Sobre a questão do Fábio, da mesma forma que fui o primeiro a defender o seu afastamento de antena, bem como de qualquer outro elemento dos órgãos sociais do Villa Athletic Club, simplesmente para preservação da imagem da estação, e dos seus profissionais, sinto-me perfeitamente à vontade para publicamente escrever que, ao momento, não vejo motivo para que se volte a afastá-lo de antena. Falando meramente do ponto de vista da rádio, parece-me que existiu uma total pacificação do auditório com o Fábio, tem o suporte dos colegas. Já aqui escrevi, assisti no Primavera a várias pessoas, mais jovens e menos jovens a cumprimentarem-no de forma muito cordial, estive próximo do T0 da Mega,
que não estava em área VIP, não ouvi ninguém a mandar qualquer boca. Posto isto, citando o nosso Primeiro-Ministro, "à justiça o que é da justiça", à rádio o que é da rádio. Ainda que o Villa venha a ser condenado em Tribunal, e a sua Direção seja considerada responsável solidariamente, não será o Fábio o único a arcar com a responsabilidade. Em segundo lugar, o nosso sistema de Justiça, com o qual a sociedade portuguesa está totalmente pacificada, visa a reabilitação social. Ainda que se prove que o Fàbio agiu com dolo, negligência ou má-fé, dar-lhe a oportunidade de trabalhar, e com isso acumular património, que eventualmente venha a ser necessário para responder sobre as dívidas. Finalmente, o que sugeriam? Que a R/Com avançasse com um despedimento sem justa causa, que eventualmente viesse a acabar em Tribunal? Ou a pagar uma indemnização significativa por mútuo acordo? É certo que não é impossível despedir, mas isso teria de ser devidamente justificado e, possivelmente, traduzir-se-ia numa dificuldade de recrutamento num futuro próximo para a Mega.
Em jeito de balanço à Mega na JMJ, e considerando que estava no Algarve, em zona sem cobertura, importa dizer-se o seguinte:
1. O momento alto foi, sem dúvida, a declaração da Catarina Palma, numa crítica veemente à política de censura de Isaltino Morais. Partilho aqui o link para quem ainda não teve oportunidade de assistir:
https://www.instagram.com/p/CvhpEvQoe_n/ Para além da relevância em si mesma desta tomada de posição, feita ao microfone de uma filha da Emissora Católica Portuguesa, recordo que prova um ponto em que toco há muito: os animadores jovens não são papagaios, o formato de rádio que lhes dão a fazer é que os pode destinar a esse papel. Mormente a Catarina, que sempre procurou trazer ao de cima esta capacidade de usar a sua voz para intervir (exemplo: a sua rúbrica, Catarina Explica). Portanto, fica aqui o meu reconhecimento público.
2. Notícias na MegaHits: em meu entender, deveria ser devidamente ponderada a inclusão de vacinas de cultura alargadas e por quem tem habilitação legal para tal. Chamando as coisas pelos nomes, noticiários a sério. A alteração à Lei da Rádio que estará prevista, espero bem que imponha mesmo esta obrigação. No caso da Mega, os noticiários foram assegurados pela Beatriz Lopes, em meu entender, o nome naquela redação que mais se adequaria a ser a editora das Manhãs da Mega, porque trabalha e fala sobre as temáticas ligadas à juventude, não fosse estar a fazer muitíssimo bem o lugar na RFM. Note-se que acumulou com a habitual condução dos boletins na irmã mais velha, o que implica o dobro do trabalho, num período de grande trabalho para toda a redação.
3. Matilde Prata: já aqui escrevi que acho que a Matilde está muito subaproveitada na Mega, e refroço-o. Ouvi-a no sábado à tarde em reportagem, e nota-se o crescimento, bastante segura, muito comunicativa, manteve sempre um registo fluído e dinâmico. Estamos a entrar em Agosto, quiçá umas férias de algum dos elementos e maior presença nos fins-de-semana...