Ok, já ouvi até onde tinha que ouvir, já consigo formar uma opinião.
Há de facto uma grande insistência em temas de 2000-2015 que quase que contradiz a base do "mais música nova". Não são todas as da hora, mas são várias por hora. Como base de conforto parece adequado, o erro está no volume, são demasiadas músicas. Talvez reduzir um bocadinho isso em 2/3 músicas por hora e fica no ponto.
Quando há música nova ela é mesmo nova. Acho que ficam desenquadradas coisas como Kappa Jotta e T-Rex se depois vamos para música internacional estilo K-Pop logo a seguir, a mistura fica meio esquisita, e destas acho que se acerta mais nas escolhas nessa música internacional que no trap/hip hop português, em que cai às vezes cada música que não sei. Há algumas novas apostas também no internacional que são muito boas.
A animação está muito boa agora no Drive In, salvo uma colega que metia risos forçados demasiadas vezes hoje às vezes sem se perceber exatamente por que razão (também devido à falta de qualidade no áudio dos microfones que vai para o ar). Bem a Pilar Lourenço a conduzir o painel, finalmente dão hipótese às pessoas da geração anterior à atual (como disseram num áudio), e está muito bom. Conversa entre o ser interessante e ser fiada, mas não demasiado fiada e bastante bem focada. A Margarida Borrego manda a ocasional achega disruptiva e faz muito bem esse papel de contrabalanço. O Mateus Lourenço ocasionalmente tem piada mas às vezes manda umas ao lado e esquece-se que as pessoas não têm contexto frequentemente para o que ele está a falar. De qualquer forma não é um zero.
O painel das 19 com o Zé Vida é totalmente gravado e muito mal gravado nisso, que o Zé Vida a gravar nem baixou a base nem se dignou a completar o take de arranque às 19 em condições. Mas curiosamente esteve a falar no painel "em direto" às 18h57 e a voz dele parecia outra completamente diferente - o que é muito grave de um ponto de vista técnico, porque quer dizer não só que o estúdio de gravação da Mega não tem aparentemente já grandes condições, mas também quer dizer que a última intervenção do Drive In foi gravada bem antes do fecho do painel às 19, ou os takes foram gravados bem antes dessa entrada, uma das duas.
A Matilde Prata deve segurar bem o painel 11/15 e nas manhãs também a coisa se deve safar a este ritmo.
Houve uma opção técnica clara por concentrar os melhores em 07-19 e fora disso entra o que entrar. O Zé Vida deve ser temporário na grelha da Mega até voltar o Diogo Pires, que deve ficar a ocupar o painel 19/23.
Por fim, a Mega nesta renovação faz uma alteração importante: pela primeira vez provavelmente desde que existe em 1998, o horário de emissão regular termina agora às 23h, e não às 23h59 como acontecia antes. Aproximaram-se do que se faz na Cidade em que já há que tempos termina às 22h. A redução de 1h pode ter algum impacto de audiência, mas não mais que umas décimas.
As mudanças no geral, e para remate final, parecem boas, mas perdoem-me a expressão nortenha, "mal paridas" na parte musical. O que quer que tenham querido fazer aqui, parece estar a meio. Ou completam, ou alteram. Mas na animação são uma aposta ganha e é agora muito melhor e mais sano ouvir a Mega.
A aposta é nas tardes de um claro contraponto às tardes cheias de power da Catarina Silva (que já vai forçando um bocado a presença em antena, e sem necessidade). Os humoristas não são bons em nenhuma das duas, são gente a começar, mas eu gosto da abordagem menos conflituosa do Mateus Lourenço.
Posto isto, acho que vou passar a ouvir as tardes da Mega. Os passos no geral foram na direção certa. Atirei a toalha ao chão no Sábado cedo demais ou alguém esteve a pensar no que foi a opinião geral escrita aqui e decidiu fazer umas alterações de ultima hora, mas certo é: está melhor. A Mega está melhor.