Autor Tópico: Bareme Rádio  (Lida 522377 vezes)

AG

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Re: Bareme Rádio
« Responder #765 em: Outubro 14, 2021, 10:27:27 pm »
Corrijo o meu post: a Rádio Observador subiu de 0,6% para 0,8%. Sendo assim, é um resultado positivo.

Atento

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Re: Bareme Rádio
« Responder #766 em: Outubro 14, 2021, 10:43:58 pm »
Corrijo o meu post: a Rádio Observador subiu de 0,6% para 0,8%. Sendo assim, é um resultado positivo.

Ou seja, tem metade da audiência da Antena3...

A Observador com 4 emissores...

A 3 com mais de 40...

pdnf

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Re: Bareme Rádio
« Responder #767 em: Outubro 15, 2021, 12:31:24 am »
Ponto prévio: alguém me consegue explicar o motivo de a soma da AAV dos Grupos ser inferior à soma das rádios que os compõem? Não é erro do post, já nas vagas anteriores assim acontece.

O consumo de rádio em Portugal nunca foi tão elevado em 47 anos de democracia. Um dado absolutamente fascinante. Apesar de ser um dia muito feliz para a rádio, em que se prova que o "video didn't kill the radio star", alguns sinais devem-nos deixar alerta. A vaga que agora se conheceu, acentua ainda mais um aspeto crítico sobre o tipo de auditório que Portugal tem e os seus interesses. Isto independentemente de todas as considerações que se possam tecer sobre o estado lastimável a que chegou a RDP com as sua agenda própria de subserviência ao poder instalado e, mais recentemente à deriva na TSF.

Vejamos, as três primeiras posições do pódio são ocupadas por rádios de "música a metro" maninstream, mais atual ou mais envelhecida, pouco importa. Rádios essas onde existe pouquíssima palavra, um noticiário dura, no máximo dos máximos 3 minutos, não há uma entrevista política, desportiva, cultural... nada! Três rádios que são um vazio de ideias, consumo fácil.

O eixo RR/A1/TSF/OBS vale 14,5%. A audiência agregada destas estações corresponde a 2x a posição da terceira classificada M80 e, num hipotético cenário em que se fundiam numa única, para atingir a liderança ainda precisariam dos 5,2% da Cidade FM. Aliás, o grupo dominante, a MCR não tem no seu portfólio de cinco rádios uma única informativa ou onde exista sequer 5 minutos dedicados à análise política/económica/social/jurídica/cultural. É o paraíso para os agentes políticos... nem é preciso (tentar) controlar a comunicação social, quem a escuta só quer música e fofocas. Quando o povo já não quer saber sequer de informação, algo vai mal. Junta-se a este caldo a audiência totalmente insignificante da erudita Antena 2, que ocupa uma rede nacional e percebemos que o consumo de rádio espelha de forma trágica a nossa sociedade e, de certa forma, o porquê de sermos um dos países mais atrasados da União Europeia e da OCDE: o português não se interessa pela realidade, por cultura, por nada que verdadeiramente valha a pena dispender algum tempo.

Na análise mais fina, a Média Capital Radios é a vencedora em toda a linha, o que aumenta o valor de mercado do grupo que, ao que tudo indica, será adquirido brevemente pelo gigante alemão Bauer.

A Rádio Comercial e a RFM crescem equitativamente face à vaga anterior, com uma vantagem de 0,1% para a Comercial, que alcança o melhor resultado de sempre de uma rádio em Portugal. Não obstante, em termos homólogos, face à quarta vaga de 2020 o crescimento da RFM é bastante mais significativo, 3,6% contra 2% da Comercial. Há um ano estas rádios estavam separadas por 2%, hoje essa diferença esbateu-se para 0,4%, o que significa que a RFM encurtou a distância em 80% face à um ano, estando numa trajetória de crescimento mais acentuada que a Comercial, que tem um declive da curva bem menos acentuado. A RFM ganha no Porto, algo que se nota claramente nas iterações dos ouvintes nos programas. A manter-se esta tendência, com uma RFM que tem sabido realizar uma renovação inteligente, onde destaco ter na hora de ponta da tarde um programa que dá alguma primazia à palavra e a um envolvimento do ouvinte, ainda que direcionado, a meu ver, a um público menos culto que a Comercial, poderá fazer chegar o segundo canal da Igreja Católica à liderança no início de 2022. A meu ver, será este o tempo de celebrar q.b. na Sampaio e Pina, mas ligar os alarmes, pois a batalha não está ganha. Em termos de número de emissores, a diferença é praticamente inexistente entre estas rádios, 29 para a RFM, 28 para a Comercial, ou seja, a inexistência de emissor na Serra Amarela é o que faz diferir a cobertura de ambas.

Na luta pelo bronze, a M80 leva a melhor sobre a Rádio Renascença. E aqui o número de emissores é um critério a considerar. A M80 só tem cobertura total na região sul do país, sendo a maioria desta região constituída pelo Alentejo e Algarve, as áreas mais desertificadas. A Norte e Centro faz-se escutar com recurso a pequenos emissores concelhios, cujo o alcance é limitado, bem como a estabilidade da escuta, incluindo dentro dos próprios concelhos do alvará. Na maioria das frequências, tem horas locais que não permitem a escuta contínua da emissão, em viagem. E ainda assim, consegue ganhar à segunda melhor rede nacional de emissores, a da Católica Rádio Renascença. Note-se que a M80 cresce sempre mais que a RR, 0,2 e 0,4% em termos homólogos, contra 0,1% e 0,2% da emissora Católica Portuguesa. Ainda assim, note-se que a Rádio Renascença lidera nas manhãs, num programa que mistura boa informação com entretenimento e crítica social e que tem sido a alavanca do crescimento da RR. É a prova de que é possível fazer um casamento que atraia as pessoas, sem as embrutecer, com vozes que não são sequer das mais mediáticas no panorama radiofónico português. Continuar o refrescamento da estação, ponderar devidamente a oferta em alguns horários e a escolha da playlist, conjugado com uma rádio como a M80 que tem  um modelo esgotado per si, poderá levar a que daqui a um ano esta luta esteja bem mais intensa. Infelizmente, para já, perde a rádio mais erudita contra   a mais popular.

No campeonato das jovens, mesmo considerando que a Cidade FM tem 10 emissores contra 8 da MegaHits, normalizando os resultados para esbater essa diferença, ainda assim a Mega sai com uma derrota pesada desta Bareme. A diferença acentua-se qualquer que seja o critério utilizado. E note-se, os dois emissores adicionais estão no território menos densamente povoado, mais envelhecido e portanto menos propenso à escuta desta estação. É verdade que a cobertura da Cidade FM é superior, mas a seu favor a Mega tem o facto de incumprindo a Lei da Rádio não promover emissões locais. Mais uma vez, e com as devidas "aspas" a rádio menos popular perde para a que tem um registo mais vulgar. Veremos se a aparente e recente deriva da Cidade quando atinge a melhor audiência de sempre não vai baralhar e dar de novo. A Cidade cresce 1,3 e 2,2 (vaga julho/vaga de outubro de 2020) enquanto que a Mega cifra-se nos 0,2% e 0,8%, ficando notória a dificuldade em acompanhar a tendência do setor. A definição de um novo público alvo, mais adulto, e para o qual de uma forma possivelmente inconsciente tem vindo a trabalhar, em detrimento dos mais jovens que têm sido muito bem agarrados pela Cidade FM poderia ajudar a recuperar, num nicho de mercado que não está devidamente explorado.

