Hoje piquei os 90.4 e dei conta que a estrela das tardes está a fazer emissão remotamente, talvez a partir de casa.
Fiquei com a ideia que lhe deram um telemóvel com uma app qualquer para ligar ao estúdio e falar com o Alberto, contudo, não usa fones. Percebe-se mesmo que ela esta a falar afastada do telemóvel, dá ideia que está a fazer outras coisas enquanto "faz rádio", e, como existe um atraso de milésimos segundos, o som que sai da coluna do telemóvel entra pelo micro e faz um feedback muito difícil de controlar.
Por estes dias alguém chamava bagunça total ao programa da tarde, hoje eu subscrevo.
O Alberto deve suspirar muitas vezes para aturar isto.
A Luciana Abreu - calhou que ouvi no mesmo exato dia que tu, vê bem - parece de facto estar com emissão remota, sim. Sem dizer que ela não entra em boa parte da hora, tem isso sim os chamados "momentos" em que ela entra e de resto é sempre o Alberto Rocha, assessorado às meias horas pelo Vítor Figueiredo e à hora certa pela mesma jornalista que já fazia os topos de hora.
A impressão de que houve um corte de orçamento no que é a 2ª hora de ponta parece notória a este ponto.
Quando entram as intervenções dela, ou ela não usa fones, ou se os usa está com um volume altíssimo, tão alto que entra para o microfone que ela usa e depois entre idas e retornos começa a subir cada vez mais o feedback de forma francamente notória e desconfortável para quem vai no carro. Sem dizer que fica um eco tremendo até nas intervenções dela porque são ouvidas em 2 sítios: no equipamento dela e no do Alberto Rocha, que deixa a via aberta.
A coisa só não é pior porque o Alberto Rocha vai cortando ocasionalmente o som que vem do lado dela, o que acaba com o feedback, mas só enquanto ele intervém. Assim que a Luciana entra, já era, começa outra vez. Sem dizer que as intervenções dela são, como dizer... pouco relevantes. No dia 30 uma das intervenções foi sobre quantas vezes aparecia não sei o quê - ela lança um palpite, ficam ali a falar um minutito, vão para música, depois volta o Alberto e a Luciana e aí a Luciana disse que eram 18 ou 17 vezes, nem retive porque o som não estava grande coisa. São coisas muito pouco pertinentes.
A certa altura o Alberto Rocha está a falar da Luciana Abreu, que também faz parte das tardes e etc, e chama pela Luciana e a Luciana nada, nem pio. Passam-se uns bons 5/10 segundos e o Alberto, com aquela tarimba de quem faz disto há muitos anos, diz gentilmente em antena: "Luciana, é a tua deixa.", e aí a Luciana entra e diz "Ah, muito bem!". Ou seja, estava distraída da própria emissão rádio.
Para evitar o feedback ou a Luciana Abreu corta o volume da coluna para 1/3 do que está, que dos meus testes é o máximo a que pode estar sem começar a fazer feedback, ou usa auriculares nem que seja wireless se quer estar a fazer coisas enquanto entra em antena. Há auriculares wireless com bons microfones. A qualidade do microfone atual é meio roufenha mas passável sendo uma ligação remota, mas sempre pensei que ela estivesse em estúdio. Agora a questão do feedback é que não pode mesmo ser.
Colocaram o Vítor Figueiredo a fazer o trânsito para Lisboa e Porto, o que se torna meio problemático porque ele não tem a cadência necessária para o boletim do trânsito e faz-me boletins de trânsito com 4 minutos ou mais, preferia a Alexandra a fazê-lo. Também é ele quem faz os noticiários às meias horas, mas aí tudo bem. A música é absolutamente caótica, parecia que estava a ouvir outra vez a Rádio Festival. Fomos de música popular portuguesa num momento para música internacional pop dos anos 2000 noutro, são mundos demasiado díspares. A corrigir urgentemente.
Fatinha nem vê-la, a mesma coisa quanto aos prometidos
chochos bigalhudos, os quais eu gostaria muito de receber mas como só ouvi meia hora (17h30-18h05) porque foi numa viagem à Murtosa, não tive oportunidade de os caçar. Fica para a próxima.
Já não era muito bom nas tardes do CMR, mas conseguiu piorar um pouco... skill issues à mesma, mas por razões diferentes. A questão é que estes parecem mais fáceis de resolver. O que apesar de tudo, acaba por ser uma evolução. Pelo menos desta vez o pivot principal domina melhor a continuidade.
Nota negativa por fim para a cobertura de 94.8 - vi-me em extremas dificuldades para conseguir segurar um sinal limpo do CMR na A29 a partir de Ovar Norte, e mesmo na zona de Estarreja/Murtosa ouvia-se de forma muito instável e com zonas de sombra. Inesperado para um emissor do Monte da Virgem, leva-me a crer que não estará a carburar a 100%.