Autor Tópico: RTP Antena 1  (Lida 1199066 vezes)

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2940 em: Novembro 16, 2021, 07:30:12 am »
Uma espécie de absurdo na Antena1...hoje...

Então os protagonistas habituais das atuais manhãs da Antena1 não participam ativamente na Festa Saramago?

Limitam-se ao noticiário...
Limitam-se a uma conversa gravada, no caso vertente Eduarda Maio, com o Professor Doutor Carlos Reis da Universidade de Coimbra...

Surge numa espécie de paraquedismo à frente da emissão da Antena1 Ana Daniela Soares, pouco promovida na Antena1 e com um programa gravado de minutos chamado "À Volta dos Livros"...

Só numa rádio sem estratégia isto acontece.
Só numa rádio gaveta enlatada.


Uma espécie de picada de enfermeiro...

Pica aqui,  pica ali na RTP3 e agora cai de paraquedas na manhã da Antena 1, neste especial Saramago, que deveria ter, naturalmente, como condutores Miguel Soares, Eduarda Maio e Augusto Fernandes...

Imaginam isto na France Culture, na France Inter, na Cadena SER, na BBC4, ou, até,  na RNE?

Isto é,  os condutores da manhã não terem grande voz ativa numa programação especial que ocupa o seu horário de emissão...

Enfim...
« Última modificação: Novembro 16, 2021, 07:38:13 am por Atento »

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2941 em: Novembro 16, 2021, 09:06:40 am »
Continuação...

Comparem com aquilo que fez, vai fazendo a TSF com Fernando Alves...

O programa especial da Antena 1 sobre Saramago e a sua, da forma como foi arquitetado - de forma péssima  - terá afastado 60% dos ouvintes nesse horário.

E diziam/dizem eles que há uma grande equipa, de produção inclusive...

Imagino se não tivesse havido...
« Última modificação: Novembro 16, 2021, 09:31:40 am por Atento »

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2942 em: Novembro 16, 2021, 10:11:34 am »
Continuação...

Hoje os noticiários no horário nobre foram uma repetição total...

1,2,3,4...Marcelo a falar dos militares

Eduarda Maio e o Professor Doutor Carlos Reis (como se fosse uma entrevista fora de série)...

Peixoto com o caso Selminho...


E assim vai o principal canal da Rádio Pública...

Enfadonho;
Repetitivo;
Sem rasgo ou inovação;
Sem orientação e estruturação das emissões;
Engavetado;
Enlatado;
A caminhar para reforçar todas as lacunas já mencionadas pelos vários comentadores...

Depois irrita-me esse mofo a Estado Novo e abrilada serôdia...as frequências de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro...nesses especiais.


« Última modificação: Novembro 16, 2021, 10:13:40 am por Atento »

Julio Carvalho

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2943 em: Novembro 16, 2021, 07:16:54 pm »
Já a TSF hoje esteje em direto da terra de Saramago, no programa da manhã com Fernando Alves e sua equipa...

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2944 em: Novembro 16, 2021, 07:26:16 pm »
Já a TSF hoje esteje em direto da terra de Saramago, no programa da manhã com Fernando Alves e sua equipa...

Oiçam e comparem.

Um verdadeiro manual do que deve ser feito - TSF.

Um verdadeiro manual daquilo que NÃO deve ser feito - Antena 1.

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2945 em: Novembro 16, 2021, 08:12:48 pm »

Boxx

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2946 em: Novembro 16, 2021, 09:43:37 pm »
Já a TSF hoje esteje em direto da terra de Saramago, no programa da manhã com Fernando Alves e sua equipa...

Oiçam e comparem.

Um verdadeiro manual do que deve ser feito - TSF.

Um verdadeiro manual daquilo que NÃO deve ser feito - Antena 1.

É um Milagre para uma rádio, que como se tem aqui apregoado, está  a “cair de podre”. Não concordo de todo com essa análise redutora.

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2947 em: Novembro 16, 2021, 10:44:53 pm »
Mónica Amaral...