Quanto à Nova Era, cresce 0,1% (dados não disponíveis para 2020), ficando patente algum esgotamento de uma rádio limitada a dois emissores que fundamentalmente estão sobrepostos, não comutam entre si, mas que muito faz com os meios limitados de que dispõe, próprios de uma local. Tudo aponta para que a Cidade FM estará a canibalizar alguma capacidade de crescimento da Nova Era. Os 0,5% da Meo Sudoeste bem que poderiam ajudar e em muito a Nova Era. Não se compreende a insistência em manter duas rádios jovens no grupo.

Nas ligas inferiores, as das locais, nota muito negativa: a rádio mais popularucha da AMP, aqui não tenho pudor em utilizar a palavra, é a local mais bem classificada, com quase tanta audiência quanto a Observador que detêm quatro emissores. É realmente lamentável e mais um dado que aponta para a degradação a que chegaram estas rádios. Não se justifica, de todo, alocar a frequência da 5, a menos que o emissor fosse deslocalizado para Santa Maria da Feira para cobrir melhor a sul, pois, neste momento são totalmente redundantes. Mas essa frequência merecia um bom projeto para a AMP.

Quanto à RDP, não há muito a dizer. É a destruição que se sabe, como foi bem dito, um panorama assustador. A Antena 1 perde 0,5% qualquer que seja a métrica utilizada, deixa-se ultrapassar pela Cidade FM, o que é verdadeiramente uma humilhação. Corre o risco de se tornar irrelevante, algo que não agrada nem a gregos nem a troianos, com uma playlist sem coerência que vai de temas da Cidade a músicas da Smooth, rubricas mal colocadas, repetições sem sentido, desaparecimento em combate do desporto, and so on, so on... Aqui já não é o alarme: o tsunami chegou mesmo e está a varrer tudo à sua frente.

A Antena 2 mantem a irrelevância, mas pelo que apurei ainda baixa. Péssimo sinal. A prova que precisa de se modernizar, sem perder a prática de passar temas eruditos, como se faz pela Europa fora, é o crescimento exponencial da ("concorrente") Smooth. Por ser pouco, passa despercebido, mas esta rádio dobra a audiência em termos homólogos e cresce 0,3% desde a vaga de julho. Quase 50% do crescimento é feito no último trimestre. É um resultado para lá de impressionante, para uma rádio com 5 emissores locais, (na verdade 4 pois 2 são redundantes), que embora excecionais, são por si limitados. Uma palavra de apreço para os poucos profissionais que metem o único verdadeiro produto de excelência da MCR no ar e que, neste dia de festa na Sampaio e Pina são os únicos que não têm direito a uma palavra pública de agradecimento por parte do CEO da empresa, o Dr. Bourbon. Continuem o excelente trabalho e lutem muito por esta rádio! É mais que merecido.

A Antena 3 lá cresce, sem saber como, muito pouco é certo, para uma rede nacional de emissores (0,2%). Mais nenhuma alternativa surge na tabela de mais escutadas. Não se percebe a insistência neste estilo. O crescimento da Cidade FM mostra o caminho que tem de ser feito na emissora 3 da rádio pública, até porque não há rádios jovens em quase todo o interior do país.

A África prova a sua total insignificância ao nem constar no Bareme. Que grande asneira esta de afetar quatro frequências a esta rádio, quando para cumprir o serviço público era mais que suficiente a de Lisboa.

Finalmente, a TSF estagnou. Face à turbulência que a empresa enfrenta em termos laborais e que se refletem também no mau estado do parque emissor, estranho é não ter regredido. Desconfio que se esta rádio não for vendida rapidamente, vai enfrentar um processo de caminho para a irrelevância, o que deixa imensa pena, face ao enorme patrimônio que constitui a marca TSF, e, apesar de tudo ao produto que (ainda) apresenta. A concorrente Observador, com 4 emissores face a 19 faz 1/3 da audiência deste grupo e cresce 33% entre vagas, o que é muito relevante também e mostra que está a fazer o seu caminho. Ainda assim, são rádios pouco escutadas o que só se compreende à luz dos tópicos que aflorei acima.
« Última modificação: Outubro 15, 2021, 12:45:52 am por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

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Re: Bareme Rádio
« Responder #768 em: Outubro 15, 2021, 01:39:49 am »
Ponto prévio: alguém me consegue explicar o motivo de a soma da AAV dos Grupos ser inferior à soma das rádios que os compõem? Não é erro do post, já nas vagas anteriores assim acontece.

O consumo de rádio em Portugal nunca foi tão elevado em 47 anos de democracia. Um dado absolutamente fascinante. Apesar de ser um dia muito feliz para a rádio, em que se prova que o "video didn't kill the radio star", alguns sinais devem-nos deixar alerta. A vaga que agora se conheceu, acentua ainda mais um aspeto crítico sobre o tipo de auditório que Portugal tem e os seus interesses. Isto independentemente de todas as considerações que se possam tecer sobre o estado lastimável a que chegou a RDP com as sua agenda própria de subserviência ao poder instalado e, mais recentemente à deriva na TSF.

Vejamos, as três primeiras posições do pódio são ocupadas por rádios de "música a metro" maninstream, mais atual ou mais envelhecida, pouco importa. Rádios essas onde existe pouquíssima palavra, um noticiário dura, no máximo dos máximos 3 minutos, não há uma entrevista política, desportiva, cultural... nada! Três rádios que são um vazio de ideias, consumo fácil.

O eixo RR/A1/TSF/OBS vale 14,5%. A audiência agregada destas estações corresponde a 2x a posição da terceira classificada M80 e, num hipotético cenário em que se fundiam numa única, para atingir a liderança ainda precisariam dos 5,2% da Cidade FM. Aliás, o grupo dominante, a MCR não tem no seu portfólio de cinco rádios uma única informativa ou onde exista sequer 5 minutos dedicados à análise política/económica/social/jurídica/cultural. É o paraíso para os agentes políticos... nem é preciso (tentar) controlar a comunicação social, quem a escuta só quer música e fofocas. Quando o povo já não quer saber sequer de informação, algo vai mal. Junta-se a este caldo a audiência totalmente insignificante da erudita Antena 2, que ocupa uma rede nacional e percebemos que o consumo de rádio espelha de forma trágica a nossa sociedade e, de certa forma, o porquê de sermos um dos países mais atrasados da União Europeia e da OCDE: o português não se interessa pela realidade, por cultura, por nada que verdadeiramente valha a pena dispender algum tempo.

