A qualidade de uma Rádio não pode ser medida pela quantidade de ouvintes que possa captar. Quem estará a estragar a audiência do grupo RTP é a Antena 3, que deveria captar muito mais ouvintes, sem descer ao nÃvel de qualidade de uma RFM, para mim áudio lixo. A Antena 1 está com uma audiência aceitável para a rádio que é, com uma boa informação e alguns bons programas. A Antena 2 está com uma boa audiência, para mim uma Rádio de qualidade. Assim, quem está a 'estragar' a média do grupo RTP é claramente a Antena 3.
Excetuando a RNE(ex-Radio 1de RNE), as suas congéneres europeias têm mais audiência, liderando em muitos casos, como acontece em França com a France Inter...
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A falta de qualidade de uma rádio não pode ser medida pela quantidade de ouvintes que possa captar...
A audiência de 4,6% para a ‘Antena 1’ é demasiado baixa para o principal canal de rádio de um operador público europeu.
Os exemplos europeus são de serviços públicos de radiodifusão e de televisão fortes, a ocuparem os lugares cimeiros das audiências, generalistas, mas também com propostas dirigidas a públicos com interesses especÃficos. E mais do que isso, são estratégicos, também, nos assuntos de geopolÃtica.
Por exemplo, a televisão pública francesa evidencia que a França vai ser um dos interlocutores importantes do Reino Unido com a União Europeia e que privilegia a proximidade entre os dois povos. Os canais franceses têm uma quantidade assinalável de programas de origem britânica nas respetivas grelhas, dobrados em francês, e, desta forma, promovem a aproximação cultural entre os povos. Também convidam artistas britânicos para os seus espetáculos de variedades. Por aqui se infere a posição francesa. Michel Barnier, que chefiou a equipa de negociação da comissão europeia no dossier “Brexitâ€, disse no telejornal da 20h da ‘France.2’ que o Reino Unido é demasiado importante para a Europa, um grande paÃs (palavras dele) e um parceiro imprescindÃvel para a UE.
Hoje a ‘France.2’ exibiu o programa
“2000-2020 : 20 ans d'images inoubliablesâ€, em horário nobre, no qual fez a retrospetiva dos primeiros 20 anos do SEC. XXI com vÃdeos “marcantesâ€, organizados por categorias. O programa foi dinamizado por uma jornalista e um apresentador de programas de entretenimento/variedades. Eficaz, bem conseguido, um bom momento de televisão. É assim tão difÃcil a RTP fazer algo do género?