Vinha agora a escutar o Contra Corrente, e um ouvinte de Cabeceiras de Basto queixou-se veementemente de que a cobertura da Observador na zona, incluindo em Braga era muito diminuta e com baixa qualidade. O Jose Manuel Fernandes interveio, aproveitando para se queixar que a Regulação obrigava à compra de rádios locais, o que é bastante difícil. Terminou com a Carla Jorge de Carvalho a lembrar que as pessoas teriam de se valer da internet, infelizmente. De facto, existindo frequências livres é absolutamente ridículo que assim tenha de ser, e não se permita o aumento da oferta no espectro radioelétrico.
O ouvinte anterior que interveio falava do Funchal. Ou seja, a rádio tem mais ouvintes do que os que residem na área de cobertura do FM.
Mas também, falar de Cabeceiras de Basto...
A preocupação da Observador em Braga tem que ser com o "quadrilátero urbano" (Barcelos, Braga, Guimarães e Famalicão) e a todas estas chega sinal do Observador, apenas um pouco pior em certas zonas de Guimarães. O resto é para ir apanhando ou ouvir online.
Sendo absolutamente pragmático, atenção. Mas não se pode pedir milagres com a orografia para o interior do distrito de Braga.
Quanto à questão da escuta do online, vai ser a salvação da rádio a médio prazo e quem não apostar nela está condenado. Neste momento virtualmente 100% do território continental tem velocidades em 4G superiores a 20 Mbps pelo menos num de três operadores e o 3G já foi totalmente descontinuado no MEO, e sê-lo-á na NOS e na Vodafone durante este ano ainda.
Quando isso acontecer, passamos de uma realidade em que falhas de cobertura são supridas com ligações de baixa largura de banda e resiliência vindas de 2004, com tempos de resposta de 150-300ms, com uma outra realidade com tecnologia de fallback já de 2014 em que a prioridade é o 5G e as falhas são supridas com o 4G, com tempos de resposta nunca superiores a 50ms e banda larga em condições.
Adaptive streaming (que quase nenhuma rádio faz LOL) + servidores resilientes e é brincadeira de crianças. E que se desengane quem acha que jukeboxes a passar apenas música vai fazer alguém ouvir essas estações, como a Bauer e a R/Com acham. A diferença ainda vai ser à antiga.