Na análise mais fina, a Média Capital Radios é a vencedora em toda a linha, o que aumenta o valor de mercado do grupo que, ao que tudo indica, será adquirido brevemente pelo gigante alemão Bauer.

A Rádio Comercial e a RFM crescem equitativamente face à vaga anterior, com uma vantagem de 0,1% para a Comercial, que alcança o melhor resultado de sempre de uma rádio em Portugal. Não obstante, em termos homólogos, face à quarta vaga de 2020 o crescimento da RFM é bastante mais significativo, 3,6% contra 2% da Comercial. Há um ano estas rádios estavam separadas por 2%, hoje essa diferença esbateu-se para 0,4%, o que significa que a RFM encurtou a distância em 80% face à um ano, estando numa trajetória de crescimento mais acentuada que a Comercial, que tem um declive da curva bem menos acentuado. A RFM ganha no Porto, algo que se nota claramente nas iterações dos ouvintes nos programas. A manter-se esta tendência, com uma RFM que tem sabido realizar uma renovação inteligente, onde destaco ter na hora de ponta da tarde um programa que dá alguma primazia à palavra e a um envolvimento do ouvinte, ainda que direcionado, a meu ver, a um público menos culto que a Comercial, poderá fazer chegar o segundo canal da Igreja Católica à liderança no início de 2022. A meu ver, será este o tempo de celebrar q.b. na Sampaio e Pina, mas ligar os alarmes, pois a batalha não está ganha. Em termos de número de emissores, a diferença é praticamente inexistente entre estas rádios, 29 para a RFM, 28 para a Comercial, ou seja, a inexistência de emissor na Serra Amarela é o que faz diferir a cobertura de ambas.

Na luta pelo bronze, a M80 leva a melhor sobre a Rádio Renascença. E aqui o número de emissores é um critério a considerar. A M80 só tem cobertura total na região sul do país, sendo a maioria desta região constituída pelo Alentejo e Algarve, as áreas mais desertificadas. A Norte e Centro faz-se escutar com recurso a pequenos emissores concelhios, cujo o alcance é limitado, bem como a estabilidade da escuta, incluindo dentro dos próprios concelhos do alvará. Na maioria das frequências, tem horas locais que não permitem a escuta contínua da emissão, em viagem. E ainda assim, consegue ganhar à segunda melhor rede nacional de emissores, a da Católica Rádio Renascença. Note-se que a M80 cresce sempre mais que a RR, 0,2 e 0,4% em termos homólogos, contra 0,1% e 0,2% da emissora Católica Portuguesa. Ainda assim, note-se que a Rádio Renascença lidera nas manhãs, num programa que mistura boa informação com entretenimento e crítica social e que tem sido a alavanca do crescimento da RR. É a prova de que é possível fazer um casamento que atraia as pessoas, sem as embrutecer, com vozes que não são sequer das mais mediáticas no panorama radiofónico português. Continuar o refrescamento da estação, ponderar devidamente a oferta em alguns horários e a escolha da playlist, conjugado com uma rádio como a M80 que tem  um modelo esgotado per si, poderá levar a que daqui a um ano esta luta esteja bem mais intensa. Infelizmente, para já, perde a rádio mais erudita contra   a mais popular.

No campeonato das jovens, mesmo considerando que a Cidade FM tem 10 emissores contra 8 da MegaHits, normalizando os resultados para esbater essa diferença, ainda assim a Mega sai com uma derrota pesada desta Bareme. A diferença acentua-se qualquer que seja o critério utilizado. E note-se, os dois emissores adicionais estão no território menos densamente povoado, mais envelhecido e portanto menos propenso à escuta desta estação. É verdade que a cobertura da Cidade FM é superior, mas a seu favor a Mega tem o facto de incumprindo a Lei da Rádio não promover emissões locais. Mais uma vez, e com as devidas "aspas" a rádio menos popular perde para a que tem um registo mais vulgar. Veremos se a aparente e recente deriva da Cidade quando atinge a melhor audiência de sempre não vai baralhar e dar de novo. A Cidade cresce 1,3 e 2,2 (vaga julho/vaga de outubro de 2020) enquanto que a Mega cifra-se nos 0,2% e 0,8%, ficando notória a dificuldade em acompanhar a tendência do setor. A definição de um novo público alvo, mais adulto, e para o qual de uma forma possivelmente inconsciente tem vindo a trabalhar, em detrimento dos mais jovens que têm sido muito bem agarrados pela Cidade FM poderia ajudar a recuperar, num nicho de mercado que não está devidamente explorado.

Quanto à Nova Era, cresce 0,1% (dados não disponíveis para 2020), ficando patente algum esgotamento de uma rádio limitada a dois emissores que fundamentalmente estão sobrepostos, não comutam entre si, mas que muito faz com os meios limitados de que dispõe, próprios de uma local. Tudo aponta para que a Cidade FM estará a canibalizar alguma capacidade de crescimento da Nova Era. Os 0,5% da Meo Sudoeste bem que poderiam ajudar e em muito a Nova Era. Não se compreende a insistência em manter duas rádios jovens no grupo.

Nas ligas inferiores, as das locais, nota muito negativa: a rádio mais popularucha da AMP, aqui não tenho pudor em utilizar a palavra, é a local mais bem classificada, com quase tanta audiência quanto a Observador que detêm quatro emissores. É realmente lamentável e mais um dado que aponta para a degradação a que chegaram estas rádios. Não se justifica, de todo, alocar a frequência da 5, a menos que o emissor fosse deslocalizado para Santa Maria da Feira para cobrir melhor a sul, pois, neste momento são totalmente redundantes. Mas essa frequência merecia um bom projeto para a AMP.

Quanto à RDP, não há muito a dizer. É a destruição que se sabe, como foi bem dito, um panorama assustador. A Antena 1 perde 0,5% qualquer que seja a métrica utilizada, deixa-se ultrapassar pela Cidade FM, o que é verdadeiramente uma humilhação. Corre o risco de se tornar irrelevante, algo que não agrada nem a gregos nem a troianos, com uma playlist sem coerência que vai de temas da Cidade a músicas da Smooth, rubricas mal colocadas, repetições sem sentido, desaparecimento em combate do desporto, and so on, so on... Aqui já não é o alarme: o tsunami chegou mesmo e está a varrer tudo à sua frente.

A Antena 2 mantem a irrelevância, mas pelo que apurei ainda baixa. Péssimo sinal. A prova que precisa de se modernizar, sem perder a prática de passar temas eruditos, como se faz pela Europa fora, é o crescimento exponencial da ("concorrente") Smooth. Por ser pouco, passa despercebido, mas esta rádio dobra a audiência em termos homólogos e cresce 0,3% desde a vaga de julho. Quase 50% do crescimento é feito no último trimestre. É um resultado para lá de impressionante, para uma rádio com 5 emissores locais, (na verdade 4 pois 2 são redundantes), que embora excecionais, são por si limitados. Uma palavra de apreço para os poucos profissionais que metem o único verdadeiro produto de excelência da MCR no ar e que, neste dia de festa na Sampaio e Pina são os únicos que não têm direito a uma palavra pública de agradecimento por parte do CEO da empresa, o Dr. Bourbon. Continuem o excelente trabalho e lutem muito por esta rádio! É mais que merecido.

