Autor Tópico: Batida FM  (Lida 129899 vezes)

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Re: Batida FM
« Responder #75 em: Novembro 22, 2021, 10:02:12 am »
A região da lezíria tem linha de vista para a Serra da Arrábida. É bastante visível para quem chega a Lisboa pela A1 ou Linha do Norte.

Luis Carvalho

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Re: Batida FM
« Responder #76 em: Novembro 22, 2021, 12:47:08 pm »
A forma mais fácil de responder é dar a minha opinião.

Para a Smooth daria jeito "adquirir" uma rádio no distrito de Aveiro e outra do distrito de Braga. Respectivamente uma de OAZ/Águeda e Barcelos, por exemplo. 91,9+89,5+99,3(ou 89,7)+92,8+97,7+96,6+103,0. 103,0 ou os 91,9 com emissão "local", pois é a frequência de Barcelos a que fica mais "isolada" do resto da rede. Ficaria assim com uma cobertura excelente de Braga a Setúbal.

Quanto a uma hipotética CMR, para Aveiro e Braga as soluções são as mesmas. Com as frequências da defunta Estádio: 91,9+89,0+99,3/89,7+93,4 (Rádio São Miguel)+96,2+97,1/106,4 (para a zona norte do Rio Tejo). Com as frequências da Vodafone: 91,9+94,3+99,3/89,7+103,0+97,1/106,4 +101,1.
Fica a faltar uma da zona de Santarém (Tomar seria boa opção), mas com 6 frequências a prioridade de cobertura teria de ser Braga, AMP, Aveiro, Coimbra e AML.

A mudar de frequência para os 103,0 mantenho a minha opinião que os 103,9 são a melhor opção.

Qual é o real impacto de ter duas rádios na AML, uma em Lisboa e outra em Setúbal? Por exemplo, como é o desempenho da RDP África ou da MegaHits que só têm emissor em Monsanto e não têm na margem sul? É só dar mais estabilidade de escuta, ou há zonas que não se escutam de todo? É que se formos por aí, é como aqui entre o Monte da Virgem e Santa Justa/Paredes, na realidade,o que acrescentam é evitar um ou outro ruído em pano de fundo em zonas mais difíceis.
Há zonas em Lisboa que se ouvem mal os emissores de Monstanto, as da zona ribeirinha - Belém, Terreiro do Paço, Alcântara, até Oriente. Aí entram muito bem as frequências da Margem Sul, como os 103,0 da Smooth. Até mesmo numa zona mais central - Rato, por exemplo - não raras vezes os autorádios escolhem essa frequência. Por esse motivo é preferível ter um emissor em cada margem do rio Tejo.

Ou seja, exatamente o mesmo que aqui acontece com o Monte da Virgem/Santa Justa que se escuta mal nas margens do Douro e em algumas zonas da Baixa, muitas vezes em mono, mas que não deixa de ser escutado de todo. Se isso justifica ter dois emissores redundantes em emissão nacional, prejudicando a cobertura em mais parcelas do território nacional? Tenho algumas dúvidas, pelo cenário que me descreve. E nas nacionais com 50kw também acontece o mesmo, ou a potência resolve?
Acontece o mesmo, são zonas de sombra. Na RR o autorádio "escolhe" muitas vezes a frequência da Arrábida em detrimento de Monsanto.

Vale sempre a pena porque estes emissores cobrem também a Margem Sul onde vive muita gente e até regiões como a Lezíria do Tejo.

Não apenas "zonas de sombra" derivadas da dificuldade de penetração das ondas irradiadas a partir do Monsanto, mas também são zonas de captação de ondas reflectidas em prédios e outros obstáculos, fenómeno que prejudica a qualidade do sinal. É possível ter-se um emissor com dezenas de kW ouvir-se com  distorção elevada e ruído não por falta de sinal, mas porque o sinal chega com perturbações devido à propagação multipercurso (multipath).
Cumprimentos,
Luís Carvalho

Administrador do "Fórum da Rádio"

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Re: Batida FM
« Responder #77 em: Novembro 22, 2021, 04:01:33 pm »
A forma mais fácil de responder é dar a minha opinião.

