prof. Mendes.
Quanto à Mega, em que em tempo devido bati, neste momento, não acho que seja justo descer e bater. Não é a melhor Mega de sempre, claro que não, fez muita renovação, mas as apostas foram bem conseguidas. As manhãs acho que estão boas. A Joana, que sinceramente, é uma simpatia, acho que ainda se nota a diferença de andamento face a um Alexandre e a uma Inês, que têm "a Escola toda". Trás consigo um elemento importante, que é introduzir ali um riso quando é necessário, quebra. Sinto que se libertando mais, poderia render igualmente muito mais. muito ela por ela com a Cidade FM. Sinceramente, gosto de ambas as composições de painéis, dois programas distintos mas ambos bons.
O problema das manhãs da Mega, para mim, não é falta de talento, é, sinceramente, que têm duas grandes concorrentes, a começar pela Renascença, acreditem, é muito pela malta nova que as manhãs da RR são o que são em resultado, e por outro lado, uma Catarina e um Hélder... que sendo mais fracos tecnicamente como dupla do que o Alexandre e a Inês, tem uma capacidade de mobilização brutal. A Catarina é qualquer coisa, é uma força da natureza, uma energia contagiante. Partilhou hoje algum do ódio que sofre (malta que acha que nós damos hate, por favor, vejam o post da vossa colega, nós aqui tentamos vos apoiar, e dar a nossa opinião de como achamos que vocês podem crescer mais e melhor), a reação foi brutal, quase 600 comentários. Acredito que fora da bolha de Lisboa e Porto centro, a Cidade acabe por conseguir penetrar melhor. Entre as pontas, a Pilar cresceu imenso e (e vai trazer uma novidade para a semana), mas tem na Cidade a Catarina Silva, que é só, para mim do top 5, under 30. Com o Diogo Pires, confesso, fico dividido quando tenho de escolher, porque o Diogo é, de facto, o Senhor Rádio da nossa geração. Não sei até que ponto o fator Marta Campos, que é jovem também, não vai prejudicar um bocadinho o horário nas duas estações. Em termos de tardes, a Cidade encostou a Mega à box com o Carlos. O Drive In, que no dia em que a Palma sair, acabou o programa. É um bocadinho o oxigénio do programa, sem ela, é precisa a bomba para a asma.
Nas noites, é que a Mega para mim, está muito mais forte do que qualquer uma das concorrentes diretas, e incluo aqui a RFM e a Comercial. Eu não apostava 1€ naquela dupla, mas Francisca e Catarina "vieram partir chão". Neste momento, e num plano completamente distinto, a única oferta mais forte no horário é o Sr. Jorge Afonso e a sua "Uma Noite em Forma de Assim", mas é completamente injusta a comparação. É, a meu ver, o elemento distintivo da Mega, ao momento. A pena que tenho, sinceramente, é que seja demasiadas vezes em diferido, mas sei que as meninas têm uma agenda complicada, porque com um pouquinho mais de interação com os ouvintes, o programa ficava au point. A Francisca noutro horário, era capaz de arrebatar um bocado mais a Mega. Gosto de pessoas com energia, ligadas à corrente, a fazer rádio. Trazem outra dinâmica. Apesar de ser GNO, nem acho que esteja demasiadamente feminino, era pior no tempo da Piiii e da Nogas, nesse capítulo. Mesmo o podcast, conseguem até aprofundar, para o que é uma rádio como a Mega, alguns temas interessantes. Dito isto, com tudo o que se passa na TSF, cair para lá desta estação, seria péssimo. Ah, e ainda tem duas reservas no banco, que podem ir fazendo o aquecimento, a Madalena e a Matilde, que se podiam encaixar perfeitamente noutros horários.