Se privatizarem a 3, muitas das regiões deste paÃs (incluÃdo a minha) ficam sem acesso por via hertziana a uma rádio com programas culturais como o DomÃnio Público, uma rádio que passa música fora da mesmisse que as restantes nacionais oferecem, com locutores jovens que não tratam o seu auditório de forma infantil e com pouco conteúdo útil a informar e outros menos jovens com uma experiência enorme e conhecimentos musicais a difundir, sem acesso a um programa de conversa interactivo como a Prova Oral...
E por falar em Prova Oral!
Quantos de vós é que ouviram o LuÃs Serpa a falar das suas aventuras em Ãfrica, o Cunningham a falar do seu Pulitzer, a incrÃvel história de vida da Maria Batata Doce, os neurocientistas a falarem das novas descobertas sobre cérebro humano, aquela escritora brasileira que o Alvim tanto gostou, o Paulo Betti a falar de teatro e da cultura brasileira, aquele senhor linguista a falar da origem do nosso amado português, o Manel Cruz a falar sobre a sua Vida Nova, etc.?
A Antena 3, tanto como rádio alternativa, como rádio jovem, faz serviço público sim.
Eu aqui não tenho possibilidade de escutar por vias hertzianas a Radar, nem a Vodafone, ou então, uma RUC ou uma RUM (nem a Mega).
A Antena 3 ideal para mim seria uma rádio que conciliasse a era Marino, com a era Reis e ainda com maior sentido cÃvico.
Uma rádio jovem, com uma linguagem leve, sempre na busca de novos valores na música portuguesa, sem amiguinhos (e aà concordo com algumas crÃticas), que consiga sair do mero estúdio de rádio e aposte em iniciativas como o Toca a Todos, a Quinta dos Portugueses, ou o Andamento, que vá a politécnicos, universidades e escolas deste paÃs debater e falar com os estudantes sobre os temas que os assolam, que fosse uma escola de comunicadores para que o próprio grupo RTP e as restantes privadas os fossem repescar, uma rádio que não caia no facilitismo de uma playlist plástica e comercial, mas que também não seja tão fechada e elitista como a de 2015 a 2018, que não use o método de música a metro, que continue a apostar no grande DomÃnio Público (uma das maiores vitórias do Reis) e, claro, com espaço para os programas de autor que, salvo raras excepções, praticamente estão desaparecidos das rádios privadas.
Por fim, sobre música mais comercial, gostaria de vos lançar a seguinte pergunta de retórica: Na vossa óptica, BBC Radio One faz serviço público, ou não?
Saudações!
PS: Gostaria de convidar para a discussão, o caro @ou20x e o @radiokilledtheMTVstar, visto sermos os mais «fiéis» à estação.
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