Para a Smooth daria jeito "adquirir" uma rádio no distrito de Aveiro e outra do distrito de Braga. Respectivamente uma de OAZ/Águeda e Barcelos, por exemplo. 91,9+89,5+99,3(ou 89,7)+92,8+97,7+96,6+103,0. 103,0 ou os 91,9 com emissão "local", pois é a frequência de Barcelos a que fica mais "isolada" do resto da rede. Ficaria assim com uma cobertura excelente de Braga a Setúbal.

Quanto a uma hipotética CMR, para Aveiro e Braga as soluções são as mesmas. Com as frequências da defunta Estádio: 91,9+89,0+99,3/89,7+93,4 (Rádio São Miguel)+96,2+97,1/106,4 (para a zona norte do Rio Tejo). Com as frequências da Vodafone: 91,9+94,3+99,3/89,7+103,0+97,1/106,4 +101,1.
Fica a faltar uma da zona de Santarém (Tomar seria boa opção), mas com 6 frequências a prioridade de cobertura teria de ser Braga, AMP, Aveiro, Coimbra e AML.

A mudar de frequência para os 103,0 mantenho a minha opinião que os 103,9 são a melhor opção.

Qual é o real impacto de ter duas rádios na AML, uma em Lisboa e outra em Setúbal? Por exemplo, como é o desempenho da RDP África ou da MegaHits que só têm emissor em Monsanto e não têm na margem sul? É só dar mais estabilidade de escuta, ou há zonas que não se escutam de todo? É que se formos por aí, é como aqui entre o Monte da Virgem e Santa Justa/Paredes, na realidade,o que acrescentam é evitar um ou outro ruído em pano de fundo em zonas mais difíceis.
Há zonas em Lisboa que se ouvem mal os emissores de Monstanto, as da zona ribeirinha - Belém, Terreiro do Paço, Alcântara, até Oriente. Aí entram muito bem as frequências da Margem Sul, como os 103,0 da Smooth. Até mesmo numa zona mais central - Rato, por exemplo - não raras vezes os autorádios escolhem essa frequência. Por esse motivo é preferível ter um emissor em cada margem do rio Tejo.

Ou seja, exatamente o mesmo que aqui acontece com o Monte da Virgem/Santa Justa que se escuta mal nas margens do Douro e em algumas zonas da Baixa, muitas vezes em mono, mas que não deixa de ser escutado de todo. Se isso justifica ter dois emissores redundantes em emissão nacional, prejudicando a cobertura em mais parcelas do território nacional? Tenho algumas dúvidas, pelo cenário que me descreve. E nas nacionais com 50kw também acontece o mesmo, ou a potência resolve?
Acontece o mesmo, são zonas de sombra. Na RR o autorádio "escolhe" muitas vezes a frequência da Arrábida em detrimento de Monsanto.

Vale sempre a pena porque estes emissores cobrem também a Margem Sul onde vive muita gente e até regiões como a Lezíria do Tejo.

Não apenas "zonas de sombra" derivadas da dificuldade de penetração das ondas irradiadas a partir do Monsanto, mas também são zonas de captação de ondas reflectidas em prédios e outros obstáculos, fenómeno que prejudica a qualidade do sinal. É possível ter-se um emissor com dezenas de kW ouvir-se com  distorção elevada e ruído não por falta de sinal, mas porque o sinal chega com perturbações devido à propagação multipercurso (multipath).

