A única avaliação de que é um lixo é mesmo feita por gente conservadora. Tem a mesmíssima densidade que a música de dança sempre teve, e é música para dançar. Esperava o quê, uma Anitta feita Luís Represas?
Isto é conversa que tem aqui coisas encapotadas. A começar por se colocar a culpa na imigração. É falso, totalmente falso, a penetração de música brasileira em PT - e deste tipo - tem 30 anos.
Em relação aos consumos, isso é evidente. Por exemplo, a Mega não me parece que tenha um grande auditório de Brasileiros, e passa funk, ocasionalmente mais, agora anda numa maré de menos, mas passa.
Em relação às letras, não vamos voltar a essa conversa, mas, sim, o funk, objetivamente tem uma objetificação da mulher, embrulhada sobre o papel de empoderamento, com a qual é preciso ter algum cuidado. Se fosse programador musical numa rádio, se calhar algumas canções encostava totalmente, mas é preciso ter equilíbrio e bom-senso.
Agora, nesta rádio, que é useira e vezeira em comentários a roçar o obsceno, o funk é o menor dos problemas.