Autor Tópico: Rádio Observador  (Lida 809139 vezes)

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Re: Rádio Observador
« Responder #2715 em: Maio 27, 2024, 04:25:08 pm »
A Observador com uns 8 ou 9 emissores assegura grande parte do país.
No meu ver a lei da rádio esta desatualizada.
12 emissores em cadeia seria o suficiente.
Algarve,Alentejo,Setubal,Lisboa,Leiria,Aveiro,Coimbra,Viseu,Guarda,Vila Real,Braga e Porto.
Isso e uma redução das 8 para 6 horas.
Muitas rádios locais moribundas que poderiam ser aproveitadas para a Observador,Smooth,Cidade ou Mega.
Acredito que muitas regiões não teem melhor oferta por terem que ter emissão local.
Digo ja,6 horas de emissão local numa musical era bem fácil.
E vejo caso da M80 que está um pouco limitada por causa disso mesmo.
Até acho que 5 seria o ideal...
Se fossem 5 horas,nalguns casos seria,pegando numa Smooth,Mega ou Cidade o equivalente ao painel da tarde (11-16).

Eu nem vejo é necessidade disso. Como já referi, preferia que existissem alguns desdobramentos pontuais para noticiários regionais e estava feito. Faz-se muitas vezes a comparação com Espanha mas nem isso faz sentido. Aqui não há Comunidades, logo, não há atualidade política regional. Rádios a debitar caciques da Câmara Municipal, passo. Acho mais relevante haver emissões musicais feitas a partir da região, que permitam criar clusters artísticos fora das regiões, tendo músicos em estúdio, convidados, etc, do que noticiários de hora a hora a dar nota da criação de um novo passeio em S. Romão de Vila Airada de Baixo.

As emissões locais são uma anormalidade da forma que estão pensadas, mas com o PS a continuar a governar via Assembleia, não me parece que haja possibilidade de as mesmas acabarem.

Com esse pensamento amorfo que quem está em Lisboa bate palmas. A vida politica da cidade de Lisboa é que é importante. De facto é muito importante para um portuense saber o que o municipio de Lisboa faz ou para alguemde Bragança saber das obras em Lisboa. Os tipicos bobos da Corte nunca acabaram.
Ninguém quer saber.


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joao_s

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Re: Rádio Observador
« Responder #2716 em: Maio 30, 2024, 08:40:46 pm »
A atual lei da rádio, totalmente obsoleta e desenquadrada à realidade atual, entrou em vigor na segunda metade da década de 80, com o objetivo de regular um setor em que reinava uma certa anarquia, refiro-me ao período das rádios piratas. Nesse período, proliferavam emissões por todo o lado, a maioria de uma mediocridade atroz, o espectro radio-elétrico encontrava-se congestionado, emissores mal especificados/afinados criavam interferências devido aos sucessivos harmónicos, replicação da frequência principal por outras frequências da banda FM, direitos de autor não interessavam para nada e, portanto, foi necessário colocar ordem, numa situação à beira do descontrolo. A regulamentação e legalização de então fez sentido neste contexto e não foi pacífica, não podia ser brusca, pois a contestação seria generalizada. Aliás, mesmo assim, a imprensa da altura deu eco de inúmeras reclamações de rádios piratas que foram silenciadas contra a vontade dos próprios e das populações, os concelhos não podiam ter mais do X rádios, portanto, algumas ficaram de fora. Por exemplo, a Rádio Cidade Brasileira esteve em vias de ser silenciada e, não obstante o assunto ter sido ultrapassado, foi uma que contestou a lei, uma vez que esta estrangulava o seu projeto.

Não obstante a mediocridade reinante no universo pirata, haviam ilhas de uma certa excelência, emissões bem feitas e com propósitos delineados. Aqui, tínhamos os 92.7 Rádio Piranha, no concelho vizinho de Almeirim, em 1985, a rádio pirata que deu origem aos 104.0 RCA-RIB. emitiu, num fim de semana de nevoeiros persistentes, uma dramatização radiofónica da “Guerra dos Mundos”, procurando recriar a emissão que a rádio norte-americana CBS tinha colocado no ar 46 anos antes, em 1938, e que gerou o pânico generalizado nos ouvintes. Essa emissão ficou na história da rádio internacional e a adaptação do livro H. G. Wells para rádio foi feita pelo rebelde diretor de cinema Orson Welles, então em início de carreira. Foi a primeira vez que tomei conhecimento deste episódio da rádio mundial e que dá que sobre o poder da manipulação.

Hoje, esta lei da rádio não faz o mínimo de sentido. Por um lado, salvo algumas exceções, as rádios locais deixaram de ter impacto nas comunidades, na maioria dos casos ninguém as ouve,  não criam nenhumas dinâmicas e, por isso, são inviáveis; por outro lado, estes normativos impedem o surgimento de projetos que têm interesse para a população em geral. Isto não é pluralismo.

