Da minha parte, já perdoei ter podido deixar de ouvir o Bons Rapazes para ter o Indiegente Gold que agora até tem alguma música nova. Pena levarmos antes com o Portugália totalmente anti-climax para uma sexta às 20h.
Sobre a discussão anterior eu julgo que é uma enorme crise das rádios alternativas pois a Radar está com metade do reach da Rádio Nova tão chamada de irrelevante por aqui. É no que dá anos e anos a brincar aos umbiguismos quando as SBSR e Vodafones da vida estavam em grupos com condições para singrar se tivessem sido melhor geridas... Passámos de 4 rádios a fazerem apesar de tudo 4% para 2 a fazerem 1,4% se a Radar estiver com 0,1% claro.
As pessoas desinteressaram-se de muita da música alternativa e a música alternativa perdeu o fulgor de epifenómeno que tinha entre 2015/2016 e 2021/22. Está a passar e em seu lugar está a regressar a música eletrónica, ao novo rock (com uma perna revivalista), e a ir-se mais fundo no R&B e no trap. Ninguém quer saber.
O formato da Antena 3 desde o início que se sabia que tinha os dias contados, só ninguém sabia quando iam ficar contados. Eles estão a ficar contados agora, agravado pela falta de centro e pela ideia de auto importância que na verdade não tem há 11 anos e se continuar assim jamais terá.
Até eu que me arreigava em muita música alternativa e andava perto dos registos da Antena 3 virei-me de novo para o rock e o R&B, fará...
A Rádio Nova está claro totalmente fora disto, alicerça-se na soul, R&B e algum jazz e é o que trabalha primariamente, e isso tem produção que recua à década de 60. Para cúmulo é seletiva qb nas novas escolhas que apresenta (com algumas derivas na música portuguesa devido à ERC). Tomara a Antena 3 ter 40% do perfil trabalhado da Rádio Nova.