A Antena 3 lá cresce, sem saber como, muito pouco é certo, para uma rede nacional de emissores (0,2%). Mais nenhuma alternativa surge na tabela de mais escutadas. Não se percebe a insistência neste estilo. O crescimento da Cidade FM mostra o caminho que tem de ser feito na emissora 3 da rádio pública, até porque não há rádios jovens em quase todo o interior do país.

A África prova a sua total insignificância ao nem constar no Bareme. Que grande asneira esta de afetar quatro frequências a esta rádio, quando para cumprir o serviço público era mais que suficiente a de Lisboa.

Finalmente, a TSF estagnou. Face à turbulência que a empresa enfrenta em termos laborais e que se refletem também no mau estado do parque emissor, estranho é não ter regredido. Desconfio que se esta rádio não for vendida rapidamente, vai enfrentar um processo de caminho para a irrelevância, o que deixa imensa pena, face ao enorme patrimônio que constitui a marca TSF, e, apesar de tudo ao produto que (ainda) apresenta. A concorrente Observador, com 4 emissores face a 19 faz 1/3 da audiência deste grupo e cresce 33% entre vagas, o que é muito relevante também e mostra que está a fazer o seu caminho. Ainda assim, são rádios pouco escutadas o que só se compreende à luz dos tópicos que aflorei acima.

Muito bem.

Concordo.

As rádios públicas estão à beira da irrelevância total.

É pena.

Que alguém termine rapidamente com esta agonia.

radiokilledtheMTVstar

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Re: Bareme Rádio
« Responder #769 em: Outubro 15, 2021, 09:56:30 am »
Ponto prévio: alguém me consegue explicar o motivo de a soma da AAV dos Grupos ser inferior à soma das rádios que os compõem? Não é erro do post, já nas vagas anteriores assim acontece.

O consumo de rádio em Portugal nunca foi tão elevado em 47 anos de democracia. Um dado absolutamente fascinante. Apesar de ser um dia muito feliz para a rádio, em que se prova que o "video didn't kill the radio star", alguns sinais devem-nos deixar alerta. A vaga que agora se conheceu, acentua ainda mais um aspeto crítico sobre o tipo de auditório que Portugal tem e os seus interesses. Isto independentemente de todas as considerações que se possam tecer sobre o estado lastimável a que chegou a RDP com as sua agenda própria de subserviência ao poder instalado e, mais recentemente à deriva na TSF.

Vejamos, as três primeiras posições do pódio são ocupadas por rádios de "música a metro" maninstream, mais atual ou mais envelhecida, pouco importa. Rádios essas onde existe pouquíssima palavra, um noticiário dura, no máximo dos máximos 3 minutos, não há uma entrevista política, desportiva, cultural... nada! Três rádios que são um vazio de ideias, consumo fácil.

O eixo RR/A1/TSF/OBS vale 14,5%. A audiência agregada destas estações corresponde a 2x a posição da terceira classificada M80 e, num hipotético cenário em que se fundiam numa única, para atingir a liderança ainda precisariam dos 5,2% da Cidade FM. Aliás, o grupo dominante, a MCR não tem no seu portfólio de cinco rádios uma única informativa ou onde exista sequer 5 minutos dedicados à análise política/económica/social/jurídica/cultural. É o paraíso para os agentes políticos... nem é preciso (tentar) controlar a comunicação social, quem a escuta só quer música e fofocas. Quando o povo já não quer saber sequer de informação, algo vai mal. Junta-se a este caldo a audiência totalmente insignificante da erudita Antena 2, que ocupa uma rede nacional e percebemos que o consumo de rádio espelha de forma trágica a nossa sociedade e, de certa forma, o porquê de sermos um dos países mais atrasados da União Europeia e da OCDE: o português não se interessa pela realidade, por cultura, por nada que verdadeiramente valha a pena dispender algum tempo.

Na análise mais fina, a Média Capital Radios é a vencedora em toda a linha, o que aumenta o valor de mercado do grupo que, ao que tudo indica, será adquirido brevemente pelo gigante alemão Bauer.

A Rádio Comercial e a RFM crescem equitativamente face à vaga anterior, com uma vantagem de 0,1% para a Comercial, que alcança o melhor resultado de sempre de uma rádio em Portugal. Não obstante, em termos homólogos, face à quarta vaga de 2020 o crescimento da RFM é bastante mais significativo, 3,6% contra 2% da Comercial. Há um ano estas rádios estavam separadas por 2%, hoje essa diferença esbateu-se para 0,4%, o que significa que a RFM encurtou a distância em 80% face à um ano, estando numa trajetória de crescimento mais acentuada que a Comercial, que tem um declive da curva bem menos acentuado. A RFM ganha no Porto, algo que se nota claramente nas iterações dos ouvintes nos programas. A manter-se esta tendência, com uma RFM que tem sabido realizar uma renovação inteligente, onde destaco ter na hora de ponta da tarde um programa que dá alguma primazia à palavra e a um envolvimento do ouvinte, ainda que direcionado, a meu ver, a um público menos culto que a Comercial, poderá fazer chegar o segundo canal da Igreja Católica à liderança no início de 2022. A meu ver, será este o tempo de celebrar q.b. na Sampaio e Pina, mas ligar os alarmes, pois a batalha não está ganha. Em termos de número de emissores, a diferença é praticamente inexistente entre estas rádios, 29 para a RFM, 28 para a Comercial, ou seja, a inexistência de emissor na Serra Amarela é o que faz diferir a cobertura de ambas.

Na luta pelo bronze, a M80 leva a melhor sobre a Rádio Renascença. E aqui o número de emissores é um critério a considerar. A M80 só tem cobertura total na região sul do país, sendo a maioria desta região constituída pelo Alentejo e Algarve, as áreas mais desertificadas. A Norte e Centro faz-se escutar com recurso a pequenos emissores concelhios, cujo o alcance é limitado, bem como a estabilidade da escuta, incluindo dentro dos próprios concelhos do alvará. Na maioria das frequências, tem horas locais que não permitem a escuta contínua da emissão, em viagem. E ainda assim, consegue ganhar à segunda melhor rede nacional de emissores, a da Católica Rádio Renascença. Note-se que a M80 cresce sempre mais que a RR, 0,2 e 0,4% em termos homólogos, contra 0,1% e 0,2% da emissora Católica Portuguesa. Ainda assim, note-se que a Rádio Renascença lidera nas manhãs, num programa que mistura boa informação com entretenimento e crítica social e que tem sido a alavanca do crescimento da RR. É a prova de que é possível fazer um casamento que atraia as pessoas, sem as embrutecer, com vozes que não são sequer das mais mediáticas no panorama radiofónico português. Continuar o refrescamento da estação, ponderar devidamente a oferta em alguns horários e a escolha da playlist, conjugado com uma rádio como a M80 que tem  um modelo esgotado per si, poderá levar a que daqui a um ano esta luta esteja bem mais intensa. Infelizmente, para já, perde a rádio mais erudita contra   a mais popular.