Por que motivo um operador que resolva iniciar atividade, cumprindo um conjunto de requisitos e especificações, autorizado a emitir, apenas pode dispor de 6 emissores em cadeia 24h/dia. Porque não 8, 10, 12… , se o mercado criar condições para tal desiderato? Porque motivo, ultrapassados os tais 6 emissores, esse operador é obrigado a cumprir horas de emissão local, quando isso é um incómodo para os ouvintes e financeiramente incomportável (sabendo de antemão que experiências passadas falharam)? Hoje, as comunidades não funcionam da mesma forma que na década de 80, os hábitos e interesses mudaram, menos a lei rádio, que teima em prejudicar o setor e os ouvintes, impondo um conjunto de regras rígidas e desadequadas, à maneira de um sistema totalitário.

---/APONTAMENTO/---
Sem o lançamento da rádio FM, não conhecíamos nada disto, nem estávamos a par da cultura popular dos  países congéneres. Pesquisas filtradas permitem encontrar material a que poucos têm acesso. Frequências onde se escutou a emissão entre parêntesis.

Banda popular no início dos anos 80, graças à radio FM. O estilo celta do tema e o fervilhar de cultura popular, encantou muita gente (excerto TopOfThePops da BBC) | Quando a perfeição toma forma de música.

DEXYS MIDNIGHT RUNNERS – The Celtic Soul Brothers (1982) »7,5|10» [97.4 FM Estéreo RComercial];     DIRE STRAITS - Private Investigations (1982) »10|10» [97.4 FM Estéreo RComercial]

Um certo estilo de música que se associava a ambientes universitários (excerto TopOfThePops da BBC) | A moda chegou até cá, o verde destaca-se no clip. | Quando é criticado o lixo televisivo e a lavagem mental.

THE BEAUTIFUL SOUTH - Song For Whoever (1989) »9|10» [91.7 * 104.1 RFM];  PREFAB SPROUT - Golden Calf (1988) »8|10» [106.8 RFM]; CUTTING CREW - One For The Mockingbird (1987) »7,5|10» - ADVERTÊNCIA: Imagens cintilantes - [106.8 RFM]

Vídeo musical provocador, os papeis estão trocados, mulher controladora e homem submisso. Alusivo à Pop Art, embora a música não seja nada de especial. | Radialista na ‘BBC Radio 2’ e músico, coloca as influências Jazz numa perspetiva moderna.

BILLY IDOL - Cradle Of Love (1990) »5|10» [91.7 * 104.1 RFM];  JAMIE CULLUM - Hang Your Lights (2020) »9|10» [97.7 SMOOTH]

Nem tudo passa na rádio, este tema popular dos anos 90 fazia parte do CD de instalação do Windows 95 (o tal que fazia crashs frequentes), por exemplo, o software de produtividade Office desse tempo, tinha como slogan “Sinta-se em casa” e foi apropriado por uma estação de rádio, a Nostalgia. O vídeo faz alusão a uma série juvenil muito popular da televisão norte americana da década de 70, que passou na RTP1 na década de 80. Essa série retratava a juventude da década de 50.

WEEZER - Buddy Holly (1994)

Zeca 2021

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Re: Rádio Observador
« Responder #2717 em: Maio 31, 2024, 10:16:51 am »
A atual lei da rádio, totalmente obsoleta e desenquadrada à realidade atual, entrou em vigor na segunda metade da década de 80, com o objetivo de regular um setor em que reinava uma certa anarquia, refiro-me ao período das rádios piratas. Nesse período, proliferavam emissões por todo o lado, a maioria de uma mediocridade atroz, o espectro radio-elétrico encontrava-se congestionado, emissores mal especificados/afinados criavam interferências devido aos sucessivos harmónicos, replicação da frequência principal por outras frequências da banda FM, direitos de autor não interessavam para nada e, portanto, foi necessário colocar ordem, numa situação à beira do descontrolo. A regulamentação e legalização de então fez sentido neste contexto e não foi pacífica, não podia ser brusca, pois a contestação seria generalizada. Aliás, mesmo assim, a imprensa da altura deu eco de inúmeras reclamações de rádios piratas que foram silenciadas contra a vontade dos próprios e das populações, os concelhos não podiam ter mais do X rádios, portanto, algumas ficaram de fora. Por exemplo, a Rádio Cidade Brasileira esteve em vias de ser silenciada e, não obstante o assunto ter sido ultrapassado, foi uma que contestou a lei, uma vez que esta estrangulava o seu projeto.

Não obstante a mediocridade reinante no universo pirata, haviam ilhas de uma certa excelência, emissões bem feitas e com propósitos delineados. Aqui, tínhamos os 92.7 Rádio Piranha, no concelho vizinho de Almeirim, em 1985, a rádio pirata que deu origem aos 104.0 RCA-RIB. emitiu, num fim de semana de nevoeiros persistentes, uma dramatização radiofónica da “Guerra dos Mundos”, procurando recriar a emissão que a rádio norte-americana CBS tinha colocado no ar 46 anos antes, em 1938, e que gerou o pânico generalizado nos ouvintes. Essa emissão ficou na história da rádio internacional e a adaptação do livro H. G. Wells para rádio foi feita pelo rebelde diretor de cinema Orson Welles, então em início de carreira. Foi a primeira vez que tomei conhecimento deste episódio da rádio mundial e que dá que sobre o poder da manipulação.

