Simples.
Basta ver o jornal da noite da SIC, noticia de abertura e reportagem com a conferencia de imprensa do chefe dos Bombeiros Portuenses e depois digam onde está o microfone da Observador ainda no inicio do incendio.
Já que não consigo colocar a imagem.
Jornal da Noite, 20h. E depois digam se inventei.
A pergunta que se impõe: afinal esteve ou não esteve alguém da Observador a cobrir o incêndio?
Que obsessão, Jesus...
É óbvio que não, nisso, bem como noutras ocasiões e depois ainda leio aqui frequentemente que a Observador tem que garantir uma cobertura territorial do Minho ao Algarve. Eu compreendo perfeitamente o "Zeca" pois só quem vive fora dos centros e não pertence a nenhum dos "poderosos" entende isto. O país para crescer em conhecimento e em diversidade de opiniões não precisa de um rádio como essa, que redunda grande parte da sua emissão nas 4 paredes do estúdio de Lisboa. O que precisamos é de reduzir as assimetrias entre o litoral e o interior, entre as grandes áreas metropolitanas e os concelhos fora desses eixos. De que serve haver um Ministério da Coesão Territorial, quando os reguladores e decisores estão se a lixar para isso e são permissivos quanto à canibalização das rádios locais/regionais? Não se trata de uma "pancada" ou de "arranjar vida própria", trata-se de haver coerência nas decisões tomadas. Basta olhar para as maiores potências da Europa (Espanha, Itália, Alemanha, etc) e as suas regiões (autónomas) e as consequentes decisões baseadas na defesa de uma sociedade que valoriza os seus valores culturais, entre outros.
Ora aí está uma crítica com substância ao centralismo.
O discurso de coitadinho de alguns portuenses, relegando um ostracismo do Norte, tendo implícito um aproveitamento para puxar soberania do país única e exclusivamente para a cidade do Porto, é tão anos 80 e 90. Se na altura fazia algum sentido, hoje nem por isso.
Este assunto se colocaria se fosse, por exemplo, em Portalegre? Também é uma capital de distrito onde, aposto que, talvez tirando a fatídica CMTV e, quiçá a RTP, mais nenhum OCS nacional abordaria.
Sobre a Rádio Observador, concordo em parte. Mas hoje em dia, por variadíssimos factores, estamos órfãos de uma rádio «que vá ao fim da rua, ao fim do Mundo».
Mas há uma diferença nas génese, não só temporal e conjuntural entre a Rádio Observador e a TSF. A TSF foi feita por gente da rádio (independentemente do inevitável fim de cooperativa) e isso sente-se ainda hoje.