No campeonato das jovens, mesmo considerando que a Cidade FM tem 10 emissores contra 8 da MegaHits, normalizando os resultados para esbater essa diferença, ainda assim a Mega sai com uma derrota pesada desta Bareme. A diferença acentua-se qualquer que seja o critério utilizado. E note-se, os dois emissores adicionais estão no território menos densamente povoado, mais envelhecido e portanto menos propenso à escuta desta estação. É verdade que a cobertura da Cidade FM é superior, mas a seu favor a Mega tem o facto de incumprindo a Lei da Rádio não promover emissões locais. Mais uma vez, e com as devidas "aspas" a rádio menos popular perde para a que tem um registo mais vulgar. Veremos se a aparente e recente deriva da Cidade quando atinge a melhor audiência de sempre não vai baralhar e dar de novo. A Cidade cresce 1,3 e 2,2 (vaga julho/vaga de outubro de 2020) enquanto que a Mega cifra-se nos 0,2% e 0,8%, ficando notória a dificuldade em acompanhar a tendência do setor. A definição de um novo público alvo, mais adulto, e para o qual de uma forma possivelmente inconsciente tem vindo a trabalhar, em detrimento dos mais jovens que têm sido muito bem agarrados pela Cidade FM poderia ajudar a recuperar, num nicho de mercado que não está devidamente explorado.

Quanto à Nova Era, cresce 0,1% (dados não disponíveis para 2020), ficando patente algum esgotamento de uma rádio limitada a dois emissores que fundamentalmente estão sobrepostos, não comutam entre si, mas que muito faz com os meios limitados de que dispõe, próprios de uma local. Tudo aponta para que a Cidade FM estará a canibalizar alguma capacidade de crescimento da Nova Era. Os 0,5% da Meo Sudoeste bem que poderiam ajudar e em muito a Nova Era. Não se compreende a insistência em manter duas rádios jovens no grupo.

Nas ligas inferiores, as das locais, nota muito negativa: a rádio mais popularucha da AMP, aqui não tenho pudor em utilizar a palavra, é a local mais bem classificada, com quase tanta audiência quanto a Observador que detêm quatro emissores. É realmente lamentável e mais um dado que aponta para a degradação a que chegaram estas rádios. Não se justifica, de todo, alocar a frequência da 5, a menos que o emissor fosse deslocalizado para Santa Maria da Feira para cobrir melhor a sul, pois, neste momento são totalmente redundantes. Mas essa frequência merecia um bom projeto para a AMP.

Quanto à RDP, não há muito a dizer. É a destruição que se sabe, como foi bem dito, um panorama assustador. A Antena 1 perde 0,5% qualquer que seja a métrica utilizada, deixa-se ultrapassar pela Cidade FM, o que é verdadeiramente uma humilhação. Corre o risco de se tornar irrelevante, algo que não agrada nem a gregos nem a troianos, com uma playlist sem coerência que vai de temas da Cidade a músicas da Smooth, rubricas mal colocadas, repetições sem sentido, desaparecimento em combate do desporto, and so on, so on... Aqui já não é o alarme: o tsunami chegou mesmo e está a varrer tudo à sua frente.

A Antena 2 mantem a irrelevância, mas pelo que apurei ainda baixa. Péssimo sinal. A prova que precisa de se modernizar, sem perder a prática de passar temas eruditos, como se faz pela Europa fora, é o crescimento exponencial da ("concorrente") Smooth. Por ser pouco, passa despercebido, mas esta rádio dobra a audiência em termos homólogos e cresce 0,3% desde a vaga de julho. Quase 50% do crescimento é feito no último trimestre. É um resultado para lá de impressionante, para uma rádio com 5 emissores locais, (na verdade 4 pois 2 são redundantes), que embora excecionais, são por si limitados. Uma palavra de apreço para os poucos profissionais que metem o único verdadeiro produto de excelência da MCR no ar e que, neste dia de festa na Sampaio e Pina são os únicos que não têm direito a uma palavra pública de agradecimento por parte do CEO da empresa, o Dr. Bourbon. Continuem o excelente trabalho e lutem muito por esta rádio! É mais que merecido.

A Antena 3 lá cresce, sem saber como, muito pouco é certo, para uma rede nacional de emissores (0,2%). Mais nenhuma alternativa surge na tabela de mais escutadas. Não se percebe a insistência neste estilo. O crescimento da Cidade FM mostra o caminho que tem de ser feito na emissora 3 da rádio pública, até porque não há rádios jovens em quase todo o interior do país.

A África prova a sua total insignificância ao nem constar no Bareme. Que grande asneira esta de afetar quatro frequências a esta rádio, quando para cumprir o serviço público era mais que suficiente a de Lisboa.

Finalmente, a TSF estagnou. Face à turbulência que a empresa enfrenta em termos laborais e que se refletem também no mau estado do parque emissor, estranho é não ter regredido. Desconfio que se esta rádio não for vendida rapidamente, vai enfrentar um processo de caminho para a irrelevância, o que deixa imensa pena, face ao enorme patrimônio que constitui a marca TSF, e, apesar de tudo ao produto que (ainda) apresenta. A concorrente Observador, com 4 emissores face a 19 faz 1/3 da audiência deste grupo e cresce 33% entre vagas, o que é muito relevante também e mostra que está a fazer o seu caminho. Ainda assim, são rádios pouco escutadas o que só se compreende à luz dos tópicos que aflorei acima.
Quando um grupo, apesar de ter uma grande ajuda da CNN é certo, se dá ao luxo de contratar praticamente uma redação nova quando já tinha a da TVI e repleta de nomes da concorrência, como é que a rádio pode combater isto? Já fui dessa opinião, sempre pensei que o melhor lugar para a Judite de Sousa depois de todos os problemas que teve seria a rádio onde não teria a sua imagem tão exposta, mas quem é que teria capacidade para a contratar? Se em Espanha existe apenas um canal de informação deve-se muito à rádio informativa sempre ter sido fortíssima, aqui é o oposto. Já muito fez a Observador ao conseguir contratar uma figura importante da SIC N como a Carla Jorge de Carvalho.

Sobre a Nova Era concordo, não diria esgotamento mas não pdoem fazer muito mais enquanto a EDM continuar na mó de baixo. Acho que como hoje ouvi por lá a anunciarem que o David Guetta está no 1º lugar do ranking da DJ Mag está tudo dito.