Hoje, esta lei da rádio não faz o mínimo de sentido. Por um lado, salvo algumas exceções, as rádios locais deixaram de ter impacto nas comunidades, na maioria dos casos ninguém as ouve,  não criam nenhumas dinâmicas e, por isso, são inviáveis; por outro lado, estes normativos impedem o surgimento de projetos que têm interesse para a população em geral. Isto não é pluralismo.

Por que motivo um operador que resolva iniciar atividade, cumprindo um conjunto de requisitos e especificações, autorizado a emitir, apenas pode dispor de 6 emissores em cadeia 24h/dia. Porque não 8, 10, 12… , se o mercado criar condições para tal desiderato? Porque motivo, ultrapassados os tais 6 emissores, esse operador é obrigado a cumprir horas de emissão local, quando isso é um incómodo para os ouvintes e financeiramente incomportável (sabendo de antemão que experiências passadas falharam)? Hoje, as comunidades não funcionam da mesma forma que na década de 80, os hábitos e interesses mudaram, menos a lei rádio, que teima em prejudicar o setor e os ouvintes, impondo um conjunto de regras rígidas e desadequadas, à maneira de um sistema totalitário.

---/APONTAMENTO/---
Sem o lançamento da rádio FM, não conhecíamos nada disto, nem estávamos a par da cultura popular dos  países congéneres. Pesquisas filtradas permitem encontrar material a que poucos têm acesso. Frequências onde se escutou a emissão entre parêntesis.

Banda popular no início dos anos 80, graças à radio FM. O estilo celta do tema e o fervilhar de cultura popular, encantou muita gente (excerto TopOfThePops da BBC) | Quando a perfeição toma forma de música.

DEXYS MIDNIGHT RUNNERS – The Celtic Soul Brothers (1982) »7,5|10» [97.4 FM Estéreo RComercial];     DIRE STRAITS - Private Investigations (1982) »10|10» [97.4 FM Estéreo RComercial]

Um certo estilo de música que se associava a ambientes universitários (excerto TopOfThePops da BBC) | A moda chegou até cá, o verde destaca-se no clip. | Quando é criticado o lixo televisivo e a lavagem mental.

THE BEAUTIFUL SOUTH - Song For Whoever (1989) »9|10» [91.7 * 104.1 RFM];  PREFAB SPROUT - Golden Calf (1988) »8|10» [106.8 RFM]; CUTTING CREW - One For The Mockingbird (1987) »7,5|10» - ADVERTÊNCIA: Imagens cintilantes - [106.8 RFM]

Vídeo musical provocador, os papeis estão trocados, mulher controladora e homem submisso. Alusivo à Pop Art, embora a música não seja nada de especial. | Radialista na ‘BBC Radio 2’ e músico, coloca as influências Jazz numa perspetiva moderna.

BILLY IDOL - Cradle Of Love (1990) »5|10» [91.7 * 104.1 RFM];  JAMIE CULLUM - Hang Your Lights (2020) »9|10» [97.7 SMOOTH]

Nem tudo passa na rádio, este tema popular dos anos 90 fazia parte do CD de instalação do Windows 95 (o tal que fazia crashs frequentes), por exemplo, o software de produtividade Office desse tempo, tinha como slogan “Sinta-se em casa” e foi apropriado por uma estação de rádio, a Nostalgia. O vídeo faz alusão a uma série juvenil muito popular da televisão norte americana da década de 70, que passou na RTP1 na década de 80. Essa série retratava a juventude da década de 50.

WEEZER - Buddy Holly (1994)

Portugal devia ser um caso de estudo.
O centralismo é um cancro tão grande que consegue transformar um pais no unico caso no mundo.
Emissões locais e regionais há em todo o mundo, com as pessoas a olharem primeiro para a sua região. Por alguma razão as pessoas apoiam o clube da sua terra e não o clube da terra dos outros. Ninguém quer saber da sua capital. ,
Em Portugal, os puritanos defensores do centralismo acham que sempre que o país se resume a 84km2 e enquanto existir esta mentalidade, mais pobre fica Portugal.