Sobre as eleições no PSD, acabei de ouvir estas " pérolas", do comentador ofical, Raul Vaz " Rio(ao recusar debates), mostra medo de Rangel", outra, " revelou que vai à Madeira, concerteza como forma de   pagar o apoio de Jardim".

E  é este o eterno comentador de política da 1...
Ex-Fi FM, certo?

Raul Vaz no Contraditório de sexta foi ainda mais cáustico para com Rui Rio, disse que lhe provocava "vergonha alheia" e que "parece um tolo no meio da ponte"...

De Raul Vaz - sublinho que não acompanho regularmente o Contraditório - parece-me uma figura sem qualquer postura para estar na rádio pública, na Antena 1.

As opiniões até se podem questionar, sim senhor, pode haver maior ou menor polémica contida nelas, mas a maneira como o senhor se expressa e a postura que assume em antena não são de todo condizentes com elementos mínimos de salubridade. Há certos mimoseios de linguagem que ouvi no último Contraditório que roçam a conversa de bar, em particular para Rui Rio que foi onde as incidiu mais, mas houve mais figuras com direito a esse lindo tratamento.

A A1 não devia ter um comentador político, devia ter vários e de diversos quadrantes.

Este Raul é um escândalo estar uma rádio pública que se quer abrangente e plural...

Acho que os extremos não devem ter voz.

A maiotia das rádios públicas faz o que a Antena1 faz, optando por comentadores apenas da esquerda e centro- esquerda e centro e centro-direita democráticos.

Só a RNE1 de Espanha é que dá voz aos extremos no campo do comentário político  ...

E a RNE1 faz muito bem, porque democracia é isso mesmo, pluralidade de opiniões. Mas com gente que fale mesmo, não com pessoas que procedam a falácias do espantalho, de autoridade e outras que tais, inquinando qualquer debate. E nós cá em Portugal temos muitos exemplos disso, em especial do PCP e do Chega. Em Espanha o estilo é distinto e já permite outras coisas.

Se isso significar que só os moderados têm antena, que seja. Mas que seja pelo contexto não permitir mais, não por princípio.

E a conjugação PS/PSD/CDS nos programas de comentário político está como certa folha nesta época - caduca. Janeiro vai trazer-nos novidades que não são de somenos. As rádios devem procurar proteger-se o mais possível e a pluralidade é o melhor caminho.

Isto é o mais que irei comentar em termos políticos relativamente a cruzamento com elementos radiofónicos.

A A1 não devia ter um comentador político, devia ter vários e de diversos quadrantes.

Este Raul é um escândalo estar uma rádio pública que se quer abrangente e plural...

Ao pé dele os outros dois comentadores eu nem sequer sei o que estão ali a fazer, sou-lhe sincero, porque o tom deles é totalmente distinto... Muito mais depressa seria adequado o Raul Vaz nos Radicais Livres, e daí nem sei se ainda seria ajustado. É mesmo uma postura muito pouco salutar para rádio e mesmo no dia-a-dia não é muito saudável...
Tomara o Sr. Raúl Vaz ter a eloquência no discurso e a cultura afinada de Jaime Nogueira Pinto e Pedro Tadeu (ou do saudoso Rúben de Carvalho). :)

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«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2948 em: Novembro 16, 2021, 10:57:32 pm »
Um à parte na discussão.

Na passada sexta-feira, o canal franco-alemão ‘ARTE’, exibiu um documentário produzido pelo operador público alemão ‘ZDF’ e um concerto de Eric Clapton, gravado ao vivo no Royal Albert Hall. O documentário biográfico sobre a banda escandinava ‘ABBA’, foi mais do que isso, e mostrou que o sucesso deste grupo foi muito para além da época em que estiveram no ativo, dando a entender, inclusive, que o sucesso é maior hoje do que foi na década de 70. No momento em que escrevo, os ‘ABBA’ são número 1 no Reino Unido, 40 anos após terem figurando nos TOPS. Percurso semelhante está a acontecer em França. Este fenómeno não é exclusivo da banda sueca, acontece com muitos outros grupos desse tempo, e acho tudo isto intrigante. Não se explica isto com a geração que ouvia ABBA, nem com os filhos dessa geração, mas sim com os netos. Só a recetividade das novas gerações explica este sucesso continuado, exponencial, que permite outros sucessos relacionados com o grupo como filmes, musicais, etc. a somar à venda continuada de discos. Uma verdadeira máquina a faturar.