Era o que acontecia na minha anterior casa em Lisboa - estava literalmente a 1000 metros dos emissores de Monsanto, para o lado do rio, mas o AF ia sempre buscar emissores na Margem Sul... e, por vezes, até Grândola (!).

pdnf

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Re: Batida FM
« Responder #78 em: Dezembro 08, 2021, 12:35:48 am »
Yolanda Tati é a voz de estação da Vodafone FM (não sei se era ou se é a nova, da forma que publicitou, parece-me mais a segunda). Desconfio que no retorno após a licença de maternidade irá fazer companhia à Inês Henriques. Não a estou a ver nesta renovada Cidade FM e fiquei também com essa sensação por outra fonte.
Rádio é:
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pdnf

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Re: Batida FM
« Responder #79 em: Dezembro 08, 2021, 12:55:27 am »
Outra coisa que hoje pensei: não faz qualquer sentido a Vodafone não emitir em 105.8. Esta é de longe a melhor frequência para a AMP de Santa Justa. Ora se a M80 tem os 90.0, ainda por cima em emissão nacional, utiliza os 105.8 como uma grande microcobertura, porque na realidade, 90% das vezes é o emissor do Monte da Virgem o escolhido. Já a desgraçada da Vodafone, para sul da A29 já não entra num rádio dentro de portas, porque começa a levar pesado com a M80 de Aveiro em 94.4. Faria mais sentido 105.8 transmitir a Vodafone e em 94.3 emitir a M80 como a tal micro que é necessária para a zona de Valongo. Para além disso, quando começasse a levar com entradas a sul, não seriam tão problemáticas, porque seriam entradas...dela própria. Uma espécie de ataque a si própria, como acontece com os 106.2 da RFM de Lamego e Santa Justa, que não fica muito agradável, mas não impede de todo a escuta.
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Re: Batida FM
« Responder #80 em: Dezembro 08, 2021, 01:08:43 am »
Não pode porque 94.3 é temática musical e 105.8 é generalista, são ambas frequências de pleno direito e não há micros.

O principal propósito dos 105.8 é levar a M80 a fazer a ponte até à frequência de Vila Real (97.4) numa zona onde os 90.0 começam a falhar forte, algo que os 94.3 não conseguem porque estão orientados na direção da Maia e há restrições de azimute na direção de Amarante (em Penafiel já começam a ser mais fracos, por exemplo). Que tenha que ter emissão local é apenas uma contingência, a MCR sabe que o ouvinte que esteja interessado vai sintonizar a frequência de qualquer forma e além disso nas horas de maior audiência, e após as 22h, está a funcionar sempre em rede.

Reduzir essa frequência a uma mera micro em Valongo é não ter noção da importância que reveste para as populações do Vale do Sousa ter um emissor assim (em conjunto para mais com os 103.8 Fafe e numa zona cada vez mais acidentada)... é que faz mesmo muito a diferença.

Os 94.3 estão com a estação correta e muito francamente a única utilidade que lhes veria seria, em vez de emitirem da Maia, emitirem... do Porto, mas aí perdiam a escuta Paredes e Penafiel à custa de todos os outros terem escuta um pouco mais sólida. Não há milagres...

pdnf

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Re: Batida FM
« Responder #81 em: Dezembro 08, 2021, 01:48:33 am »
Não pode porque 94.3 é temática musical e 105.8 é generalista, são ambas frequências de pleno direito e não há micros.

O principal propósito dos 105.8 é levar a M80 a fazer a ponte até à frequência de Vila Real (97.4) numa zona onde os 90.0 começam a falhar forte, algo que os 94.3 não conseguem porque estão orientados na direção da Maia e há restrições de azimute na direção de Amarante (em Penafiel já começam a ser mais fracos, por exemplo). Que tenha que ter emissão local é apenas uma contingência, a MCR sabe que o ouvinte que esteja interessado vai sintonizar a frequência de qualquer forma e além disso nas horas de maior audiência, e após as 22h, está a funcionar sempre em rede.