Só em Portu

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Re: Rádio Observador
« Responder #2718 em: Maio 31, 2024, 10:34:56 am »
A atual lei da rádio, totalmente obsoleta e desenquadrada à realidade atual, entrou em vigor na segunda metade da década de 80, com o objetivo de regular um setor em que reinava uma certa anarquia, refiro-me ao período das rádios piratas. Nesse período, proliferavam emissões por todo o lado, a maioria de uma mediocridade atroz, o espectro radio-elétrico encontrava-se congestionado, emissores mal especificados/afinados criavam interferências devido aos sucessivos harmónicos, replicação da frequência principal por outras frequências da banda FM, direitos de autor não interessavam para nada e, portanto, foi necessário colocar ordem, numa situação à beira do descontrolo. A regulamentação e legalização de então fez sentido neste contexto e não foi pacífica, não podia ser brusca, pois a contestação seria generalizada. Aliás, mesmo assim, a imprensa da altura deu eco de inúmeras reclamações de rádios piratas que foram silenciadas contra a vontade dos próprios e das populações, os concelhos não podiam ter mais do X rádios, portanto, algumas ficaram de fora. Por exemplo, a Rádio Cidade Brasileira esteve em vias de ser silenciada e, não obstante o assunto ter sido ultrapassado, foi uma que contestou a lei, uma vez que esta estrangulava o seu projeto.

Não obstante a mediocridade reinante no universo pirata, haviam ilhas de uma certa excelência, emissões bem feitas e com propósitos delineados. Aqui, tínhamos os 92.7 Rádio Piranha, no concelho vizinho de Almeirim, em 1985, a rádio pirata que deu origem aos 104.0 RCA-RIB. emitiu, num fim de semana de nevoeiros persistentes, uma dramatização radiofónica da “Guerra dos Mundos”, procurando recriar a emissão que a rádio norte-americana CBS tinha colocado no ar 46 anos antes, em 1938, e que gerou o pânico generalizado nos ouvintes. Essa emissão ficou na história da rádio internacional e a adaptação do livro H. G. Wells para rádio foi feita pelo rebelde diretor de cinema Orson Welles, então em início de carreira. Foi a primeira vez que tomei conhecimento deste episódio da rádio mundial e que dá que sobre o poder da manipulação.

Hoje, esta lei da rádio não faz o mínimo de sentido. Por um lado, salvo algumas exceções, as rádios locais deixaram de ter impacto nas comunidades, na maioria dos casos ninguém as ouve,  não criam nenhumas dinâmicas e, por isso, são inviáveis; por outro lado, estes normativos impedem o surgimento de projetos que têm interesse para a população em geral. Isto não é pluralismo.

Por que motivo um operador que resolva iniciar atividade, cumprindo um conjunto de requisitos e especificações, autorizado a emitir, apenas pode dispor de 6 emissores em cadeia 24h/dia. Porque não 8, 10, 12… , se o mercado criar condições para tal desiderato? Porque motivo, ultrapassados os tais 6 emissores, esse operador é obrigado a cumprir horas de emissão local, quando isso é um incómodo para os ouvintes e financeiramente incomportável (sabendo de antemão que experiências passadas falharam)? Hoje, as comunidades não funcionam da mesma forma que na década de 80, os hábitos e interesses mudaram, menos a lei rádio, que teima em prejudicar o setor e os ouvintes, impondo um conjunto de regras rígidas e desadequadas, à maneira de um sistema totalitário.

---/APONTAMENTO/---
Sem o lançamento da rádio FM, não conhecíamos nada disto, nem estávamos a par da cultura popular dos  países congéneres. Pesquisas filtradas permitem encontrar material a que poucos têm acesso. Frequências onde se escutou a emissão entre parêntesis.

Banda popular no início dos anos 80, graças à radio FM. O estilo celta do tema e o fervilhar de cultura popular, encantou muita gente (excerto TopOfThePops da BBC) | Quando a perfeição toma forma de música.

DEXYS MIDNIGHT RUNNERS – The Celtic Soul Brothers (1982) »7,5|10» [97.4 FM Estéreo RComercial];     DIRE STRAITS - Private Investigations (1982) »10|10» [97.4 FM Estéreo RComercial]

Um certo estilo de música que se associava a ambientes universitários (excerto TopOfThePops da BBC) | A moda chegou até cá, o verde destaca-se no clip. | Quando é criticado o lixo televisivo e a lavagem mental.

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Re: Rádio Observador
« Responder #2719 em: Maio 31, 2024, 12:25:37 pm »
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O Bigode do Sala

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Re: Rádio Observador
« Responder #2720 em: Maio 31, 2024, 01:13:11 pm »
A atual lei da rádio, totalmente obsoleta e desenquadrada à realidade atual, entrou em vigor na segunda metade da década de 80, com o objetivo de regular um setor em que reinava uma certa anarquia, refiro-me ao período das rádios piratas. Nesse período, proliferavam emissões por todo o lado, a maioria de uma mediocridade atroz, o espectro radio-elétrico encontrava-se congestionado, emissores mal especificados/afinados criavam interferências devido aos sucessivos harmónicos, replicação da frequência principal por outras frequências da banda FM, direitos de autor não interessavam para nada e, portanto, foi necessário colocar ordem, numa situação à beira do descontrolo. A regulamentação e legalização de então fez sentido neste contexto e não foi pacífica, não podia ser brusca, pois a contestação seria generalizada. Aliás, mesmo assim, a imprensa da altura deu eco de inúmeras reclamações de rádios piratas que foram silenciadas contra a vontade dos próprios e das populações, os concelhos não podiam ter mais do X rádios, portanto, algumas ficaram de fora. Por exemplo, a Rádio Cidade Brasileira esteve em vias de ser silenciada e, não obstante o assunto ter sido ultrapassado, foi uma que contestou a lei, uma vez que esta estrangulava o seu projeto.