Não fazia ideia da escala deste sucesso na Europa, nem nos anos setenta, nem hoje. O país com maior permanência nas tabelas de TOPS e número de vendas é o Reino Unido. Os números são absolutamente massivos. No documentário esteve o radialista da ‘BBC Radio 2’, Paul Gambaccini, também a comentar o fenómeno e o contributo da rádio para o efeito.

Não haverá algo que está a passar ao lado, na rádio portuguesa? Não me refiro ao grupo em concreto, refiro-me à tendência. Pelo que vou constatando a “malta nova” adere muito bem aos clássicos (também anteriores à década de 80), mesmo por cá. Faz pouco tempo, estive num concerto de Gilberto Gil, apinhado, não cabia mais ninguém no espaço, com faixa etária predominante dos 20 aos 35 anos. Todos cantavam as músicas. Isto acontece espetáculo após espetáculo que vou assistindo, seja, jazz, clássica, etc.
Excelente e pertinente comentário, caro João.
De facto, penso que a Antena 1 peca imenso nos documentários radiofónicos.
Justiça seja feita à Antena 3 que, com a chegada de Reis à direcção, tem produzido especiais sobre a história da música de altíssima qualidade.

Deixo aqui dois exemplos dos que mais gostei:

Trip-hop - De Bristol para o Mundo:
https://media.rtp.pt/antena3/ouvir/trip-hop-de-bristol-para-o-mundo/

Mount Grungemore - Os Monumentos do Grunge:
https://media.rtp.pt/antena3/ouvir/mount-grungemore-os-monumentos-do-grunge/

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Agostinho da Silva

pdnf

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2949 em: Novembro 17, 2021, 12:01:19 pm »
Estou a ouvir a Antena 1, a Antena Aberta e até fui olhar para o RDS a ver se não tinha mudado novamente para Emissora Nacional e a data a ver se não estava antes de 1973.

Que falta de cultura democrática que reina naquela rádio. Tudo o que não seja opinião de defesa do medo vigente (não falamos de negacionismo) é imediatamente cortada. O comportamento do povo português faz-me perceber o porquê de termos vivido debaixo de uma ditadura durante 48 anos!  :'( :'(

Isto é vergonhoso para o Serviço Público que deveria ir ainda mais além no questionamento, em lugar de aceitar dogmas.

Já agora, emissão das 12h a jornalista Cláudia Almeida estava a dormir, só entrou depois de uns 30 segundos de música.

Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

joao_s

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2950 em: Novembro 17, 2021, 07:09:58 pm »
Boa tarde, “O.B.D.S.”. Os documentários para rádio são comuns nos serviços públicos de radiofusão europeus que vou ouvindo. Mas, em espaços deste tipo, também importa referir outro tipo de questões de fundo. Os serviços públicos europeus servem para formar gostos, mentalidades, informar, manter uma janela aberta para o mundo e promover uma cidadania ativa mas, também, para promover a imagem externa dos países e dos estados, com o retorno económico e de mecanismos de identificação cultural com outros povos que isso implica. Não é possível medir o retorno para um país, quer do ponto vista interno, quer do ponto de vista externo, da importância de um serviço público equilibrado, bem planeado, operacionalizado, pertinente e com público. Será, seguramente, um retorno significativo, pelo menos, é que se atesta no continente que fazemos parte.

