Mas se bem li, o meu caro diz que a RFM só passa noticiários para cumprir a lei da rádio.
Ora para cumprir a lei, não parecido tantos noticiários e principalmente obrigar a Beatriz Lopes a acordar a desoras para estar pronta para as 5.50 da madrugada a dar as notícias.
Pela terceira vez, não é uma frase que tenha saído da minha cabeça. Ponto. E acho que já todos percebemos que se a informação fosse, já não digo uma prioridade, porque é uma rádio musical, mas algo visto como essencial, pelo menos teríamos boletins da dimensão dos da Comercial que vão aos 2/3 minutos. Também não seria tão transparente o desânimo de "nomes fortes" quando vão à RFM fazer a informação, ou até, nos feriados, quando simplesmente não é escalado ninguém, e a trilha entra e toca durante os 60 segundos, porque o PC assim ordenou. Escrevi aqui porque me parece mais ao menos uma evidência, outras coisas que soube, como já ocorreu em outras ocasiões, ficam no recato. E sobre este tema não me pronuncio mais. Querem um ponto positivo da informação da RFM? Neste momento, é provável de ter a melhor plástica no segmento, já que a Antena 1 e a RR andam a brincar nessa matéria, a da TSF é resequida, e a da Observador ainda não me convence.
O Júlio falou na Beatriz, fosse eu diretor de uma rádio de informação e era dos nomes que fazia questão de tentar ter na equipa, acho-a uma excecional profissional. E não será à toa que foi para a RFM, é que fazer boletins de 60 segundos, é capaz de ser mais difícil do que de 15. É preciso um poder de síntese e de ser absolutamente acutilante no que se faz.
Se a RFM passasse apenas 3 noticiários por dia então é que era mesmo o fim da picada. Felizmente a ERC já vai acabar com isso na próxima renovação da LdR obrigando a um mínimo de 6 ou 8...
Lá na Altice ouvi duas pessoas, uma na casa dos 40's, outra nos 20's a dizer o mesmo: a RFM não entusiasma, é só publicidade. E se, mesmo assim, com 4/5 minutos ou mais por hora de publicidade as pessoas não mudam de estação, não me parece que seja por 1 minuto de notícias que o vão fazer. Para mim, é simples. Todas as rádios nacionais, regionais ou que emitam em associação de serviço de programas, independentemente da tipologia, deveriam emitir um noticiário por hora, consoante a tipologia de rádio, defenir-se-ia um critério de abrangência e aprofundamento das notícias, isto entre as 6h e as 24h, ou seja, 18 noticiários (não me enganei, podia ser o último às 23h ou 24h, ou o primeiro às 06/07h). Nas madrugadas, por mim, até já escrevi acima que se poderia utilizar o sistema "farmácia de serviço" apenas uma estação, por escala, assegurar os serviços. Aliás, em contexto de crise energética como o que vivemos, até não me chocaria de todo que esse sistema pudesse ser utilizado para as emissões, ficando sempre uma mais de palavra e outra musical, das naconais, claro está.