Não obstante a mediocridade reinante no universo pirata, haviam ilhas de uma certa excelência, emissões bem feitas e com propósitos delineados. Aqui, tínhamos os 92.7 Rádio Piranha, no concelho vizinho de Almeirim, em 1985, a rádio pirata que deu origem aos 104.0 RCA-RIB. emitiu, num fim de semana de nevoeiros persistentes, uma dramatização radiofónica da “Guerra dos Mundos”, procurando recriar a emissão que a rádio norte-americana CBS tinha colocado no ar 46 anos antes, em 1938, e que gerou o pânico generalizado nos ouvintes. Essa emissão ficou na história da rádio internacional e a adaptação do livro H. G. Wells para rádio foi feita pelo rebelde diretor de cinema Orson Welles, então em início de carreira. Foi a primeira vez que tomei conhecimento deste episódio da rádio mundial e que dá que sobre o poder da manipulação.

Hoje, esta lei da rádio não faz o mínimo de sentido. Por um lado, salvo algumas exceções, as rádios locais deixaram de ter impacto nas comunidades, na maioria dos casos ninguém as ouve,  não criam nenhumas dinâmicas e, por isso, são inviáveis; por outro lado, estes normativos impedem o surgimento de projetos que têm interesse para a população em geral. Isto não é pluralismo.

Por que motivo um operador que resolva iniciar atividade, cumprindo um conjunto de requisitos e especificações, autorizado a emitir, apenas pode dispor de 6 emissores em cadeia 24h/dia. Porque não 8, 10, 12… , se o mercado criar condições para tal desiderato? Porque motivo, ultrapassados os tais 6 emissores, esse operador é obrigado a cumprir horas de emissão local, quando isso é um incómodo para os ouvintes e financeiramente incomportável (sabendo de antemão que experiências passadas falharam)? Hoje, as comunidades não funcionam da mesma forma que na década de 80, os hábitos e interesses mudaram, menos a lei rádio, que teima em prejudicar o setor e os ouvintes, impondo um conjunto de regras rígidas e desadequadas, à maneira de um sistema totalitário.

---/APONTAMENTO/---
Sem o lançamento da rádio FM, não conhecíamos nada disto, nem estávamos a par da cultura popular dos  países congéneres. Pesquisas filtradas permitem encontrar material a que poucos têm acesso. Frequências onde se escutou a emissão entre parêntesis.

Banda popular no início dos anos 80, graças à radio FM. O estilo celta do tema e o fervilhar de cultura popular, encantou muita gente (excerto TopOfThePops da BBC) | Quando a perfeição toma forma de música.

DEXYS MIDNIGHT RUNNERS – The Celtic Soul Brothers (1982) »7,5|10» [97.4 FM Estéreo RComercial];     DIRE STRAITS - Private Investigations (1982) »10|10» [97.4 FM Estéreo RComercial]

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Vídeo musical provocador, os papeis estão trocados, mulher controladora e homem submisso. Alusivo à Pop Art, embora a música não seja nada de especial. | Radialista na ‘BBC Radio 2’ e músico, coloca as influências Jazz numa perspetiva moderna.

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Nem tudo passa na rádio, este tema popular dos anos 90 fazia parte do CD de instalação do Windows 95 (o tal que fazia crashs frequentes), por exemplo, o software de produtividade Office desse tempo, tinha como slogan “Sinta-se em casa” e foi apropriado por uma estação de rádio, a Nostalgia. O vídeo faz alusão a uma série juvenil muito popular da televisão norte americana da década de 70, que passou na RTP1 na década de 80. Essa série retratava a juventude da década de 50.

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Obrigado por mais um «poema», caro joao_s.
A RCA-RIB é uma pálida paisagem sonora daquilo que descreve, o que é pena.

E obrigado pelas partilhas musicais (tema um pouco descorado neste fórum), sobretudo, por ter encerrado com a cereja no topo do bolo... Weezer. :)
« Última modificação: Maio 31, 2024, 01:19:30 pm por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

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Re: Rádio Observador
« Responder #2721 em: Maio 31, 2024, 02:54:34 pm »
A atual lei da rádio, totalmente obsoleta e desenquadrada à realidade atual, entrou em vigor na segunda metade da década de 80, com o objetivo de regular um setor em que reinava uma certa anarquia, refiro-me ao período das rádios piratas. Nesse período, proliferavam emissões por todo o lado, a maioria de uma mediocridade atroz, o espectro radio-elétrico encontrava-se congestionado, emissores mal especificados/afinados criavam interferências devido aos sucessivos harmónicos, replicação da frequência principal por outras frequências da banda FM, direitos de autor não interessavam para nada e, portanto, foi necessário colocar ordem, numa situação à beira do descontrolo. A regulamentação e legalização de então fez sentido neste contexto e não foi pacífica, não podia ser brusca, pois a contestação seria generalizada. Aliás, mesmo assim, a imprensa da altura deu eco de inúmeras reclamações de rádios piratas que foram silenciadas contra a vontade dos próprios e das populações, os concelhos não podiam ter mais do X rádios, portanto, algumas ficaram de fora. Por exemplo, a Rádio Cidade Brasileira esteve em vias de ser silenciada e, não obstante o assunto ter sido ultrapassado, foi uma que contestou a lei, uma vez que esta estrangulava o seu projeto.