Operadores europeus de referência, como a britânica ‘BBC’, gaulesa France.TV/Radio, germânicas ‘ZDF’ e ‘ARD’, etc. têm, no âmbito destes propósitos, estratégias ativas. É escusado mencionar a relevância da ‘BBC’ para o Reino Unido, todos conhecem, a influência da produção da ‘ZDF’ para os países vizinhos da Alemanha, e todos os benefícios que daí advêm na imagem e posicionamento dos alemães, etc. E o operador do país vizinho ‘RTVE’ também segue o mesmo desígnio dos operadores supracitados. Veja por exemplo, o “Telediário2” de ontem da estação pública ‘TVE1’: posicione o player em 38m:19s – a ‘RTVE vai produzir um canal de referência de informação e de entretenimento dirigido à América Latina, em associação com as estações públicas desses países. Começa a emitir em setembro de 2022. Desta forma, a ‘RTVE’ posiciona-se como, e passo a citar “referência do progresso democrático e económico da América Latina”. Está tudo dito, serviços públicos europeus são envolvidos em estratégias em sentido lato de progresso para os estados. Obviamente, existem as duas valências que se complementam, a TV e a rádio.

Por cá, os interesses privados misturam-se com o interesse geral, a falta de rumo e de qualidade aniquila o resto. Ficamos todos a perder, a ‘RTP’ podia fazer muito mais pelo país. Basta olhar para o país vizinho…

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2951 em: Novembro 17, 2021, 08:48:36 pm »
Boa tarde, “O.B.D.S.”. Os documentários para rádio são comuns nos serviços públicos de radiofusão europeus que vou ouvindo. Mas, em espaços deste tipo, também importa referir outro tipo de questões de fundo. Os serviços públicos europeus servem para formar gostos, mentalidades, informar, manter uma janela aberta para o mundo e promover uma cidadania ativa mas, também, para promover a imagem externa dos países e dos estados, com o retorno económico e de mecanismos de identificação cultural com outros povos que isso implica. Não é possível medir o retorno para um país, quer do ponto vista interno, quer do ponto de vista externo, da importância de um serviço público equilibrado, bem planeado, operacionalizado, pertinente e com público. Será, seguramente, um retorno significativo, pelo menos, é que se atesta no continente que fazemos parte.

Operadores europeus de referência, como a britânica ‘BBC’, gaulesa France.TV/Radio, germânicas ‘ZDF’ e ‘ARD’, etc. têm, no âmbito destes propósitos, estratégias ativas. É escusado mencionar a relevância da ‘BBC’ para o Reino Unido, todos conhecem, a influência da produção da ‘ZDF’ para os países vizinhos da Alemanha, e todos os benefícios que daí advêm na imagem e posicionamento dos alemães, etc. E o operador do país vizinho ‘RTVE’ também segue o mesmo desígnio dos operadores supracitados. Veja por exemplo, o “Telediário2” de ontem da estação pública ‘TVE1’: posicione o player em 38m:19s – a ‘RTVE vai produzir um canal de referência de informação e de entretenimento dirigido à América Latina, em associação com as estações públicas desses países. Começa a emitir em setembro de 2022. Desta forma, a ‘RTVE’ posiciona-se como, e passo a citar “referência do progresso democrático e económico da América Latina”. Está tudo dito, serviços públicos europeus são envolvidos em estratégias em sentido lato de progresso para os estados. Obviamente, existem as duas valências que se complementam, a TV e a rádio.

Por cá, os interesses privados misturam-se com o interesse geral, a falta de rumo e de qualidade aniquila o resto. Ficamos todos a perder, a ‘RTP’ podia fazer muito mais pelo país. Basta olhar para o país vizinho…


Concordo com o comentário,  exceto no caso da tve...

A nossa RTP1 é melhor nos informativos do que a tve1.
Os nossos apresentadores também são.

A RTP3 é melhor que o Canal 24 horas.

Na RTP há liberdade para investigar, na tve não há.

O programa sexta às 9 seria alvo de censura na tve...

Quanto ao resto concordo.

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2952 em: Novembro 18, 2021, 01:22:33 pm »
Em França, a irmã lá continua a liderar...

