A fusão não se coloca.
O PP, que vai vencer as eleições do dia 23 de julho, vai querer naturalmente ter mais canais do seu lado.
O governo do PP vai contratar alguns nomes fortes para a informação da TV e Rádio, formando equipas com gente da casa próxima do PP.
Normalmente, nos governos do PP, a tve1 ou lidera as audiências ou é segunda; na rádio, a RNE e Rádio 5 têm números aceitáveis.
Em setembro/outubro (o mais tardar em janeiro) haverá novos nomes na apresentação dos telejornais da tve1 e nos principais ptogramas da RNE e Rádio 5.
Este https://www.eldiario.es/sociedad/tve-nombramiento-victor-arribas-noche_1_3853928.html regressará para um cargo qualquer, ou para tomar conta da noite informativa do canal 24 horas, ou, então, para as manhãs da RNE.
Para mim é lamentável, isso sim, que uma rádio do Estado, paga com o dinheiro de todos os contribuintes, sendo aqui ou em qualquer outro país democrático, particularmente os da UE, onde todos através das ajudas às concessões de serviço público vindas de Bruxelas por via direta ou indireta, acabamos a pagar e bem os serviços de radiodifusão, exista uma tão grande interferência nas opções editoriais. Elas não deveriam existir de todo, e ponto. A independência tem de ser a pedra angular nos serviços do Estado.
Quanto à fusão, sou frontalmente contra, aliás, sou muito favorável a que adotemos o modelo espanhol de canais por cá, no dia em que se conseguir ter um éter mais limpo. Para mim, há muito que é preciso uma rádio só de palavra e informativa, música é para as musicais, onde ela está bem.