Também podemos pensar noutro prisma. Porque é que não foi feita uma Rádio Bonfim com uma cobertura nacional?
Será por preconceito cultural ou porque os grupos de média nunca viram viabilidade num projecto desse calibre?
Também é líquido afirmar que nenhuma rádio nacional passa o artista que mais vende e tem público em Portugal.
Volto a dizer que a rádio não tem o imediatismo plástico da televisão.
Vamos aguardar...
À primeira parte da questão, respondo de forma simples. Porque os programadores acham que não existe ruralidade em Lisboa que justifique um produto desse tipo. É aquele perconceito típico, que teve a sua máxima tradução nas palavras, essas sim, parolas, do Presidente da República, a respeito do Primeiro-Ministro e do povo de Espinho.
Aliás, tanto se acha isso que o Sr. Acácio Marinho tem uma frequência livre em Lisboa e perfere enfiar nela uma MP3 FM que nem aparece no Bareme, do que a NoAr, que é líder de audiências destacada no segmento. Se pensares bem, Lisboa é a única região do país que não tem uma rádio com essas características. Porque será? Como todas as críticas que possam ser feitas à Rádio cujo nome estamos mais ao menos oficiosamente impedidos de dizer e à Dom Bosco, são os únicos projeto de associação que existem, que abrangem mais do que um distrito e que não tem um emissor que se escute em "Lesboa".
Para além disso, o género é associado a classes baixas, o que pode afastar, mesmo dos produtos que sejam da marca, os anunciantes.
Rádio que passe Tony Carreira, para mim, é rádio que sai da memória do rádio. Mesmo os filhos, principalmente o mais novo, está no limiar mínimo do que se traga. Nada contra os Senhores, aliás, muito respeito, por todo o percurso e por aquilo que, enquanto família, passaram que é a dor maior que pode existir. É sim, e tão só, em relação ao seu produto.
Quanto à CMR, mas tens dúvidas que em meia dúzia de meses vai passar a TSF!