Reduzir essa frequência a uma mera micro em Valongo é não ter noção da importância que reveste para as populações do Vale do Sousa ter um emissor assim (em conjunto para mais com os 103.8 Fafe e numa zona cada vez mais acidentada)... é que faz mesmo muito a diferença.

Os 94.3 estão com a estação correta e muito francamente a única utilidade que lhes veria seria, em vez de emitirem da Maia, emitirem... do Porto, mas aí perdiam a escuta Paredes e Penafiel à custa de todos os outros terem escuta um pouco mais sólida. Não há milagres...

Por acaso não é não: todas as M80 são temáticas musicais. Basta consultar a listagem que a ERC divulgou há menos de uma semana:
https://www.erc.pt/pt/listagem-registos-na-erc

Eu sei que ambas são frequências locais, mas a percepção que tenho é que no miolo da AMP os 105.8 cobrem locais muito pontuais, o que é normal face à diferença de potência. O som deles é bem mais nítido.

Para além disso, desci o Marão no início do mês de outubro pela A4 em hora de emissão nacional, entrei na zona de Valongo pelas 20:00. Vim na M80 de Viseu ao Porto e as trocas fazem-se muito bem, mas recorreu raramente aos 105.8. A partir de Lamego até ao Túnel do Marão foi sempre em 97.4 como é lógico. Saído do Túnel, pensei que fosse de imediato para Fafe mas não, esteve bastante tempo ainda em 97.4 já bem para lá de Amarante. Depois foi alternando entre 103.8 e 90.0, ocasionalmente os 105.8, mas nada que fosse muito relevante, até chegar a Baltar e fixar no Monte da Virgem.

Para além disso, a questão dos 94.3, não teriam de emitir a partir de Serra Justa. Porque não junto da Estádio/Observador ou mesmo da Smooth que é um emissor e tantos? No caso de Santa Eufémia, é concelho limítrofe, iria irradiar na perfeição para a Maia e ainda mais para sul. Aparentemente, a Observador chega bem a Paredes e Penafiel. Eu não percebo muito bem o fascínio por Santa Justa. Não é por viver aqui, que nem gosto da cidade, mas Gaia e Porto são o 3º e 4º maiores municípios do país, como tal, parece-me lógico que se procure maximizar o serviço aqui, acrescentando Maia, Matosinhos, Gondomar, Valongo, Espinho. A zona sul da AMP/Norte da CIM e Vale do Sousa serão sempre úteis de servir, mas naturalmente há custa de algum menor conforto de escuta.
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Re: Batida FM
« Responder #82 em: Dezembro 08, 2021, 09:58:30 am »
Melhorar a sul,e os 94.4 da M80 de Aveiro fraquejam

pdnf

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Re: Batida FM
« Responder #83 em: Dezembro 08, 2021, 12:13:17 pm »
Melhorar a sul,e os 94.4 da M80 de Aveiro fraquejam

Desculpa não percebi...
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Re: Batida FM
« Responder #84 em: Dezembro 08, 2021, 02:32:41 pm »
Caro pdnf,

Mas a M80 de Fafe não chega para tudo. E se isso aconteceu nesse autorádio, garanto que atualmente não há comutação de Fafe com os 90.0 e o próprio RDS é diferente, a tabela de AF dos 90.0 não contém os 103.8. Acho muito estranho que não tenham sido tanto escolhidos os 105.8 para mais sendo um apoio tão importante mas bate certo que de Baltar para a frente se fixe em 90.0, só que especificamente na A4. Dentro de localidades garanto-te que os 105.8 são muito importantes e melhores que os 90.0. Aliás, a A4 não é grande exemplo porque desenrola-se num relevo superior à generalidade dos pontos das localidades que atravessa. Em tempos tive um Ibiza com uma péssima antena e rádio e as únicas frequências sintonizáveis em Paredes eram 105.8 da M80, 94.3 da Vodafone, a RR e RFM de Penafiel, as locais da zona e pouco mais. São mais importantes do que parecem, senão a Nova Era e outras que têm emissores no Monte da Virgem não tinham investido em emissores em Paredes, Penafiel e Valongo. Também é verdade que em todos os casos as potências são menores, na ordem dos 400/500w, e penso que pode ser o que está a acontecer em 105.8 também. Mas há zonas dessa região em que a única frequência possível da M80 são os 105.8.

