Não resolve Lisboa Porto,mas ajuda bastante.
Não chega, a partir da Serra d'Aire e até depois de Santarém a Mega manter-se-ia em "descoberto". Os 92,4 de Lisboa são insuficientes. Precisam sempre de uma frequência na zona de Tomar/Entroncamento/Torres Novas/Santarém.
Chega à justa, sim, porque curiosamente nessa zona consegue chegar o sinal de Aveiro 96.5 com uma boa estabilidade. À passagem do buraco negro que é Minde, nacionais iam a Portalegre ou Monte da Virgem, a Mega ia buscar Aveiro, apesar de ter Rio Maior na proximidade. E aguentavam-se bem por uns bons 15/20kms. 92.4 duram bem até ao Carregado, diria que o FMScan até é mais generoso que o real rendimento da frequência, daí que pense que o mais problemático venha a ser entre Santarém e o Carregado. Na A8 se puserem Sintra a carborar ao máximo, para estar, no mínimo, como a Rádio Clube de Sintra, e orientarem fundamentalmente a Norte, visto que a sul é uma guerra perdida com a Comercial da Fóia, vai permitir fazer a A8 em horas de ponta com uma sintonia perfeita, fora de ponta, obrigará a mudança manual. Isto se for a 94FM...e se for, por exemplo, a Canção Nova? Ou uns 94.2 da +OESTE ou os 94.8 da Golo?
A serio?
Quem fará a emissão local?
Eu sei que as emissões locais são, em teoria, desprestigiantes, mas se quiserem fazer uma coisa como deve ser, podem aproveitar a Pilar, que não esconde as raízes na cidade de Viriato. Uma emissão local, feita por alguém que conhece a cidade e a sua forma de viver, pode ser uma excelente cartada.
96.5 tem na proximidade 96.4 Montejunto destinado a cobrir aquela região. Em Santarém, os 96.4 da M80 são muito fortes, em Torres Novas globalmente sim exceto num ou noutro ponto, a mesma coisa para o Entroncamento em que a força é similar. Em Tomar deverá ser mais difícil isso, de facto, mas em Tomar até sinais de Lisboa se apanham dependendo do local, por isso duvido que fosse tema.
Coimbra seria sempre impossível porque a RFM 89.9 sintoniza-se em condições razoáveis em múltiplos pontos de Torres Novas, Entroncamento e Tomar (a tal ponto que devo recordar que a Antena Livre de Abrantes quis mudar de 89.7 para 96.7).
Não podemos esticar o que não é esticável...
Quanto às emissões locais, creio que é apenas uma ideia nossa criada serem desprestigiantes. Os melhores profissionais estão em qualquer lado, agora não há é hipóteses quando se quer mão de obra mais em conta, fazem estagiários essas horas e o termo de comparação que temos são locais em que não raras vezes isto fica aquém. Se alguém apostasse numas emissões regionais com nomes de proa logo se via isso a mudar.
Memórias, eu sei que tem Montejunto em 96.4 M80 mas posso-te garantir, porque já testei no final de Inverno/início da Primavera e de Verão, surpreendentemente 96.5 Aveiro conseguem deixar sinal a partir do nó da A13, alternando em ping-pong com 92.4 e a partir de Minde até às portas de Leiria eram mesmo a única salvação possível, e em estado muito consistente (sem perder RDS) porque 92.6 morriam para a Pampilhosa. A partir da área de serviço de Leiria entravam então os 90.0 Coimbra. Esses sim, nem pensar para sul, levavam pancada da RFM da Arrábida. Acho que isso acontece por causa da Serra D'Aire e Candeeiros que faz uma espécie de barreira natural na A1 à propagação de sinais de Montejunto, por isso é que nas nacionais, nessa zona vai alternando entre Portalegre e Monte da Virgem. Por isso disse, e mantenho, que do que experienciei, o troço mais complicado é mesmo de Aveiras a Santarém, porque 92.4 a partir do Carregado começa a perder força de forma muito significativa. Mas eu ainda não estou convencido que seja a 94LEIRIA. Mas mesmo que seja, pode ser deslocada para junto da Canção Nova, porque Leiria faz fronteira com Ourém, e o emissor está na confluência dos municípios de Ourém, Torres Novas e Alcanena. Desde que esteja em solo de terras de Nossa Senhora, os refletores vão limitar a propagação do sinal na direção do interior, que para a Mega interessa bola. Só se for para os chaparros ouvirem a Mega. O potencial de interesse é a A1 e a A8 e alguma coisa a EN1 e a Linha do Norte. Quer a Cidade FM quer a Canção Nova, ouvem-se perfeitamente no Carregado, e também em Pombal, indo para aí, consegue fazer a ligação Monsanto - Cruz dos Morouços. Mas eu não sei porquê, algo me diz que vai ser 103.7. Só um feeling... não sei mesmo nada.
Independentemente disso, se for o caso, a Mega ganhou a corrida à Observador pela frequência. O que acho que, pode ser positivo para esta última rádio, porquanto ia abdicar de Coimbra.
Em relação às locais, certíssimo, é isso mesmo. Se ao fazerm o spin off de Viseu quiserem apostar a sério no mercado local, por lá a Pilar seria de génio. Nem que depois a destacasse aos fins de semana em nacional. Agora, não vamos ser totós, por muito que apostar em alguém para uma emissão local possa até render bons €€€ em publicidade e bons números, é sempre mais interessante, do ponto de vista do animador estar em nacional, a visibilidade de ter o mercado e reconhecimento do auditório de Lisboa e Porto, é outra coisa. É a realidade de Portugal, um país grande, mas em que essa bimacrocefalia domina em todas as áreas da ativdade económica. Mas no fim de contas, o que interessa é o que se fatura.
Dizer que os 96,5 MHz de Aveiro é solução para a Serra d'Aire é um disparate.
Disparate não é, porque acaba por funcionar. Eu próprio, a primeira vez que fiz a viagem pensei "esporádicas", só pode. À segunda vez, comecei a correr o espectro para ver se havia algum cliente mais estranho e não. Aliás, aqui alguém acabou na altura por corroborar, recordo-me disso. Tanto assim é que a M80 vai alternando entre 106.7 e 93.0, só da A13 para baixo fixa em Montejunto até Vila Franca de Xira. Até porque a impressão que tenho dos emissores de Aveiro não é grande coisa. Mas certo é que são os 96.5 Aveiro que também matam a Mega para Norte via A28, por curioso que possa parecer, de Viana até ao topo da Serra de Arga, são a frequência escolhida, com uma ou outra pincelada de Santa Justa, só quando se começa a descer para Cerveira é que a poderosa prima espanhola, a CAD-100 fixa. A orografia faz algumas coisas improváveis se tornarem possíveis.