Penso que essas passagens são feitas através dos softwares de automação. Não sei qual é usado na Rádio Observador. Já na Record e na RDS é o software de automação AVA.
Do que se falou lá atrás, misto de Dalet na nacional com Ava na emissão local, com uma plataforma intermédia para falar com ambas, uma API.
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Tecnicamente algo complexo: exige scripting para falar com ambas as linguagens de programação que as plataformas usam (normalmente em C/C+ dado serem programas projetados para Windows, embora não obrigatório).
Neste caso, o primeiro script pode por exemplo ser um simples if;else que verifica se x ficheiro (o jingle de final de boletim) é emitido a y intervalo de horas. Se é, dá ordem ao programa na receção (o Ava) para emitir. Quando determinadas horas marcarem, um simples segundo script em Viseu lança a emissão de volta para a emissão nacional, recebida via IP, com uma comunicação ao API do Ava para fazer fade-out com x milissegundos (500ms), opção configurável no próprio programa.
Sem necessidade de técnicos, com alta fiabilidade, assim haja Internet, e mesmo potencialmente independentemente de algum sistema de emissão falhar (basta definir que se o Ava não der "up" em x tempo, anteriormente testado, lançam por exemplo o Winamp e emitem ficheiros em sequência). Embora ambos sejam sistemas muito maduros e portanto não sejam de falhar; o pior nisso é mesmo na emissão nacional, por causa... do acesso à BD.
Bauer e RR emitem via satélite, que é configurado ao nível do emissor e até onde sei não habitualmente extraído para um PC local, daí não haver emissão online das emissões "locais" e terem a necessidade do mesmo exato software ao nível da automação ou da pré-configuração da mesa. Também não têm PCs locais, que saiba. Em qualquer caso, estão vinte anos atrasados tecnicamente face ao Observador, neste momento.
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Referência local ao concurso da pêra de Esmolfe, em Penalva do Castelo. Fazem mais emissão local que a M80 faz. lol
Quanto a relatos do Académico de Viseu ou do Tondela, à semelhança do que ocorre na emissão local, certamente que existirão se forem rentabilizáveis localmente, é dinheiro extra. Possivelmente alguma da pub original pode não ter sido escolhida pela marca para passar em Viseu ou são contratos que não incluem a empresa da Emissora das Beiras ou ainda não foram atualizados por exemplo.