Os tempos para o bem e para o mal são outros, a dance music perdeu muito folego entre o público jovem. As coisas são o que são.
Mas pelos vistos, nem para os mais novos, nem para os mais velhos.
Estás perdida nas opções é muito pior.
Se o Trap e o Hip Pop ganham consistência nos mais novos, pouco ou nada se ouve disso na Nova Era.
Seja como for, o Flash Back deve ser a hora com mais gente a escutar.
Que apostem nisso e vão ver muitas gerações ligadas na Nova Era.
Sou jovem mas ainda bem que o trap não é aposta das rádios, para além da esmagadora maioria ser horrível não é levado muito a sério a partir depois dos 18/19 anos. Quanto ao hip-hop têm o Skills Radio Show com o Mundo Segundo que para mim é o melhor programa do género em Portugal e podia estar num horário melhor. E o Lomar está num trabalho inglório nas Manhãs, não vejo qual era o problema da Débora Zenha juntar-se a ele e a Sílvia Braga acumular o cargo de Diretora de Programas com o horário das 11h.
De resto é o que o AG tem dito, até a BBC Radio 1 está sempre a tentar apostar a dance music com variadíssimos programas e uma web-radio criada há poucos meses mas continua com pouco fôlego. Nunca me lembro de ter sido tão pouco popular como agora.
Mas concluindo o facto dos eventos da rádio não se realizarem há 2 anos está a afetá-la muito, se não se realizarem mais uma vez este ano vejo as coisas cada vez mais complicadas.
Quatro problemas da Nova Era:
1. A playlist é uma amálgama de pop, dance, R&B Soul: ontem ao almoço passou uma de dance, Leave the Door Open e o Levitating da Dua Lipa, a sequência seguinte foi mais ao menos do mesmo género. No outro dia, a fazer um bandscan, a meio da tarde, apanhei Rui Veloso na Nova Era

. Neste momento, no horário da tarde a Jornal FM consegue ser mais jovem e mais consistente que a Nova Era e nos 100.1 isso é um problema.
2. Grelha: Manhãs: pediam dupla Lomar Zenha, que funciona muito bem, das 07:00 às 11:00. As tardes também já deviam ser da Diana das 16:00 às 20:00. As noites podiam ficar para o Miguel, mas o ideal seria mesmo entrarem duas pessoas novas, quiçá estagiários, pode ser uma aposta. Uma rádio para jovens, tem de comunicar com jovens.
3. Dance music: como é que há-de estar in se o COVID a pôs out? Houve discotecas nos últimos dois anos?
4. Os eventos fazem realmente muita falta para as rádios jovens, mas esse não é um problema só da Nova Era.