Hoje, no CC, achou estranho o facto de jornalistas continentais estarem anteontem na Madeira, horas antes do Ministério Público acusar o Presidente do Governo Regional da Madeira da prática de crimes...
Essa parte também concordo, acho, sinceramente, estranho. Quanto à demissão, estive contra a do António Costa, achei precipitada, como prova o facto de ele nunca ter sido constituído arguido. No caso do Miguel Albuquerque, parece-me que há indícios relevantes de corrupção ativa, acho que justificaria a dissolução da Assembleia Legislativa Regional e convocação de eleições legislativas antecipadas assim que possível, ou seja, em abril, pois só podem ser convocadas novas eleições seis meses após a tomada da câmara que resultou das últimas, que ocorreram em final de setembro.
Peço desculpa por me desviar do tópico, mas aqui vai:
Independente do partido é, no mínimo estranho, termos a comunicação social à porta de órgãos de soberania, sedes de partidos políticos ou casas de políticos, à espera que a polícia e o Ministério Público façam as devidas buscas.
Algo vai mal no nosso regime e o enfraquecimento dos média e as negociatas da GMG são prova disso.
Voltando ao tópico:
O meu comentário é uma espécie de 2 em 1, versão concentrada.
Tanto crítico a acção do JMF e da linha dura do Observador, como a da própria TSF que, a meu ver, estão aparentemente em pólos opostos (apesar de escutar mais a Observador pela dinâmica e gostar mais da matriz da TSF pela «paixão da rádio» e pelo seu legado).
O CC não é um espaço de opinião plural como a Antena Aberta ou o Fórum TSF. Afirmo-o aqui categoricamente, conhecendo quem já colaborou no programa como participante.
A determinada altura, dada à sua visão dos factos, foi convidado a participar novamente, tendo passado para antena como um mero ouvinte.
Se há algum problema com isso? Provavelmente não. Mas para mim, não é um espaço de liberdade pleno como os seus congéneres da Antena 1 e TSF.