Também me solidarizo.
E não deixa de causar impressão, a situação que ontem ouvi, estive fora e na viagem de regresso ouvi a TSF cerca de duas e tal horas, por volta das 17, até pouco depois das 19 e nesse período, notícias às horas certas e meias horas, depois só música e só interronperam a emissão depois das 19, para transmitirem o discurso de reeleito presidenfe do Chega...
Ou seja, serviços mínimos...
Quando o Observador esteve todo o fim de semana a acompanhar o congresso e com dois jornalistas no local, tal como já fez no congresso da IL. E com jornalismo acutilante - um caso notável foi o da entrevista ao líder do Chega Madeira, fartei-me de rir com o que ia ouvindo, estava genuinamente a adorar.
Serviços mínimos totais, eu não sei sequer onde isto vai parar... Digo-lhe que deixei de ouvir quase totalmente a TSF muito por este motivo: há sempre qualquer coisa que me causa espécie porque fica abaixo da lógica, do recomendável ou só mesmo da qualidade.
Porque se não é a escolha de música de alguns locutores é a informação vagarosa, se não é a informação vagarosa são os emissores que não funcionam, se os emissores funcionam há som no fundo do poço, se há emissores e som há locução com demasiados erros… Sei lá, cansei-me um bocadinho disto. Sabe?
A TSF parece o jogo dos Marretas: há sempre qualquer coisa de errado a acontecer ou que está abaixo do standard, ou da norma de qualidade. Para uma rádio fundada no princípio de que a música devia ser leve e a informação descarada, neste momento quem está a fazer isso é a Observador…
Até digo mais, para alguém de direita estar a sugerir soluções todas pelo Estado nem fica bem, e mais não digo…
Notícia já de sexta mas parece que a crise está toda a rebentar ao mesmo tempo...
https://www.meiosepublicidade.pt/2023/01/trabalhadores-da-tsf-admitem-avancar-para-a-greve/
Há trabalhadores em situação ilegal a ganhar abaixo do salário mínimo e gente que há 20 anos não vê salários atualizados. Como poucos foram os jornalistas a manter-se durante tanto tempo, deduzo que uma quota-parte desta questão venha do lado dos próprios locutores.
Ou seja, a haver paralisação, é provável que a TSF venha a ter muitas muitas limitações na emissão em antena e fazer uma France Info: musiquinha atrás de musiquinha.
Apoio fortemente esta greve na TSF, a acontecer. É pouco admissível manter essa base de ganhos há mais de 20 anos. Querem fazer rádio para targets elevados a pagar migalhas a quem as entrega? Claro que depois o resultado em antena ressente-se, e assim acaba por me fazer todo o sentido, coitados dos trabalhadores da estação. Mas que piada é esta?
Sou de centro-direita.
Essa ideia peregrina de dizer que fica mal revela desconhecimento daquilo que acontece por essa Europa fora...
Acaso esses países europeus são governados pela esquerda, ou extrema-esquerda?
Centro-direita é PSD, talvez IL. Nenhum destes dois defende mais Estado, menos ainda salvar instituições na falência, como bem sabe.
E reforço: fica mal. Os outros países na Europa Central têm dinâmicas tão próprias e lógicas tão diferentes que é impossível extrapolar para o caso português. Começa logo por terem Estados mais sólidos. Muito mais desenvolvidos. E portanto poderem ter mais serviço público sem se tornarem num Estado demasiado grande. No nosso contexto não temos capacidade para isso, e a RTP está num tamanho que consideraria certo.
Não se resolvem os problemas a despejar dinheiro para cima deles sem critério. Uma quarta rede pública iria ser altamente desenquadrado. Não somos a Espanha nem temos o dinheiro da Espanha, e se queremos crescer não podemos gerar tão mais despesa. Totalmente em linha com o AG aqui, até na questão da Impresa em primeiro lugar.