A listagem da ERC está incorreta nesse aspeto porque senão, acredita, a M80 Valongo já tinha deixado há muito de ter emissões locais. Isso está desejando a MCR.

Aparte feito para contexto na M80 e emissores de Santa Justa e vamos à Vodafone. É legalmente impossível mandar o emissor para onde estás a dizer, uma vez que a Maia não faz fronteira com Vila do Conde. Sim, faz com a Trofa, e o emissor está na fronteira, mas é pertencente ainda a Vila do Conde. Logo, não é possível tecnicamente fazer essa mudança.

As alterações mais benéficas, sem ser onde está, seria mesmo ir para a cidade do Porto (como a SBSR!), ou no ponto onde se encontra atualmente. Mas tal como a SBSR, iria ter problemas com propagação de sinal para baixo de certo ponto de Gaia, por causa dos relevos em São Mamede de Infesta que forçariam não só a orientar na direção da Maia (como já tinha que ser) como potencialmente a meter refletores. Daí que tenha sido escolhido Santa Justa no sentido de optimizar os km's que esse emissor "dura".

Com emissor no Porto mais a interferência da M80 e refletores, provavelmente não chegaria sequer a Espinho. Mesmo a SBSR já chega sabe Deus e é uma frequência limpa... quanto mais uma nesses termos.

Também poderiam colocar o emissor em São Mamede de Infesta e evitar a questão dos relevos lá na Maia... mas há potencial de que voltariam a ocorrer problemas, desta feita de multipath na baixa do Porto ou na de Gaia. A escolha é por isso entendível.

pdnf

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Re: Batida FM
« Responder #85 em: Dezembro 09, 2021, 02:09:28 am »
Caro pdnf,

Mas a M80 de Fafe não chega para tudo. E se isso aconteceu nesse autorádio, garanto que atualmente não há comutação de Fafe com os 90.0 e o próprio RDS é diferente, a tabela de AF dos 90.0 não contém os 103.8. Acho muito estranho que não tenham sido tanto escolhidos os 105.8 para mais sendo um apoio tão importante mas bate certo que de Baltar para a frente se fixe em 90.0, só que especificamente na A4. Dentro de localidades garanto-te que os 105.8 são muito importantes e melhores que os 90.0. Aliás, a A4 não é grande exemplo porque desenrola-se num relevo superior à generalidade dos pontos das localidades que atravessa. Em tempos tive um Ibiza com uma péssima antena e rádio e as únicas frequências sintonizáveis em Paredes eram 105.8 da M80, 94.3 da Vodafone, a RR e RFM de Penafiel, as locais da zona e pouco mais. São mais importantes do que parecem, senão a Nova Era e outras que têm emissores no Monte da Virgem não tinham investido em emissores em Paredes, Penafiel e Valongo. Também é verdade que em todos os casos as potências são menores, na ordem dos 400/500w, e penso que pode ser o que está a acontecer em 105.8 também. Mas há zonas dessa região em que a única frequência possível da M80 são os 105.8.

A listagem da ERC está incorreta nesse aspeto porque senão, acredita, a M80 Valongo já tinha deixado há muito de ter emissões locais. Isso está desejando a MCR.

Aparte feito para contexto na M80 e emissores de Santa Justa e vamos à Vodafone. É legalmente impossível mandar o emissor para onde estás a dizer, uma vez que a Maia não faz fronteira com Vila do Conde. Sim, faz com a Trofa, e o emissor está na fronteira, mas é pertencente ainda a Vila do Conde. Logo, não é possível tecnicamente fazer essa mudança.