Quanto às rádios públicas nada mais a dizer, ainda hoje no Domínio Público anunciaram o novo single da Adele mas quando começou puseram-se com comentários a desvalorizar quem gosta dela e não se ouviu praticamente nada. Quanto acabou lá passaram a Rolling in the Deep que ainda deviam ter lá guardada dos tempos em que eram uma rádio tudo menos fechada...


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« Última modificação: Outubro 15, 2021, 10:27:48 am por radiokilledtheMTVstar »

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Re: Bareme Rádio
« Responder #770 em: Outubro 15, 2021, 11:11:17 am »
Quando um grupo, apesar de ter uma grande ajuda da CNN é certo, se dá ao luxo de contratar praticamente uma redação nova quando já tinha a da TVI e repleta de nomes da concorrência, como é que a rádio pode combater isto? Já fui dessa opinião, sempre pensei que o melhor lugar para a Judite de Sousa depois de todos os problemas que teve seria a rádio onde não teria a sua imagem tão exposta, mas quem é que teria capacidade para a contratar? Se em Espanha existe apenas um canal de informação deve-se muito à rádio informativa sempre ter sido fortíssima, aqui é o oposto. Já muito fez a Observador ao conseguir contratar uma figura importante da SIC N como a Carla Jorge de Carvalho.

Sobre a Nova Era concordo, não diria esgotamento mas não pdoem fazer muito mais enquanto a EDM continuar na mó de baixo. Acho que como hoje ouvi por lá a anunciarem que o David Guetta está no 1º lugar do ranking da DJ Mag está tudo dito.

Quanto às rádios públicas nada mais a dizer, ainda hoje no Domínio Público anunciaram o novo single da Adele mas quando começou puseram-se com comentários a desvalorizar quem gosta dela e não se ouviu praticamente nada. Quanto acabou lá passaram a Rolling in the Deep que ainda deviam ter lá guardada dos tempos em que eram uma rádio tudo menos fechada...


A Media Capital está rica, pelo menos assim o aparenta, para se dar ao luxo de ter duas redações, embora eu ache que a da TVI se vai esvaziar, ficando apenas para os assuntos de faca e alguidar. Se calhar para ter a CNN é que vai vender as rádios. Se assim for, façam boa viagem. A passagem a CNN Portugal, quer-me parecer que é uma tentativa de descolar da imagem brega de uma TV assente no Big Brother e no drama. Juro que não compreendo a volta da Judite de Sousa para uma casa que tão mal lhe fez, mas cada um faz as suas opções. Pior que voltar ao lugar onde foste feliz, é voltar onde foste infeliz. Mas devem estar a oferecer valores elevadíssimos, a Ana Guedes esteve nem 6 meses na RTP. Diga-se que vão ter emissões repartidas entre estúdios no Porto e em Lisboa, o que é algo a valorizar (aliás, as noites, em princípio serão feitas a partir do Norte).

Nota negativa para no Linked-in, quer a própria página da MC quer a do Mário Ferreira, terem imensos destaques sobre a TV e nem um sobre a rádio e os resultados históricos alcançados. Mostra bem o que vale para eles a MCR. Ou então já foi mesmo vendida.

A Nova Era precisa de, neste momento evoluir para lá da EDM, adotando um registo mais similar ao da Mega e da Cidade, sem perder as marcas identitárias. Tem-no tentado fazer, mas isso exige reforço de meios, claramente!

A3 é o que já se sabe... só quando alguém com mão de ferro puser ordem no infantário é que pode ter ambições!
« Última modificação: Outubro 15, 2021, 11:17:11 am por pdnf »
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Luís Gonçalves

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Re: Bareme Rádio
« Responder #771 em: Outubro 15, 2021, 12:01:52 pm »
Admira-me é a fraca audiência da Mega, a ver carros no standvirtual em 50% dos casos está lá a Mega Hits sintonizada... já  a Cidade, que considero um produto bem inferior a todos os níveis, duvido um pouco da fidelidade desse resultado, mesmo muitas pessoas que conheço, preferem a Mega á Cidade.
Luís Gonçalves

AG

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Re: Bareme Rádio
« Responder #772 em: Outubro 15, 2021, 12:10:25 pm »
Já nos Ubers onde ando, em Lisboa e não, só muitas vezes apanho a Cidade sintonizada e muito raramente a Mega.

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Re: Bareme Rádio
« Responder #773 em: Outubro 15, 2021, 01:08:41 pm »
Notas muito rápidas no que diz respeito ao atual Bareme:

- A Comercial, como tinha dito, rumo aos 20% de AAV. Pode lá chegar, mas pode ter o desgosto de pouco depois ser ultrapassada pela RFM. Não são produtos iguais, mas são produtos centrais.

- Bons resultados da TSF e da RR, em particular da TSF com os problemas técnicos que teve no Verão, a solidificar-se. Excelente resultado da Cidade FM. A Mega a perder a subjetividade audimétrica, em definitivo, pela primeira vez desde "A Primeira Rádio dos Êxitos" da Cidade FM em 2012 tê-la introduzido. Entrou no território da Mega e está a ganhar, muito por conta da insistência ao TikTok nas manhãs em metade da playlist e da consistência.

- Partilho da análise quanto à A1, a playlist mainstream não afeta de forma alguma a audiência da rádio, o que só dá força à minha argumentação de playlist e de se tornar mais um motivo para ouvir a principal estação do grupo público em vez de uma amálgama de nada. Antena 3 recupera graças à consistência que assumiu e as mudanças de playlist que fez, mas o Tiago Ribeiro tem de ser um pouco menos cheio dele próprio ou fazer uma personagem nas manhãs, há incursões que se dispensam (ainda hoje ouvi). Pode ir rumo aos 2% e solidificar-se. Se houver estragos na Vodafone pode ir a mais ainda.

- Nova Era geoestacionada, talvez uma aposta no flashback 24h funcionasse numa mistura com playlist atual, ou acabarem com a MEO Sudoeste que nao sei a quem serve já.

- NoAr solida e a Festival nem aparece. Esqueceram-se dela? Os 88.4 podiam ir para este projeto mas irem para a Feira seria pífio - há uma local aveirense que faz o serviço e bate aos pontos a NoAr, chama-se Regional de Arouca e é forte na região. Não iria beneficiar lá muito com emissor na Feira, só em termos técnicos pela extensão de Viana até Aveiro.

- Observador solidifica a 0.8 e com mais um emissor em Coimbra pode furar o 1%. Produto de nicho tal como a SmoothFM, mas encontrou o seu espaço. Podia ter mais audiência mas insistem nas repetições... smooth de parabéns.

Antena 2 anda onde? A RDP África nem cheira...

pdnf

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Re: Bareme Rádio
« Responder #774 em: Outubro 15, 2021, 01:40:04 pm »
Notas muito rápidas no que diz respeito ao atual Bareme:

- A Comercial, como tinha dito, rumo aos 20% de AAV. Pode lá chegar, mas pode ter o desgosto de pouco depois ser ultrapassada pela RFM. Não são produtos iguais, mas são produtos centrais.

