Pedro Mourinho é um caso à parte. É um senhor e um dos melhores da sua geração. É conciso, objectivo, de raciocínio equilibrado e longe de ser repetitivo, supérfluo ou maçador comparativamente com as outras jornalistas em apreço.
É no puro direto que se realça o profissionalismo que se tem, ou não, porque estar à frente de um monitor ou de um teleponto, até eu com a minha barriguinha, como dizia o saudoso Jorge Perestrelo.
Se peca por estar onde está? Talvez, mas ninguém o empurrou para lá. Foi uma escolha ao que consta, não apenas mas também, devido a algum descontentamento com o canal de Queluz após o regresso como enviado especial à guerra na Ucrânia.
Já me cruzei com ele dois pares de vezes, mas não posso dizer que o conheço. Conheço sim o seu trabalho e a sua carreira desde o primeiro momento, com início na rádio durante os anos 80, incluíndo curiosamente a boa e antiga CMR e a partir de 90 na televisão, onde passou por todas, leia-se RTP, SIC/SIC Notícias, TVI/CNN e agora o NOW.