As alterações mais benéficas, sem ser onde está, seria mesmo ir para a cidade do Porto (como a SBSR!), ou no ponto onde se encontra atualmente. Mas tal como a SBSR, iria ter problemas com propagação de sinal para baixo de certo ponto de Gaia, por causa dos relevos em São Mamede de Infesta que forçariam não só a orientar na direção da Maia (como já tinha que ser) como potencialmente a meter refletores. Daí que tenha sido escolhido Santa Justa no sentido de optimizar os km's que esse emissor "dura".

Com emissor no Porto mais a interferência da M80 e refletores, provavelmente não chegaria sequer a Espinho. Mesmo a SBSR já chega sabe Deus e é uma frequência limpa... quanto mais uma nesses termos.

Também poderiam colocar o emissor em São Mamede de Infesta e evitar a questão dos relevos lá na Maia... mas há potencial de que voltariam a ocorrer problemas, desta feita de multipath na baixa do Porto ou na de Gaia. A escolha é por isso entendível.

Memórias,

1. Hoje tentei em Gaia, mas não consegui apanhar radiotext em 103.8, o que por acaso é estranho, porque costuma entrar na zona centro. Mas amanhã vou tentar no Porto, mas costumava fazer a comutação.

2. Não me acredito que os 105.8 estejam com potência a menos, pelo menos na ordem de grandeza que referes. Consigo ouvir com o telefone dentro de casa, com algum ruído é certo. Mas as micros não chegam de todo aqui, mesmo num autoradio é difícil. Diria que são mesmo a melhor frequência de Santa Justa, mas que mesmo assim é fraca!

3. O documento deve estar correto. O que obriga a ter horas locais é a Lei da Rádio, mas não tem que ver com a tipologia. Um serviço de programas em associação só pode ter 6 emissoras em "Emissão Nacional". No caso da M80 é Fafe+Porto+Aveiro+Coimbra+Leiria+Rede Regional Sul. Para além do limite numérico de 6 rádios, que foi criado claramente para permitir fazer Viana do Castelo - Setúbal sempre em nacional (80% da população nacional), há ainda a questão de que não podes ter nesse serviço de programas em associação mais do que uma rádio por distrito, logo, no Porto, ou ficavam 105.8 ou 90.0. Eventualmente, até já cheguei a pensar se não faria mais sentido serem os 105.8 dado que têm a frequência mais limpa que os 90.0 pressionados para sul pela MegaHits de Coimbra e não sendo os 94.4 nenhuma maravilha como todos sabemos. Por essa mesma razão é que 88.0 de Sintra não emitem 1 minuto com RDS MEGAHITS ou a NOVA ERA não faz comutação entre emissores, foi o expediente que utilizaram para não ter horas locais, diferentemente da MCR que, apesar de todas as considerações que se possam tecer, a meu ver cumpre a Lei da Rádio.

4. Uma licença da Maia é um mar de possibilidades para colocar emissores pois tem imensas fronteiras: Porto (Pedrouços), Gondomar (Pedrouços e Águas Santas), Valongo (Águas Santas, Folgosa e Sâo Pedro de Fins), Santo Tirso (Folgosa), Trofa (Folgosa, Nogueira e Silva Escura, Castêlo da Maia), Vila do Conde (Castêlo da Maia, Vila Nova da Telha e Moreira da Maia) e Matosinhos (Vila Nova da Telha, Moreira da Maia, Cidade da Maia, Milheirós, Águas Santas e Pedrouços). Na Maia não há uma única freguesia que não seja limítrofe, o que é um mar de possibilidades para colocar emissores. Portanto, o emissor poderia estar perfeitamente em Santa Eufémia.
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Re: Batida FM
« Responder #86 em: Dezembro 09, 2021, 03:14:27 am »
2. Um serviço de programas generalista está obrigado por lei a ter 8 horas de emissão local, no mínimo, por dia, entre as 7 e as 24 horas. As temáticas musicais estão isentas disso. Em Valongo, a M80 Valongo é generalista, tanto que são apresentados "eventos" e "notícias" do concelho e tem emissão separada feita de Lisboa.