Que heresia...

https://www.franceinter.fr/espace-presse-de-france-inter/france-inter-1re-radio-de-france-leader-en-ac-et-en-pda-0

Na Antena1, a era Galopim começou muito mal...

Aquele especial Saramago é um manual a todos os níveis daquilo que não deve ser feito...

Acresce ainda que o "amiguismo" parece vislumbrar-se, ao serem escolhidos determinados profissionais para levarem a cabo a emissão...

Depois de todos os problemas já mencionados por aqui, só faltaria mesmo o regresso e em força dessa alínea à antena1...

Enfim...

Em janeiro/fevereiro teremos a prova do algodão...

Voltando a França...

1- As três rádios mais ouvidas são de palavra;

2- A primeira e a terceira são públicas e pertencem ao grupo Rádio France;

3- O grupo com mais ouvintes é  o da Rádio France - Público. Todos os dias há cerca de 15 milhões e 200 mil pessoas que o sintonizam...

https://www.lefigaro.fr/medias/france-inter-sauve-son-titre-de-premiere-radio-de-france-20211118
« Última modificação: Novembro 18, 2021, 01:40:10 pm por Atento »

tuscano

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2953 em: Novembro 18, 2021, 01:39:15 pm »
Boa tarde, “O.B.D.S.”. Os documentários para rádio são comuns nos serviços públicos de radiofusão europeus que vou ouvindo. Mas, em espaços deste tipo, também importa referir outro tipo de questões de fundo. Os serviços públicos europeus servem para formar gostos, mentalidades, informar, manter uma janela aberta para o mundo e promover uma cidadania ativa mas, também, para promover a imagem externa dos países e dos estados, com o retorno económico e de mecanismos de identificação cultural com outros povos que isso implica. Não é possível medir o retorno para um país, quer do ponto vista interno, quer do ponto de vista externo, da importância de um serviço público equilibrado, bem planeado, operacionalizado, pertinente e com público. Será, seguramente, um retorno significativo, pelo menos, é que se atesta no continente que fazemos parte.

Operadores europeus de referência, como a britânica ‘BBC’, gaulesa France.TV/Radio, germânicas ‘ZDF’ e ‘ARD’, etc. têm, no âmbito destes propósitos, estratégias ativas. É escusado mencionar a relevância da ‘BBC’ para o Reino Unido, todos conhecem, a influência da produção da ‘ZDF’ para os países vizinhos da Alemanha, e todos os benefícios que daí advêm na imagem e posicionamento dos alemães, etc. E o operador do país vizinho ‘RTVE’ também segue o mesmo desígnio dos operadores supracitados. Veja por exemplo, o “Telediário2” de ontem da estação pública ‘TVE1’: posicione o player em 38m:19s – a ‘RTVE vai produzir um canal de referência de informação e de entretenimento dirigido à América Latina, em associação com as estações públicas desses países. Começa a emitir em setembro de 2022. Desta forma, a ‘RTVE’ posiciona-se como, e passo a citar “referência do progresso democrático e económico da América Latina”. Está tudo dito, serviços públicos europeus são envolvidos em estratégias em sentido lato de progresso para os estados. Obviamente, existem as duas valências que se complementam, a TV e a rádio.

Por cá, os interesses privados misturam-se com o interesse geral, a falta de rumo e de qualidade aniquila o resto. Ficamos todos a perder, a ‘RTP’ podia fazer muito mais pelo país. Basta olhar para o país vizinho…


Concordo com o comentário,  exceto no caso da tve...

A nossa RTP1 é melhor nos informativos do que a tve1.
Os nossos apresentadores também são.

A RTP3 é melhor que o Canal 24 horas.

Na RTP há liberdade para investigar, na tve não há.

O programa sexta às 9 seria alvo de censura na tve...

