Tambem falta aí a Los40 Dance 92.4 e a Loca FM 96.0, que são melhores que a Orbital.
Fiz a comparação direta entre grupos nacionais, não considerei a Orbital e a Nova Era propositadamente, mas concordo com a tua afirmação.
Grupo RDP vs. Grupo RNE - irmãs de serviço público
Grupo R/Com vs. Grupo COPE - irmãs da Igreja
Grupo Bauer vs. Grupo PRISA - irmãs bastardas, filhas da PRISA
Falta aí o mais potente qye detém a Ondacero...
O grupo Atresmedia.
Boas notícias para a M80: a criação superou o criador. A nossa rádio de música mais antiga é muito melhor que a Los40 Classic, que até a quem se está a dirigir é datadíssima.
No geral, as rádios musicais portuguesas, mesmo com muito menos meios, comparam positiviamente muito melhor com as espanholas.
Fazendo a correspondência direta por aparentados:
Comercial melhor que a Los40
RFM melhor que a Cadena 100
MegaHits melhor que a MegaStar
Cidade FM melhor que a Los40 Urban
Antena 3 melhor que a RNE 3.
M80 melhor que a Los40 Classic.
Não há comparativo do lado de lá da fronteira para a Smooth FM, nem para a SBSR/Batida. Em contraponto, falta-nos por aqui uma DiAL e uma Rock FM.
A única exceção é a Antena 2, que acho inferior à RNE 2, gosto mais do modelo da irmã espanhola, fundamentalmente musical.
Regra em geral, creio que a rádio portuguesa, sobretudo as musicais, são superiores às congéneres espanholas.
Nós, como em muitos outros sectores, estamos habituados a fazer mais com menos.
Quer em termos de plástica, quer em selecção de playlist, quer em comunicação com o público alvo, somos melhores.
Há aqui um debate consensual em que afirmamos que os espanhóis ganham-nos, em larga distância, em conteúdos com palavra.
O problema que às vezes sinto ao escutar uma RNE, uma SER ou uma Onda Cero, é que às vezes «dispersam» na conversa, acabando por alguns espaços serem meras conversas de café. Mas lá está, é uma característica dos espanhóis. Apesar de Espanha ser um mosaico de nações, vamos por exemplo a qualquer vila da Extremadura a um fim-de-semana e é muito comum ver todo o comércio fechado, à excepção de bares e cafés, com matinés e praças apinhadas de gente. O convívio ainda é norma!
Por fim, sobre a nossa M80.
É engraçado que uma marca trazida pelos espanhóis da PRISA, se tenha fixado e resistindo, primeiro, ao término da marca-mãe e segundo, à venda da MCR aos alemães da Bauer.
Para mim, existem alguns factores que explicam isso:
- A determinada altura, a M80 expandiu a sua cobertura pela RRS, com o fim do Rádio Clube;
- Perceberam cedo que tinham que abandonar a plástica que a marca mãe usava, diversificando o seu leque musical;
- A MCR soube trazer à antena bons comunicadores dos seus quadros, havendo uma espécie de mistura entre «novos» e os mais velhos da Rádio Comercial (à excepção do Pedro Ribeiro que tem lugar cativo. Até o Markl já andou pela M80);
- O povo português é particularmente saudosista, talvez mais que os espanhóis. Às vezes sinto que em Espanha se constrói algo sempre a pensar no futuro e cá é sempre no imediato;
- A M80, de 80 tem cada vez menos. Consegue muito bem apanhar os saudosistas dos anos 90 e, até, aos dos anos 00 e 10. Já se ouvem canções da década passada, por incrível que pareça! Ora isso trás uma renovação do público, sem perder grande parte dos seus maiores fiéis.
Se há coisas que não gosto na M80? Claro que sim!
Por exemplo, haviam programas de autor. Era fiel ouvinte do Zona X da Sandra Ferreira, aos Domingos à noite.
Preferiram substituir os programas de autor por playlist, sem animação em directo.
Também acho as manhãs, sobretudo com a saída da Vanda Miranda, um pouco mortiças. Não sou particular fã da Susana Romana e não tenho pachorra para aquela conversa de filhinhos...
Mas, na generalidade, apesar de se poder melhorar bastante a diversidade musical da M80, acho-a um produto bom e melhor que a congénere Los40 Classic.