“pdnf”, embora Rio Maior e Fátima estejam relativamente próximos, como sabe, entre ambas as localidades situa-se a serra de D’Aire e Candeeiros. As leis da Física ditam o resto, não é possível haver propagação de sinal para o lado oposto da serra quando se tem obstáculos de rocha maciça com centenas de metros de altitude, situando-se o emissor numa cota mais baixa que os cumes das serras. O assunto tem sido reiteradamente discutido neste espaço, assim como hipotéticos cenários para minorar o problema, acresce a mais-valia deste emissor contemplar uma microcobertura que é mesmo eficaz.
Devo dizer, ainda, para a área com cobertura de sinal, o par 92.6/99.5 OBSRVDOR está bem dimensionado, atendendo às baixas potências irradiadas. Aqui em Santarém, a cerca de 30 km da fonte de sinal, o sinal apresenta-se no máximo e estável, até parece um centro emissor de Montejunto. Embora o desempenho de receção seja muito bom em automóveis e recetores fixos nos interiores dos edifícios, verifica-se diferenças de receção em relação aos emissores de Montejunto nos recetores portáteis, em interiores.
Na margem sul do Tejo, por exemplo pela congestionada EN118, a força de sinal verificada na receção de 92.6 é bastante interessante, verificando-se a comutação com 93.7 em Samora Correia.
A fiabilidade de funcionamento deste par emissor (92.6/99.5) possibilita que seja utilizada a emissão da OBSRVDOR no radiodespertador.
Nesta onda em que tudo se classifica:
Veredicto de ouvinte para 92.6/99.5 OBSRVDOR: 8|10 (BOM, atendendo às baixas potências atribuídas legalmente. Caso o par de emissores propagasse sinal para norte como acontece para sul, o veredicto seria de Excelente).
Continuamos com lacuna de sinal entre Minde e Cantanhede, enfim…