Não obstante a mediocridade reinante no universo pirata, haviam ilhas de uma certa excelência, emissões bem feitas e com propósitos delineados. Aqui, tínhamos os 92.7 Rádio Piranha, no concelho vizinho de Almeirim, em 1985, a rádio pirata que deu origem aos 104.0 RCA-RIB. emitiu, num fim de semana de nevoeiros persistentes, uma dramatização radiofónica da “Guerra dos Mundos”, procurando recriar a emissão que a rádio norte-americana CBS tinha colocado no ar 46 anos antes, em 1938, e que gerou o pânico generalizado nos ouvintes. Essa emissão ficou na história da rádio internacional e a adaptação do livro H. G. Wells para rádio foi feita pelo rebelde diretor de cinema Orson Welles, então em início de carreira. Foi a primeira vez que tomei conhecimento deste episódio da rádio mundial e que dá que sobre o poder da manipulação.

Hoje, esta lei da rádio não faz o mínimo de sentido. Por um lado, salvo algumas exceções, as rádios locais deixaram de ter impacto nas comunidades, na maioria dos casos ninguém as ouve,  não criam nenhumas dinâmicas e, por isso, são inviáveis; por outro lado, estes normativos impedem o surgimento de projetos que têm interesse para a população em geral. Isto não é pluralismo.

Por que motivo um operador que resolva iniciar atividade, cumprindo um conjunto de requisitos e especificações, autorizado a emitir, apenas pode dispor de 6 emissores em cadeia 24h/dia. Porque não 8, 10, 12… , se o mercado criar condições para tal desiderato? Porque motivo, ultrapassados os tais 6 emissores, esse operador é obrigado a cumprir horas de emissão local, quando isso é um incómodo para os ouvintes e financeiramente incomportável (sabendo de antemão que experiências passadas falharam)? Hoje, as comunidades não funcionam da mesma forma que na década de 80, os hábitos e interesses mudaram, menos a lei rádio, que teima em prejudicar o setor e os ouvintes, impondo um conjunto de regras rígidas e desadequadas, à maneira de um sistema totalitário.

---/APONTAMENTO/---
Sem o lançamento da rádio FM, não conhecíamos nada disto, nem estávamos a par da cultura popular dos  países congéneres. Pesquisas filtradas permitem encontrar material a que poucos têm acesso. Frequências onde se escutou a emissão entre parêntesis.

Banda popular no início dos anos 80, graças à radio FM. O estilo celta do tema e o fervilhar de cultura popular, encantou muita gente (excerto TopOfThePops da BBC) | Quando a perfeição toma forma de música.

DEXYS MIDNIGHT RUNNERS – The Celtic Soul Brothers (1982) »7,5|10» [97.4 FM Estéreo RComercial];     DIRE STRAITS - Private Investigations (1982) »10|10» [97.4 FM Estéreo RComercial]

Um certo estilo de música que se associava a ambientes universitários (excerto TopOfThePops da BBC) | A moda chegou até cá, o verde destaca-se no clip. | Quando é criticado o lixo televisivo e a lavagem mental.

THE BEAUTIFUL SOUTH - Song For Whoever (1989) »9|10» [91.7 * 104.1 RFM];  PREFAB SPROUT - Golden Calf (1988) »8|10» [106.8 RFM]; CUTTING CREW - One For The Mockingbird (1987) »7,5|10» - ADVERTÊNCIA: Imagens cintilantes - [106.8 RFM]

Vídeo musical provocador, os papeis estão trocados, mulher controladora e homem submisso. Alusivo à Pop Art, embora a música não seja nada de especial. | Radialista na ‘BBC Radio 2’ e músico, coloca as influências Jazz numa perspetiva moderna.

BILLY IDOL - Cradle Of Love (1990) »5|10» [91.7 * 104.1 RFM];  JAMIE CULLUM - Hang Your Lights (2020) »9|10» [97.7 SMOOTH]

Nem tudo passa na rádio, este tema popular dos anos 90 fazia parte do CD de instalação do Windows 95 (o tal que fazia crashs frequentes), por exemplo, o software de produtividade Office desse tempo, tinha como slogan “Sinta-se em casa” e foi apropriado por uma estação de rádio, a Nostalgia. O vídeo faz alusão a uma série juvenil muito popular da televisão norte americana da década de 70, que passou na RTP1 na década de 80. Essa série retratava a juventude da década de 50.