A Nova Era não tem emissão específica para Paredes e só tem um estúdio. Qualquer dia é dia, basta apetecer à ERC comparar as emissões, a lógica é a mesma que em 2001 levou à cassação de uma série de alvarás da Rádio Capital que usavam exatamente o mesmo expediente...

4. Sempre que se mete um emissor em concelho vizinho os dipolos tem de ficar a apontar para esse concelho. Não faria sentido algum colocar em Gondomar quando Valongo está tão perto; em Santo Tirso e Trofa perde-se cobertura na direção do sul de Gaia; Matosinhos não tem tanta cota; Vila do Conde piora o sinal na direção do Porto e cria problemas na baixa. O que me explicaram aqui em tempos é que já não me lembro bem porque motivo, não é possível migrar os 94.3 para a torre de Santa Eufémia, é mesmo impossível.

tuscano

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Re: Batida FM
« Responder #87 em: Dezembro 09, 2021, 10:31:24 am »
2. Um serviço de programas generalista está obrigado por lei a ter 8 horas de emissão local, no mínimo, por dia, entre as 7 e as 24 horas. As temáticas musicais estão isentas disso. Em Valongo, a M80 Valongo é generalista, tanto que são apresentados "eventos" e "notícias" do concelho e tem emissão separada feita de Lisboa.

A Nova Era não tem emissão específica para Paredes e só tem um estúdio. Qualquer dia é dia, basta apetecer à ERC comparar as emissões, a lógica é a mesma que em 2001 levou à cassação de uma série de alvarás da Rádio Capital que usavam exatamente o mesmo expediente...

4. Sempre que se mete um emissor em concelho vizinho os dipolos tem de ficar a apontar para esse concelho. Não faria sentido algum colocar em Gondomar quando Valongo está tão perto; em Santo Tirso e Trofa perde-se cobertura na direção do sul de Gaia; Matosinhos não tem tanta cota; Vila do Conde piora o sinal na direção do Porto e cria problemas na baixa. O que me explicaram aqui em tempos é que já não me lembro bem porque motivo, não é possível migrar os 94.3 para a torre de Santa Eufémia, é mesmo impossível.
Certo, no caso da M80, dizem umas coisas nos estúdios em Lisboa que devem encontrar na internet, sobre a região em causa, mas a playlist é a mesma para todo o lado, não há diferenciações.

AG

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Re: Batida FM
« Responder #88 em: Dezembro 09, 2021, 11:49:18 am »
2. Um serviço de programas generalista está obrigado por lei a ter 8 horas de emissão local, no mínimo, por dia, entre as 7 e as 24 horas. As temáticas musicais estão isentas disso. Em Valongo, a M80 Valongo é generalista, tanto que são apresentados "eventos" e "notícias" do concelho e tem emissão separada feita de Lisboa.
M80 Valongo é temática musical.

Tem emissão “local” porque no mesmo distrito há a M80 Porto que transmite em cadeia com a Rede Sul.

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Re: Batida FM
« Responder #89 em: Dezembro 09, 2021, 03:11:00 pm »
2. Um serviço de programas generalista está obrigado por lei a ter 8 horas de emissão local, no mínimo, por dia, entre as 7 e as 24 horas. As temáticas musicais estão isentas disso. Em Valongo, a M80 Valongo é generalista, tanto que são apresentados "eventos" e "notícias" do concelho e tem emissão separada feita de Lisboa.
M80 Valongo é temática musical.

Tem emissão “local” porque no mesmo distrito há a M80 Porto que transmite em cadeia com a Rede Sul.

Ora aí está uma belíssima aberração técnica então...