Quem sintonizar a RFM neste momento sera levado a pensar que a Antena 2 ocupou as suas frequências.
Lamenta-se, naturalmente, o motivo.
Acho que se nota que é uma sonoridade um pouco diferente da A2 que podia perfeitamente passar mais destes tons instrumentais do que continuar a insistir ser 99% clássica pura e dura como já não acontece em praticamente nenhuma das suas congéneres europeias. Mas está a saber muito bem ouvir.
Entretanto começou há pouco um pequeno especial informação com por exemplo a Ana Colaço a dar voz à biografia de Bento XVI. De resto como esperado zero de locução e apenas um jingle "esta é uma emissão especial da RFM" que nunca tinha ouvido, resta saber se só vão parar para os Fridayboyz logo à noite, seria caricato.
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Logo a seguir ao anúncio da morte, os primeiros temas que passaram eram música de orquestra, que teriam cabimento na Antena 2, sem qualquer problema. Efetivamente, agora já estão a passar mais música comercial, em versão instrumental, por exemplo, "Wherever You Are" da Celine Dion. Uma rádio nacional que não tenha um animador que esteja à chamada, nem que seja em casa, é de facto muito mau. Principalmente quando, por vezes, até têm emissões em direto ao fim-de-semana.
Ignorar a programação de fim de ano é absolutamente descabido. Não há fridayboyz, não há top 25, não há nada ! Mais do que ser a noite que é (de fim de ano), é absolutamente incompreensível como 2 dias de programação são lançados ao lixo em prol de um luto religioso. Entendo e percebo o peso e as razões que estão em causa para estas decisões. Mas sobrepor isso ao auditório (e ignorando-o, talvez) é demasiado exagerado. Na RR pode funcionar, na RFM não, na Mega menos ainda.
Em FM não é descabido, não. Faz, aliás, todo o sentido. Até não me chocaria que as rádios públicas seguissem o mesmo registo, para ser sincero. Neste caso, a rádio representa uma Instituição, a Igreja Católica, cuja figura maior acabou de falecer. Descabido, isso sim, é o que se passa no país vizinho, com as irmãs Cadena 100 e a MegaStar a passarem programação absolutamente normal. No entanto, essa situação era fácil de solucionar: emissão normal em streaming, em FM a emissão de homenagem. O trabalho que foi deitado fora... é essencialmente os takes. Porque de resto, pode ficar muito dele preparado já para 2024, ou então, passado o período de luto, fazerem uma emissão especial de homenagem à entrada do Novo Ano, por exemplo, de hoje a oito dias.
De resto, de qualquer das formas, não há profissão alguma onde nunca se tenha feito trabalho que vá diretamente para o caixote do lixo.