WEEZER - Buddy Holly (1994)

Portugal devia ser um caso de estudo.
O centralismo é um cancro tão grande que consegue transformar um pais no unico caso no mundo.
Emissões locais e regionais há em todo o mundo, com as pessoas a olharem primeiro para a sua região. Por alguma razão as pessoas apoiam o clube da sua terra e não o clube da terra dos outros. Ninguém quer saber da sua capital. ,
Em Portugal, os puritanos defensores do centralismo acham que sempre que o país se resume a 84km2 e enquanto existir esta mentalidade, mais pobre fica Portugal.

Só em Portu


????
È preciso um desenho ?

pdnf

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Re: Rádio Observador
« Responder #2722 em: Junho 04, 2024, 01:50:11 am »
A Observador a entrar num terreno em que a liderança era indiscutivelmente da TSF:
https://observador.pt/2024/06/03/como-sera-portugal-em-2034-nos-dez-anos-do-observador-refletimos-sobre-o-futuro/
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

O Bigode do Sala

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Re: Rádio Observador
« Responder #2723 em: Junho 04, 2024, 11:18:03 am »
Da mesma forma que faz-me alguma espécie os comentários da Helena Matos às roupas que as senhoras cabeças-de-lista ao Parlamento Europeu levaram para o debate das rádios, hoje tenho que elogiar o tema do Contra-Corrente.
Aproveitando o facto do JMF estar na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa com o Clube dos 52, a Helena Matos dedicou o CC de hoje a Camões, vida e obra, trazendo bons convidados.

Um autêntico programa de serviço público que peca por falta de participações dos ouvintes.
« Última modificação: Junho 04, 2024, 11:21:13 am por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

Atento

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Re: Rádio Observador
« Responder #2724 em: Junho 04, 2024, 01:25:26 pm »
Da mesma forma que faz-me alguma espécie os comentários da Helena Matos às roupas que as senhoras cabeças-de-lista ao Parlamento Europeu levaram para o debate das rádios, hoje tenho que elogiar o tema do Contra-Corrente.
Aproveitando o facto do JMF estar na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa com o Clube dos 52, a Helena Matos dedicou o CC de hoje a Camões, vida e obra, trazendo bons convidados.

Um autêntico programa de serviço público que peca por falta de participações dos ouvintes.


Isto é o que é feito nas rádios de palavra ou tendencialmente de palavra por esse mundo fora independentemente de serem públicas ou privadas.

Há tempo para tudo em antena...

Por cá é que há algumas "pancas" da Desprovedora e de outras figuras quando surgem com os "ais, uis, tutoi  pardais ao ninho" que há muito desporto...

Um grupo como a RTP com 50% da rede de FM Nacional não pode ter esses "ais" de atraso patológico e de complexos de uma intelectualidade obtusa e amplamente falhada.


Há tempo para tudo, inclusivamente para fugir à música a metro, às temperaturas e às horinhas papagueadas em canais generalistas...


Portanto, a Observador, ainda que em versão minimalista, vai fazendo o que é feito por esse mundo fora nos canais generalistas/informativos de palavra ou tendencialmente.

« Última modificação: Junho 04, 2024, 01:27:44 pm por Atento »

joao_s

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Re: Rádio Observador
« Responder #2725 em: Junho 08, 2024, 05:35:06 pm »
(...)

Obrigado por mais um «poema», caro joao_s.
A RCA-RIB é uma pálida paisagem sonora daquilo que descreve, o que é pena.

E obrigado pelas partilhas musicais (tema um pouco descorado neste fórum), sobretudo, por ter encerrado com a cereja no topo do bolo... Weezer. :)

Boa tarde, #BS. Não foi possível responder atempadamente ao seu comentário.

O essencial do post a que se refere, resume-se a um parágrafo, o resto foi acessório. Está na altura dos operadores de radiodifusão pressionarem a tutela e as autoridades competentes para alterar a lei da rádio, de forma a organizar a banda FM e permitir a difusão em áreas geográficas maiores das estações que foram licenciadas e cumprem os requisitos. A lei como está é lesiva dos interesses dos ouvintes/cidadãos, do pluralismo e dos operadores que têm em mãos projetos ambiciosos. Por exemplo, se a lei permitisse o funcionamento em cadeia, 24 horas/dia, de emissão integral da Rádio Observador com 8 emissores, em detrimento dos atuais 6, o operador conseguia fechar o circuito Lisboa – Porto. Um emissor na zona de Coimbra, outro na zona de Leiria, cumpria o desiderato. O participante “pdf” referiu o emissor da Rádio Dueça, 94.5, Miranda do Corvo, como possível candidato para Coimbra. Deslocalizado para o Senhor da Serra, ainda pertencente ao concelho de Miranda do Corvo, fica “de chapa”, de frente para Coimbra, sem obstáculos. Possivelmente, a localização também permitia resolver o constrangimento no trajeto da A1 entre Minde e Fátima, onde os emissores de Leiria e do Ribatejo falham. O emissor de 92.8 SMOOTH, que está naquela zona coloca… sinal máximo entre Fátima e Minde…

Em 1985, na frequência 104.0 RCA-RIB funcionava uma rádio pirata. Foi essa rádio que emitiu a dramatização da “Guerra dos Mundos”, possivelmente com o contributo de um grupo de teatro local. Esse “ecossistema radiofónico” permitia arriscar, algo que hoje é, possivelmente, mais complexo.

