Eu não concordo que os estúdios "locais" tenham de estar mesmo no munícipio do alvará, mas na região a que pertencem. Por exemplo, 107.2 e 101.0 poderiam sair do Porto dos estúdios na Pedro Hispano, dado que são emissores da AMP. Por outro lado, percebo que isso tem um reverso da medalha para quem faz a emissão local que é, longe da vista, longe do coração, e isso trava a capacidade de progressão na carreira, sendo certo, que, ilusões não tenhamos, manhãs e tardes continuariam a ser emissão nacional. Posto isto, é óbvio que não faz sentido alguém que está a fazer a M80 Sabugal, a Cidade de Loulé ou a Mega de Rio Maio, e que por mero acaso até é da região (
exemplos ficcionados, para não pensarem que estou a dar recados), não possa estar a emitir a partir da sua região.
Se estamos assim é porque enquanto sociedade falhamos.
Do meu ponto de vista, o poder político foi responsável para o estado a que isto chegou.
1- Desorganização do espectro;
2- Rádios locais em excesso;
3- Não avançamos para as rádios distritais;
4- Não se exigiu às rádios nacionais generalistas que tivessem uma ou duas horas por regiões, para a informação e debate sobre a região para a qual transmitem;
5- Não houve qualquer estratégia para criar e desenvolver com sucesso um canal regional no seio da RDP;
6- Uma ERC preocupada com lugares e "esquemas" em vez de regular verdadeiramente. Foi para isso que foi criada: regular.
Com exceção do ponto 6, sobre o qual não me pronuncio, do 1 ao 5 há total razão. Nomeadamente no 1, o espectro está saturadíssimo de rádios robots (e não estou a falar de nenhuma das nacionais, oficiais ou oficiosas).
Como o tópico é sobre a M80, acrescento ainda que esse modelo com coberturas regionais poderia ser muito interessante, permitindo à M80 ter uma rede nacional e ao mesmo tempo, termos uma generalista regional. Aliás, M80 e RR deveriam evoluir justamente nesse sentido, por forma a que os três grandes grupos tivessem 1 rádio generalista forte.