Quanto ao resto concordo.
O Programa Sexta ás 9, segundo esta noticia deve terminar, uma vez que a Sandra Felgueiras ao que parece fartou-se das pressões constantes e mudou-se, ou vai mudar-se, para a CMTV: https://www.novagente.pt/sandra-felgueiras-sai-da-rtp-e-ja-esta-caminho-de-outro-canal-exclusivo?fbclid=IwAR21T5QwT5CzLqSrG0rwUC7myjDCg5pLI1_5usTOhHMILbEbvFlEXNoQisQ

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2954 em: Novembro 18, 2021, 01:45:56 pm »
Boa tarde, “O.B.D.S.”. Os documentários para rádio são comuns nos serviços públicos de radiofusão europeus que vou ouvindo. Mas, em espaços deste tipo, também importa referir outro tipo de questões de fundo. Os serviços públicos europeus servem para formar gostos, mentalidades, informar, manter uma janela aberta para o mundo e promover uma cidadania ativa mas, também, para promover a imagem externa dos países e dos estados, com o retorno económico e de mecanismos de identificação cultural com outros povos que isso implica. Não é possível medir o retorno para um país, quer do ponto vista interno, quer do ponto de vista externo, da importância de um serviço público equilibrado, bem planeado, operacionalizado, pertinente e com público. Será, seguramente, um retorno significativo, pelo menos, é que se atesta no continente que fazemos parte.

Operadores europeus de referência, como a britânica ‘BBC’, gaulesa France.TV/Radio, germânicas ‘ZDF’ e ‘ARD’, etc. têm, no âmbito destes propósitos, estratégias ativas. É escusado mencionar a relevância da ‘BBC’ para o Reino Unido, todos conhecem, a influência da produção da ‘ZDF’ para os países vizinhos da Alemanha, e todos os benefícios que daí advêm na imagem e posicionamento dos alemães, etc. E o operador do país vizinho ‘RTVE’ também segue o mesmo desígnio dos operadores supracitados. Veja por exemplo, o “Telediário2” de ontem da estação pública ‘TVE1’: posicione o player em 38m:19s – a ‘RTVE vai produzir um canal de referência de informação e de entretenimento dirigido à América Latina, em associação com as estações públicas desses países. Começa a emitir em setembro de 2022. Desta forma, a ‘RTVE’ posiciona-se como, e passo a citar “referência do progresso democrático e económico da América Latina”. Está tudo dito, serviços públicos europeus são envolvidos em estratégias em sentido lato de progresso para os estados. Obviamente, existem as duas valências que se complementam, a TV e a rádio.

Por cá, os interesses privados misturam-se com o interesse geral, a falta de rumo e de qualidade aniquila o resto. Ficamos todos a perder, a ‘RTP’ podia fazer muito mais pelo país. Basta olhar para o país vizinho…


Concordo com o comentário,  exceto no caso da tve...

A nossa RTP1 é melhor nos informativos do que a tve1.
Os nossos apresentadores também são.

A RTP3 é melhor que o Canal 24 horas.

Na RTP há liberdade para investigar, na tve não há.

O programa sexta às 9 seria alvo de censura na tve...

Quanto ao resto concordo.
O Programa Sexta ás 9, segundo esta noticia deve terminar, uma vez que a Sandra Felgueiras ao que parece fartou-se das pressões constantes e mudou-se, ou vai mudar-se, para a CMTV: https://www.novagente.pt/sandra-felgueiras-sai-da-rtp-e-ja-esta-caminho-de-outro-canal-exclusivo?fbclid=IwAR21T5QwT5CzLqSrG0rwUC7myjDCg5pLI1_5usTOhHMILbEbvFlEXNoQisQ

Se não houver outro nos mesmos moldes é um claro ataque à liberdade de investigação no seio da RTP.

O figurão Arons de Carvalho - agora no CGI - já manifestou o desejo de censurar o programa em várias declarações que fez.

É um atentado um tipo como esse Arons e outros figurões rodarem sequer os órgãos de comunicação social.

Gente muito perigosa para não dizer mais...

Vão acabar por ser desmascarados...

Sandra Felgueiras é mais perigosa fora da RTP do que era dentro.

Essa gentalha vai ser retratada brevemente...