- Bons resultados da TSF e da RR, em particular da TSF com os problemas técnicos que teve no Verão, a solidificar-se. Excelente resultado da Cidade FM. A Mega a perder a subjetividade audimétrica, em definitivo, pela primeira vez desde "A Primeira Rádio dos Êxitos" da Cidade FM em 2012 tê-la introduzido. Entrou no território da Mega e está a ganhar, muito por conta da insistência ao TikTok nas manhãs em metade da playlist e da consistência.

- Partilho da análise quanto à A1, a playlist mainstream não afeta de forma alguma a audiência da rádio, o que só dá força à minha argumentação de playlist e de se tornar mais um motivo para ouvir a principal estação do grupo público em vez de uma amálgama de nada. Antena 3 recupera graças à consistência que assumiu e as mudanças de playlist que fez, mas o Tiago Ribeiro tem de ser um pouco menos cheio dele próprio ou fazer uma personagem nas manhãs, há incursões que se dispensam (ainda hoje ouvi). Pode ir rumo aos 2% e solidificar-se. Se houver estragos na Vodafone pode ir a mais ainda.

- Nova Era geoestacionada, talvez uma aposta no flashback 24h funcionasse numa mistura com playlist atual, ou acabarem com a MEO Sudoeste que nao sei a quem serve já.

- NoAr solida e a Festival nem aparece. Esqueceram-se dela? Os 88.4 podiam ir para este projeto mas irem para a Feira seria pífio - há uma local aveirense que faz o serviço e bate aos pontos a NoAr, chama-se Regional de Arouca e é forte na região. Não iria beneficiar lá muito com emissor na Feira, só em termos técnicos pela extensão de Viana até Aveiro.

- Observador solidifica a 0.8 e com mais um emissor em Coimbra pode furar o 1%. Produto de nicho tal como a SmoothFM, mas encontrou o seu espaço. Podia ter mais audiência mas insistem nas repetições... smooth de parabéns.

Antena 2 anda onde? A RDP África nem cheira...

Comercial e RFM diferem na forma de tratamento, uma mais polida, outra mais popular. Fora isso, são muito similares, até em termos de playlist. Parece-me que o produto da Comercial neste momento está melhor, mas também depende muito dos horários. Mais fortes nos horários de ponta,  mais fracos face à RFM nos demais. A RFM é bem capaz de ganhar a breve prazo.

A RR e a TSF... vamos ver! Os resultados são bons mas são algo ténues. Principalmente no caso da RR, era de esperar mais.

Quanto à Mega e à Cidade, são produtos diferentes. Aqui inverte-se o jogo: a Cidade uma rádio mais popular, a Mega uma rádio mais musical, menos superficial, um produto melhor sem dúvida e que com umas novas manhãs poderia ser mesmo muito interessante no pós Universitário até aos 30's e uma alternativa interessante a alguma desbunda que existe na RFM. Se querem ganhar alguma coisa... esqueçam os teenagers! Esses estão e bem na Cidade.

Então o que faria com os 88,4? Se for para a No Ar, mais vale estar na Feira do que no Monte da Virgem onde se sobrepõe ao emissor de Vila do Conde. Concordo que a RRArouca faz as vezes, e também a Festival, ambas com melhor qualidade.

Observador produto de nicho...? Discordo, é uma informativa pura! A TSF é de nicho?

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Re: Bareme Rádio
« Responder #775 em: Outubro 15, 2021, 02:11:48 pm »
Notas muito rápidas no que diz respeito ao atual Bareme:

- A Comercial, como tinha dito, rumo aos 20% de AAV. Pode lá chegar, mas pode ter o desgosto de pouco depois ser ultrapassada pela RFM. Não são produtos iguais, mas são produtos centrais.

- Bons resultados da TSF e da RR, em particular da TSF com os problemas técnicos que teve no Verão, a solidificar-se. Excelente resultado da Cidade FM. A Mega a perder a subjetividade audimétrica, em definitivo, pela primeira vez desde "A Primeira Rádio dos Êxitos" da Cidade FM em 2012 tê-la introduzido. Entrou no território da Mega e está a ganhar, muito por conta da insistência ao TikTok nas manhãs em metade da playlist e da consistência.

- Partilho da análise quanto à A1, a playlist mainstream não afeta de forma alguma a audiência da rádio, o que só dá força à minha argumentação de playlist e de se tornar mais um motivo para ouvir a principal estação do grupo público em vez de uma amálgama de nada. Antena 3 recupera graças à consistência que assumiu e as mudanças de playlist que fez, mas o Tiago Ribeiro tem de ser um pouco menos cheio dele próprio ou fazer uma personagem nas manhãs, há incursões que se dispensam (ainda hoje ouvi). Pode ir rumo aos 2% e solidificar-se. Se houver estragos na Vodafone pode ir a mais ainda.

- Nova Era geoestacionada, talvez uma aposta no flashback 24h funcionasse numa mistura com playlist atual, ou acabarem com a MEO Sudoeste que nao sei a quem serve já.

- NoAr solida e a Festival nem aparece. Esqueceram-se dela? Os 88.4 podiam ir para este projeto mas irem para a Feira seria pífio - há uma local aveirense que faz o serviço e bate aos pontos a NoAr, chama-se Regional de Arouca e é forte na região. Não iria beneficiar lá muito com emissor na Feira, só em termos técnicos pela extensão de Viana até Aveiro.

- Observador solidifica a 0.8 e com mais um emissor em Coimbra pode furar o 1%. Produto de nicho tal como a SmoothFM, mas encontrou o seu espaço. Podia ter mais audiência mas insistem nas repetições... smooth de parabéns.

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Comercial e RFM diferem na forma de tratamento, uma mais polida, outra mais popular. Fora isso, são muito similares, até em termos de playlist. Parece-me que o produto da Comercial neste momento está melhor, mas também depende muito dos horários. Mais fortes nos horários de ponta,  mais fracos face à RFM nos demais. A RFM é bem capaz de ganhar a breve prazo.

A RR e a TSF... vamos ver! Os resultados são bons mas são algo ténues. Principalmente no caso da RR, era de esperar mais.

Quanto à Mega e à Cidade, são produtos diferentes. Aqui inverte-se o jogo: a Cidade uma rádio mais popular, a Mega uma rádio mais musical, menos superficial, um produto melhor sem dúvida e que com umas novas manhãs poderia ser mesmo muito interessante no pós Universitário até aos 30's e uma alternativa interessante a alguma desbunda que existe na RFM. Se querem ganhar alguma coisa... esqueçam os teenagers! Esses estão e bem na Cidade.

Então o que faria com os 88,4? Se for para a No Ar, mais vale estar na Feira do que no Monte da Virgem onde se sobrepõe ao emissor de Vila do Conde. Concordo que a RRArouca faz as vezes, e também a Festival, ambas com melhor qualidade.

Observador produto de nicho...? Discordo, é uma informativa pura! A TSF é de nicho?

