Não é já o melhor exemplo do mercado, a TSF para essas contas, especialmente com o desgaste acumulado... mas entendo a referência.
Essa fase mais popular da Antena 3 já aconteceu - foi quando foi Ant3na... e passava de Delfins a Beck (com o Loser), DJs, entre outras coisas. Nessa altura tinha muita audiência, mas em tempo especÃfico.
O interessante aqui em Portugal é que a riqueza de conteúdos não é necessariamente igual à riqueza de apresentação, que não é de certeza igual à s audiências finais. A Rádio Comercial tem minutos e minutos seguidos de palavra, muita publicidade, alguma música e é lÃder nas manhãs... para um paÃs e um povo que supostamente rejeita a palavra.
Mas a Antena 1, que tem palavra bastante também, tem audiências muito inferiores. E porquê? Porque tem tudo a ver com a *apresentação* da palavra. Em Portugal preferimos forma sobre conteúdo, na Europa Central é ao contrário ou em equilÃbrio, talvez pela natureza mais fria desses povos. É tudo uma questão de apresentação.
Neste momento, a Antena 3 não é sexy. Não é sexy para um ouvinte alternativo, não é sexy para um ouvinte mais costumeiro que queira ter rodas a desviar, não é sexy para roubar ouvintes à concorrência. A Antena 3, citando uma música que lá passava nos 2000s, cansou de ser sexy. E está a pagar esse preço.
E só com uma A3 sexy é que, mesmo quase no modelo atual (mas afinado ao máximo), isto pode ir para os 3 pontos de audiência. Agora, não é com arrastos como Nuno Reis, Nuno Oliveira, Isilda Sanches e demais, com estilos pesados e cristalizados, que isso vai acontecer. Uma comunicação, para ter qualidade, não tem de parecer que está a fazer um favor. E eles parecem que estão. O segredo para a 3 é deixar de parecer isso.
Mas isto é só uma ideia.