Mais uma vez, o problema reside não no facto de ser de Lisboa ou de Bruxelas. Sou o primeiro a defender que a RDP e também a R/Com e MCR, mais a mais a TSF por ordem de razão, tinham todas e totais condições para terem emissão a sair do Porto, Coimbra e mesmo de outros locais do país. O mesmo poderia e deveria fazer a Observador, se se quer afirmar como uma rádio verdadeiramente nacional.
Agora, isso é certo, projetos de informação em rádios locais, esqueçam. Nenhuma tem escala para isso, veja-se o que aconteceu com a Nova, que até tem um jornal a sustentar por trás. Por outro lado, as rádios locais pouco emprego criam, e a qualidade, essa nem ve-la. A maioria delas limitam-se a passar música horas e horas a fio, e a uns discos pedidos.
Querem informação regional de qualidade? Todos queremos. Faça-se o seguinte: altere-se a Lei da Rádio, abra-se concurso para novos alvarás e deixe-se crescer rádios com vocação nacional, apresentando-lhes um caderno de encargos devidamente estruturado em matéria de representação regional e limpe-se o éter de projetos medíocres e criem-se rádios regionais fortes.
Aí sim, criamos emprego e valor para as regiões. Entre o que temos que é nada, e um bom produto informativo, acho que ficamos todos a ganhar. E como já tive oportunidade de provar, este modelo nem para a região de Lisboa, muitas vezes confundida com o país, é bom.