Bom dia. Infelizmente, não tenho tido a oportunidade de escrever no fórum, mas foi com agrado que li este post sobre alguns história da Rádio Placard mas há algumas imprecisões, acredito por desconhecimento ou confusão . A Placard originária nasceu na Rua de Santa Catarina, mais precisamente nas Galerias Atlantis e pode lá ficou até ser adquirida pela IURD, ou seja, pelas Galerias esteve mais de 10 anos. Só depois da aquisição se mudou para a Rua de Camões, embora já lá estivessem pouco tempo antes os escritórios da rádio. O emissor da Placard nasceu no terraço das Galerias e por lá ficou durante muito tempo. Aquando da mudança para a Rua de Camões, o emissor foi deslocado para o edifÃcio do Gato Preto, aproveitando a antena da extinta Rádio Claquete, que por lá tinha ficado uma vez que nesse edifÃcio coabitaram duas rádios piratas , a Claquete e a Activa no seu inÃcio. A Claquete tinha condições de excelência nesse edifÃcio das bombas de gasolina. Com a legalização, a Claquete fechou por não ter ficado com alvará e a Activa mudou-se para Costa Cabral
Quanto á Placard, o malogrado Antônio Paulus, fez esse espaço de desporto mas também foi o dinamizador de um excelente programa da manhã, com o apoio dos cafés Bicafe, slogan do programa da manhã da Placard. Nunca houve transmissão em simultâneo do espaço Alvo da Om da Renascença e Placard mas sim um programa semanal Alvo com apresentação do Jorge Peixoto e mais tarde o programa " Resenha Desportiva " que vinha da OM da Rádio Porto, mais tarde no FM da Rádio Comercial Norte. O Trindade Guedes não fez programa na Placard pois era o repórter de excelência de pista de rua da Bola Branca. Quanto ao Quadrante Norte, ele passou pela Placard mas sem o Gomes Amaro, saltando inclusive para a Rádio Festival sem o Gomes Amaro, sendo este ocupado por um outro relatador brasileiro, que tinha trabalhado na Rádio Cidade, quando está fazia relatos. O Gomes Amaro nessa altura abandonou o Quadrante Norte para estar a relatar na Rádio Metropolitana, em Valongo, ex Prisma - Rio Tinto, mais tarde NFM Porto e Valongo. Resta referir que o Quarteirão do Marquês de Pombal era a zona do paÃs na década de 80 com mais radios piratas por M2, a saber: Rádio Claquete, Rádio Activa, Rádio Clube Portuense, Rádio DelÃrio, Rádio Festival, Rádio Placard e Rádio Invicta
tudo, entre Rua da Alegria, Constituição e Costa Cabral. Se fosse anexar mais um quarteirão, o Porto foi a cidade do paÃs com mais radios piratas em apenas 5km2. Olhando para os dias de hoje, o Porto está morto. Nuno Brito, se gosta de rádio e se é do Porto, sempre pode contribuir para o renascer da Radio no Porto. Há hoje em dia três projectos de Radios On line, cada um no seu estilo com pernas para andar: Radio Portuense, Rádio Engenharia e Rádio Transforma, podendo associar cada um deles a uma espécie de ex piratas. A Rádio Transforma é constituÃda por ex elementos da Rádio DelÃrio, a melhor rádio pirata que o Porto teve, em termos técnicos. A Rádio Engenharia tenta recuperar o espÃrito da ex Rádio Universitária do Porto e a Portuense é um fenômeno nas redes sociais desde que se juntou ao Porto Canal, relatando o FCPorto, tendo actualmente mais de 60 000 seguidores no Facebook, sendo a Rádio do Porto com mais seguidores a seguir á Nova Era, tudo on line. É obra. Por aqui me fico. Espero que tenha contribuÃdo para alguns discussão sobre o tema. Muita coisa há a contar dos meandros da Rádio no Porto, dos negócios obscuros, da partidarite ao actual marasmo no FM, embora com novidades em breve com a pseudo rádio de desporto e quem sabe, de novidades na Nova. Mas, olhe para o on line... é por lá que tudo poderá renascer.