Ou seja, o serviço público, em determinados momentos, vive de preferências pontuais fulanizadas, ao contrário daquilo que acontece nos serviços públicos europeus devidamente estruturados e consistentes.
Agora vivemos no perÃodo Produções FictÃcias de indumentária (alternativa) pop desmaiada...
Do que tenho constatado, o que tem referido é um facto. As rádios públicas britânicas mantêm a vitalidade, geração após geração, são capazes de inovar dentro da matriz que as define, conseguem surpreender pela positiva, criam estratégias para conquistar o interesse do público jovem e isso reflete-se em nÃveis de audiência substanciais ao longo dos anos. Trata-se de uma tradição. Embora não oiça, julgo que o mesmo se passa em França. A rádio em geral, e o serviço público em particular, suscitam o interesse do público e tem bastante adesão. Reflexo disso, é a exposição daqueles que fazem rádio em programas televisivos de grande audiência.
Por cá, parece o terceiro mundo, como tem referido, e bem, de mono-cultura e cristalizado no tempo. E não só na rádio. Por exemplo, é possÃvel ter uma melhor perceção sobre a história da Europa na televisão francesa num mês, do que em 50 anos de RTP. É assim. Há dias em que a TV francesa tem propostas muito interessantes nos quatro canais generalistas, o que dificulta a escolha, e nos restantes canais portugueses o panorama é um deserto, nada se aproveita.
De facto, estamos desfasados dos congéneres europeus. Quantos anos de atraso, 30, 40, 50?