Caros colegas, relativamente à gestão do espectro existe uma regra muito importante que se chama "proteção de canais". Nesse contexto 88.40MHz, 97.30MHz ou 102.90MHz nunca seriam frequências alternativas e mais gritante 88.40MHz que pertence ao operador grupo 5 e é uma frequência atribuída a funcionar para o concelho de Espinho. O problema do espectro saturado foi criado pelo ICP/Anacom devido ao mau planeamento e agravado com o célebre aumento de potência concedido à maioria dos operadores maioritariamente de 27dB para 30dB sem justificação. A mania das potências no FM infelizmente é algo generalizado nos comentários e ideia dos entusiastas mas completamente descabido. Basta perceber que a diferença entre 27dB (500W) ou 30dB (1000W) é de 3dB. À saída do emissor é o dobro mas no recetor a diferença é mesmo + 3dB. Onde o nível de receção é fraco, o dobro da potência nada vai fazer e na maior parte dos casos até piora a cobertura. A receita para a cobertura do FM é em 1º lugar o espectro limpo, em 2º lugar a localização da antena (Cota do terreno e alguma elevação de torre), 3º a otimização do sistema radiante (tarefa muito ingrata e que tem que ser executada por gente séria, com equipamentos e muitos conhecimentos de radiofrequência). Cabe ao regulador baixar a P.A.R. atrubuida à maioria das nacionais e também muitas locais e regionais assim como no caso das nacionais repetir a mesma frequência em vários sites tipo (norte-centro-sul). A título de exemplo: de nada interessa sintonizar no grande porto 98.6MHz da serra das meadas se este operador tem frequências destinadas a essa zona no Monte da Virgem, Valongo, Muro, Marão, V.P.Aguiar e microcobertura em Penafiel entre outras.
jcset 88.4 já não pertence à Rádio 5, que migrou para 96.3, cuja rádio mais próxima era a VOZMARAO na mesma frequência e a Rádio Regional do Centro em 96.2.
No que respeita às nacionais não deixa de ter razão, efetivamente não existe grande necessidade de se conseguir sintonizar, por exemplo para a Antena 1 no Porto entre 6 a 8 frequências. Todavia, existir uma cobertura alternativa, nomeadamente para as rádios nacionais parece-me fazer todo o sentido. Imaginemos um temporal que deixe inoperacional uma Torre no Monte da Virgem. De um modo geral, Muro e Lousã conseguem dar conta do recado, daí que, por exemplo, tenha fortes reticências ao uso das mesmas frequências da Lousã por 3 locais a Norte. No caso da TSF é particularmente gritante, zona entre Ovar e a Murtosa, nem Santa Justa nem Lousã têm um sinal absolutamente ímpar em termos de qualidade, justamente por ser zona que já deveria ser da Lousã, mas tem interferências de Santo Tirso. Para além disso, há zonas de sombra aos emissores de grande potência (Carvalhos/Anta para o Monte da Virgem, Lousã para a Lousã, Belém para Monsanto).
Quanto ao uso das mesmas frequências até faz sentido, mas tem de ser devidamente afastado, como acontece, por exemplo com o Muro e Monsanto na RR. O caso da Antena 2 88.0 Sameiro e Minhéu dá asneira, mas pior que isso é a RFM 106.2 Santa Justa - Meadas, a ter ainda em cima a Rádio Caminha e a Infomédia em 106.3, deu asneira e da grande.
Por acaso, o exemplo que deu 98.6 Meadas acaba por não ser muito preocupante no Porto, dado que os emissores de Lamego (diferentemente dos do Marão) não têm um desempenho excecional na AMP.