Sabem quem cumpre brilhantemente esse papel de rádio de proximidade para o Portugal profundo? A resposta é simples, as locais. No Verão passado fiquei a apreciar uma madrugada de Verãona ABC Portugal que estava a chegar, num programa de conversa com ouvintes e discos pedidos. De idosos de 90 anos, a enfermeiros do Hospital de Coimbra, camionostas, e até um adolescente que pediu um hip-hop que passou intercalado entre fados.
Onde é que faltam esse tipo de programas? Na nossa bolha, da AML e da AMP. Por isso é que digo que o perfil de consumo entre as duas áreas urbanas é o mesmo, e que interessa menos ao resto do país.
Claro, nada contra, bem pelo contrário que Antena 1 e também a RR tenham este tipo de programas mais próximos do auditório. O whatsapp ajuda, mas...
Quanto às sugestões, RAP na Antena 1, só se a CAv aumentar 5x, o Fernando Mendes era envelhecer ainda mais o auditório desta rádio, o que é talvez um dos principais problemas da Antena . Já a Catarina Furtado, a diva de Portugal, tem mesmo o quê a acrescentar à rádio? Nem na TV consigo perceber exatamente o quê.
Já tem em antena o icónico Ruca do Anjo Selvagem! Chamem o José Carlos Pereira para uma rubrica de medicina e faz-se uma recriação: Trinca-espinhas? Vou-lhe receitar Ômega 3! (Alerta: ironia).
Também alguém do desporto da RR ia querer ir para a Antena 1? Depois de trabalhar numa casa onde há graus de liberdade, ir para uma redação cinzenta e fortemente hierarquizada?