---/ ADENDA /---
Hoje, ouvi o início e a parte final da emissão do programa “Isto não passa na rádio”, da autoria de Nelson Ferreira e Tiago Pereira. Foi recomendado o visionamento de um vídeo musical, no início, e no final, fizeram alusão ao tema infra de David Bowie, pelo que esta secção amplifica o foi apresentado no programa. Entre parêntesis a frequência onde se escutaram os temas pela 1.ª vez.

Descaracterização, cicatrizes e pânico, num ambiente alucinado, protagonizado pela banda irlandesa Fontaines DC || Clássico da música contemporânea.

FONTAINES DC – Starburster (2024) »6|10»  [92.6 OBSRVDOR]  ||  DAVID BOWIE - Modern Love (1983) »8,5|10» [99.8 FM Estéreo RComercial]

radiokilledtheMTVstar

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Re: Rádio Observador
« Responder #2726 em: Junho 14, 2024, 07:21:54 pm »
Vão acompanhar todas as fases finais dos jogos do Euro numa rubrica chamada Minuto 90, incluindo fins de semana porque isto não é propriamente a Antena 1.

Enviado do meu 21091116UG através do Tapatalk


Atento

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Re: Rádio Observador
« Responder #2727 em: Junho 14, 2024, 08:07:22 pm »
Vão acompanhar todas as fases finais dos jogos do Euro numa rubrica chamada Minuto 90, incluindo fins de semana porque isto não é propriamente a Antena 1.

Enviado do meu 21091116UG através do Tapatalk

TSF com relato da Alemanha - Escócia e a decisão do grupo RTP em não ter Rádio Euro.

Obviamente que vai haver consequências.


Em Espanha, rne, cope, ser e onda cero com acompanhamento do jogo inaugural e de todos os outros em FM ou no digital.
« Última modificação: Junho 14, 2024, 08:12:07 pm por Atento »

pdnf

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Re: Rádio Observador
« Responder #2728 em: Junho 15, 2024, 01:10:10 am »
Vão acompanhar todas as fases finais dos jogos do Euro numa rubrica chamada Minuto 90, incluindo fins de semana porque isto não é propriamente a Antena 1.


Certo, e também me parece que a maioria dos jornalistas da Observador estão mais vocacionados para a política do que para o futebol. Além de que, com a reduzida rede de emissores de que dispõem, não me parece que fosse muito rentável fazer muito mais.

Em Espanha, rne, cope, ser e onda cero com acompanhamento do jogo inaugural e de todos os outros em FM ou no digital.
No dia em que as nossas duas generalistas e informativas quiserem fazer ou forem obrigadas a fazer esse caminho de serem rádios de palavra a 100%, aí podemos falar de outra forma.
Rádio é:
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É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Atento

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Re: Rádio Observador
« Responder #2729 em: Junho 15, 2024, 01:29:34 am »
Vão acompanhar todas as fases finais dos jogos do Euro numa rubrica chamada Minuto 90, incluindo fins de semana porque isto não é propriamente a Antena 1.


Certo, e também me parece que a maioria dos jornalistas da Observador estão mais vocacionados para a política do que para o futebol. Além de que, com a reduzida rede de emissores de que dispõem, não me parece que fosse muito rentável fazer muito mais.

Em Espanha, rne, cope, ser e onda cero com acompanhamento do jogo inaugural e de todos os outros em FM ou no digital.
No dia em que as nossas duas generalistas e informativas quiserem fazer ou forem obrigadas a fazer esse caminho de serem rádios de palavra a 100%, aí podemos falar de outra forma.

Só  a COPE vai ter na Alemanha cerca de 50 profissionais para acompanhar o Euro 2024...

Para os jogos olímpicos, em França,  terá cerca de 20 profissionais.

O grupo PRISA terá mais de 30 profissionais na Alemanha.

Onda Cero e RNE terão ligeiramente menos.

https://www.lavanguardia.com/sociedad/20240614/9731747/carlos-herrera-arranca-programacion-especial-cope-eurocopa-2024-agenciaslv20240614.html

https://elpais.com/comunicacion/el-pais-que-hacemos/2024-06-13/mas-de-30-enviados-especiales-y-200-horas-de-video-en-directo-asi-sera-la-cobertura-de-la-eurocopa-2024-de-prisa-media.html


As rádios portuguesas terão todas juntas aproximadamente 5 pessoas na Alemanha...