Na Mega, locutor feito e, preparado para outros voos só o Diogo Pires, todos os outros, estão ainda em fase de construção e aprendizagem.
Por exemplo, fez bem à Teresa e à C. Palma, assumirem a condução dos respectivos programas e melhoraram o seu desempenho, mas ainda também não estão preparadas para outros projectos.
Sobre o caso em concreto da " barbie", não ouvi, não sei em que contexto ela disse isso, mas nos programas da manhã, da RR à A3 o tom é de brincadeira, humor e ironia.
Pode ser o caso, ou não ser..
Começando pelo fim, diria que o tom não foi mesmo de ironia. De todo. Falou da RR, a Joana Marques tem o podcast mais escutado do país e não a ouvi a anunciar em antena esse facto como sendo um êxito de superestrela. E é um produto da estação, no caso, falamos de uma nanominimicro participação num videoclip, nada a ver com a Mega. Mera promoção pessoal, tão somente. Ironia, daquela fina, mas que se percebe no tom de voz, teve a Teresa, perante tal auto massagem do ego.
Quanto à Teresa e à Catarina, discordo totalmente. Qualquer uma delas já teriam mais que condições para agarrar numa emissão numa nacional. A Palma tem alguns problemas de dicção, por vezes fala demasiadamente rápido e enrola-se nas palavras, um pouco como acontece com a Inês Lopes Gonçalves, e não é isso que a impede de ser uma excelente locutora. Para além disso, a minha percepção é que ambas são mulheres inteligentes, com boa capacidade de comunicação, com know how para pegar bem num tema mais fora do "mundo cor-de-rosa" da Mega, estuda-lo e apresenta-lo. As entrevistas delas no "Um de cada vez" achei-as sempre boas. A Teresa tem o The Listening que é, de longe, o melhor programa da Mega, colocado num horário péssimo.
A Mega perdeu duas locutoras para as musicais nacionais durante este ano, com todo o respeito que já exprimi aqui pelo trabalho de qualquer uma delas, tenho a performance da Teresa e da Catarina como significativamente superiores. A grande questão é se vale mais fazer manhã e tarde na Mega, ou fins-de-semana e madrugadas nas nacionais. Não esquecer o fator sorte/azar que, como em todas as profissões, também joga. Futuro mais complicado vejo para a Ana Pinheiro, já com 30, e não vejo uma outra casa na rádio portuguesa onde possa encaixar claramente.
No que respeita aos homens, Diogo Pires nada a dizer, irrepensível, o Alexandre também já teria tarimba para outros voos. É um excelente entrevistador, mas admito que no ar é mais inconstante e como ainda é muito novo também não se pode fazer uma sangria total à Mega. Precisa ainda de perder alguns vícios de linguagem.