Só em Portugal é que uma rádio de palavra/informação é de nicho...

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Re: Bareme Rádio
« Responder #776 em: Outubro 15, 2021, 02:35:16 pm »
Acho que a Observador vai chegar aos 1% já na próxima vaga, mesmo sem novos emissores. Penso que apesar disso deviam apostar numa frequência na zona entre Coimbra e Tomar e outra no Minho, para chegar melhor a uma região que em termos populacionais é muito forte.

Pdnf, mudar 88,4 para a Feira seria um erro total. Iriam ter refletores para sul, o que seria péssimo.
Os 88,4 seriam para reforçar a NoAr na baixa do Porto e entrar melhor no distrito de Aveiro (daí permanecerem no Monte da Virgem).
Num bom autorádio eu apanho os 88,4 com sinal bem razoável (RDS e tudo) na cidade dos ovos moles, e isto mesmo com a Arganil em 88,5.

Quanto à Nova Era e MEO Sudoeste na minha óptica deviam ir no rumo da RES, ou seja rádios de dance music num perfil acima da Orbital. É uma falha de mercado não haver uma rádio deste género na AMP e AML.
« Última modificação: Outubro 15, 2021, 02:42:57 pm por AG »

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Re: Bareme Rádio
« Responder #777 em: Outubro 15, 2021, 04:38:02 pm »
Nos termos em que a estação se encontra atualmente e para o target que apanhou, sim, é de nicho de momento. Não foi como começou, é como está agora, pode ser que não seja como acabará... vamos ver. Se a TSF não se belisca nem nenhuma outra se belisca e a Observador busca 0.8 isso quer dizer o quê? Que encontrou novos públicos. Logo, é desse nicho. Mas não sou eu que faço essa definição, são os livros de economia.

Se o nicho pode vir a tornar se principal? Claro que pode. Com mais emissores e investimento e um takeover à TSF. Mas o tempo está a esgotar-se. A TSF esta a limpar a casa... quando acabar acabou.

Obrigado pela nota quanto aos reflectores AG, não tinha essa noção!

pdnf

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Re: Bareme Rádio
« Responder #778 em: Outubro 15, 2021, 05:24:10 pm »
Nos termos em que a estação se encontra atualmente e para o target que apanhou, sim, é de nicho de momento. Não foi como começou, é como está agora, pode ser que não seja como acabará... vamos ver. Se a TSF não se belisca nem nenhuma outra se belisca e a Observador busca 0.8 isso quer dizer o quê? Que encontrou novos públicos. Logo, é desse nicho. Mas não sou eu que faço essa definição, são os livros de economia.

Se o nicho pode vir a tornar se principal? Claro que pode. Com mais emissores e investimento e um takeover à TSF. Mas o tempo está a esgotar-se. A TSF esta a limpar a casa... quando acabar acabou.

Obrigado pela nota quanto aos reflectores AG, não tinha essa noção!

Os livros de Economia não! Os de marketing sim!  ;D Mesmo assim, não dou por liquido que a perda da A1 não possa ser muito do ganho da OBS. Portanto, não é assim tão liquído esse conceito de nicho. O produto não é (assim tanto) diferenciador.

Também não me tinha lembrado da questão dos refletores. Continuo a dizer, é preciso um (novo) bom projeto para essa frequência.

Quanto à TSF... tenho andado aqui com uma ideia... com estes resultados da Cidade FM, poderia ser tentador para a MCR comprar a TSF e por também na RRN a M8 e ceder a rede da M80 para a Cidade e assim reforça a Smooth com os emissores da Cidade.
« Última modificação: Outubro 15, 2021, 05:28:54 pm por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

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Re: Bareme Rádio
« Responder #779 em: Outubro 15, 2021, 06:13:42 pm »
Nos termos em que a estação se encontra atualmente e para o target que apanhou, sim, é de nicho de momento. Não foi como começou, é como está agora, pode ser que não seja como acabará... vamos ver. Se a TSF não se belisca nem nenhuma outra se belisca e a Observador busca 0.8 isso quer dizer o quê? Que encontrou novos públicos. Logo, é desse nicho. Mas não sou eu que faço essa definição, são os livros de economia.

Se o nicho pode vir a tornar se principal? Claro que pode. Com mais emissores e investimento e um takeover à TSF. Mas o tempo está a esgotar-se. A TSF esta a limpar a casa... quando acabar acabou.

Obrigado pela nota quanto aos reflectores AG, não tinha essa noção!

Os livros de Economia não! Os de marketing sim!  ;D Mesmo assim, não dou por liquido que a perda da A1 não possa ser muito do ganho da OBS. Portanto, não é assim tão liquído esse conceito de nicho. O produto não é (assim tanto) diferenciador.

Também não me tinha lembrado da questão dos refletores. Continuo a dizer, é preciso um (novo) bom projeto para essa frequência.

Quanto à TSF... tenho andado aqui com uma ideia... com estes resultados da Cidade FM, poderia ser tentador para a MCR comprar a TSF e por também na RRN a M8 e ceder a rede da M80 para a Cidade e assim reforça a Smooth com os emissores da Cidade.

Escrevi muito muito à pressa, tens toda a razão, são esses mesmo  8) economia é mais generalista...

Nem sei se será ou não... teríamos que ver o perfil de escuta da Observador. A Antena 1 tem o seu: mais de 45/50 anos, a maior escuta de todas em posto fixo vs viatura, um determinado target comercial (hipotético)... Faltam-nos dados que possivelmente só teremos por volta do próximo anuário para sabermos mais sobre estas dinâmicas, se os tivermos. Ou isso, ou alguém tem que ir dar 2000 euros e agora não me apetecia muito, eheh.

O produto acaba por não ser tanto, mas às vezes não é tanto como ele é, é como os públicos o identificam, um pouco à semelhança do que acontece com a AAV e um pouco à semelhança de mudanças de marca como o Pingo Doce em 2007, em que pouco mudou lá dentro mas como a comunicação foi toda diferente, massificou-se...

Os 88.4 seriam bons a fazer serviço local para a região do sul de Gaia/Espinho, que não tem qualquer estação a servi-los, como acontece no centro de Gaia por exemplo. Daria para abarcar cerca de 80 mil pessoas focando-se só nessa área, que por acaso é a de alcance do Monte da Virgem, e disfarçava o principal problema desta frequência que é a Antena 1 em 88.3, porque se focava no percurso até ao Porto e daí para a Feira e Ovar. Mas isto sou eu que não percebo nada do assunto...

Tecnicamente é que penso não ser possível meter a M80 em duas redes nesses termos e unir ambas as redes, teria sempre que haver uma emissão diferenciada Norte vs sul...

PS - eu já vi que há um e-mail quanto à situação no site. Ainda não tive hipótese de responder por migração de agregador de e-mail que tem dado uns desafios e o pouquíssimo tempo, mas assim que me seja possível, em princípio de hoje até Domingo, já respondo!