Se em Lisboa já eram as terceiras manhãs mais ouvidas, segundo me constou há uns tempos, na rede da RFM, podem bem fazer tremer a Comercial. Arrumam é de vez com a Mega. Além de, evidentemente, criar uma situação estranha, é a assunção de que a Cidade estava melhor que a Mega. Mas também, acho que não é novidade, que alguém está a deitar-se na cama que fez.
Se a Catarina for mesmo para a RFM, o meu palpite é que as atuais manhãs vão recambiadas para o noturno, de onde vieram originalmente.
Não sei se por este andar mais uns anos e a Mega acaba. A RFM pode, até para se diferenciar mais da RC, assumir uma vertente ainda mais jovem. Se fosse à CMR e à Observador, que se querem expandir, tentaria lançar o isco para a rede da Mega, ou para algumas frequências, pelo menos.
Passei para aqui, faz mais sentido:
Ontem pensava mesmo nisso. Pode começar a não fazer sentido a existência da Mega, quando a estratégia da RFM é concorrer com a própria Mega. embora, não seja novidade nenhuma, que há essa visão de concorrem. Porque sim, é o que faz quando vai buscar a equipa das manhãs da rádio jovem da concorrência.
Vamos lá ser honestos, eu se estivesse num dos painéis de hora de ponta da Mega, uma notícia destas era o equivalente, em termos profissionais, a me atirarem para um lago acorrentado a uma bola de chumbo. É o reconhecimento, dentro das próprias portas, de que o trabalho feito do outro lado é melhor. A culpa disso é da própria direção da Mega, que se deixou acantonar.
Também pensei numa coisa, que não deixa de ser caricato: o Mendes vai buscar a atual equipa das manhãs da Cidade, quando tem nos quadros uma das animadoras que mais marcou as manhãs desta rádio, a Inês Andrade, e teve a possibilidade de agarrar o seu parceiro, o Gonçalo Câmara, que ficou recentemente desempregado no meio, e é, penso que concordamos todos, um excecional locutor. Sendo que, por acaso, ambos estão justamente no target que, em teoria, a RFM quer agarrar. É capaz de dizer mais do caminho que a RFM quer trilhar, do que qualquer outra coisa. Também não sei se replicar nas manhãs da RFM a Cidade FM será uma estratégia excepcional. Veremos. Tenho muitas dúvidas, até por algum tento na língua que é necessário ter na R/Com.
Nem vou falar do facto de teres pessoas há anos a fazer rádio na R/Com, que até passaram recentemente para a RFM. Precisam mesmo de ir fora de portas? Parece uma solução fácil, um q.b. a mostrar algum desespero. Nem sequer acho que Hélder e Catarina, que têm muito talento, sem dúvida, consigam bater Palmeirim, Markl e companhia. Sim, estou a assumir que vão para as manhãs, não sei de nada, mas é o meu feeling.
Continuo a bater na minha: aquela gente na Buraca, ao menos senta-se para conversar e articular estratégias, entre as três estações, para alguma coisa mais que não seja o GJM?
Frequências da Mega: sim, são, obviamente, um ativo apetecível, na totalidade. Diria que mais para a Observador do que para a CMR, mas o problema do Porto iria continuar a existir.