A música clássica continua presente, passados séculos, tendo sido contemporânea com o impulso na evolução da ciência e matemática que se verificou durante o século XVIII/XIX e início do século XX. Por exemplo, a Álgebra de Boole, sem a qual nenhum computador ou sistema eletrónico discreto funcionaria, foi dada a conhecer em 1847. A origem do mundo moderno remonta ao século XIX. Alguns associam a música clássica a um modelo de sociedade anterior, alicerçado na monarquia, aristocracia, nobreza, no entanto, muitos associam este género erudito à superação humana, à ciência, ao intelecto, à busca pela perfeição (perfeita sincronia entre dezenas de músicos numa orquestra, colocação da voz, etc.) e à transcendência (religião), procurando, desta forma, estimular emoções e capacidades de interpretação no público. Não foi por acaso que o realizador Stanley Kubrick incluiu na Banda Sonora do filme “2001 Odisseia no Espaço”, de 1968, um marco na história do cinema, música clássica. O filme retrata a odisseia da espécie humana, desde as origens até à conquista do Cosmos, com toda a evolução tecnológica associada, incluindo a Inteligência Artificial. Seguramente que esta valsa, com 157 anos, vai constar no concerto de ano novo, no próximo dia 1:
JOHANN STRAUSS - The Blue Danube (1866) »1»
A “Observador” tem um espaço de curta duração, na grelha, dedicado a estes géneros musicais, chama-se “Encontro com a beleza”, é emitido às 2.as pelas 17h35, repete aos sábados pelas 16h35, conta com a dinamização do Maestro Martim Sousa Tavares e radialistas residentes. O programa procura descomplicar a temática, dá um sentido às composições que são tocadas e a linguagem utilizada está orientada para o público em geral (não é hermética). Vale a pena conferir.
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A rádio na década de 70 e primeira metade dos anos 80, caracterizava-se da seguinte forma: as emissões em AM, de cariz popular, transmitiam música ligeira, tradicional, com um ou outro sucesso internacional de outros géneros. Rádio de companhia, entretenimento, conversa, informação e desporto. Em FM, o som era completamente diferente, quer na qualidade, quer no conteúdo. Uma parte da emissão decorria em simultâneo com AM e, quando desdobrava, passavam essencialmente música internacional, selecionada, dos géneros Rock, Pop, Country, R&B, Dance Music, etc., os sucessos dos TOPs e informação de hora a hora, também lançavam artistas portugueses dessas áreas e passavam os sucessos de cá. As emissões de todas as rádios encerravam às 2h da manhã (não havia rádio automatizada).
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Começo a ouvir de forma regular o “FM Estéreo da Rádio Comercial” em 1981. Por exemplo, na Onda Média, os temas do Festival da Eurovisão eram muito populares, assim como nos ecrãs de TV. Em 1981, ganhou o Reino Unido com este tema
BUCKS FIZZ - Making Your Mind Up que coincidiu com o primeiro ano das emissões regulares de televisão a cores (em 1980, funcionava em regime experimental, partes da emissão a preto e branco, outras partes a cores; antes desse ano, só preto e branco). Na década anterior, anos 70, um artista internacional que passava com bastante regularidade era Neil Diamond. Por exemplo, este tema
NEIL DIAMOND - Sweet Caroline (1969), excerto do programa de variedades popular da televisão norte americana CBS, “The Ed Sullivan Show”, era habitual na rádio dos anos 70, assim como outros do mesmo músico. As letras descreviam as contrariedades de alguém que, longe das suas raízes, na grande metrópole (Nova Ioque), procura um rumo e subir a pulso.
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O FM dirigia-se à camada adolescente/jovem mas, também, diga-se, aos adultos. Todos os temas seguintes remontam aos primeiros anos do FM com emissão própria. Só existia uma estação com programação dedicada, o “FM Estéreo da Rádio Comercial”, iniciada em 1979, os emissores das restantes estações transmitiam na íntegra as emissões de Onda Média.
Secção1: Rock progressivo instrumental. O som futurista não combina com clip editado por um cibernauta. É o que existe.
THE ALAN PARSONS PROJECT – Sirius »1»
Secção2: Baladas. Primeira da sequência, um cover “musicasso” superior ao original. Vários slows dos anos 80 descreviam separações, emoção para a malta adolescente/jovem. Última da sequência, um clássico da radio portuguesa. O tema foi resgatado pelo radialista João Chaves para o mítico “Oceano Pacífico”.
THE RAMONES - Baby I Love You (1980) »1»
TOTO - How Does It Feel (1984) JUICE NEWTON - Angel Of The Morning (1981) THE KORGIS - Everybody's Got To Learn Sometime (1980)Secção3: Pop/Influências Disco. Orchestral Manoeuvres In The Dark foram uma banda britânica presente na rádio FM até finais da década de 80. Última da sequência, ouvia-se em toda a parte.
OMD – Electricity (1980) LIPPS INC. – Funkytown (1980)Secção4: Rock. Primeira da sequência, excerto de programa de Rock n’Roll da estação de TV norte americana NBC, designado de “The Midnight Special”. O logotipo carismático está associado à banda seguinte, não é preciso cenário para dar espetáculo. Útima da sequência, tema icónico da década de 70, num excerto gravado da televisão holandesa.
SUPERTRAMP - Goodbye Stranger (1979) »1»
THE ROLLING STONES - Start Me Up (1981) THE KNACK - My Sharona (1979) THE STRANGLERS - Golden Brown (1981) JOHN MILES – Music (1976)Há temas que se ouvem desde a infância até ao presente, com o mesmo entusiasmo.
DIRE STRAITS - Lady Writer (1979) »1»
DIRE STRAITS - Sultans Of Swing (1978) »1»
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Isto deve dar para uma Cassete 90 (45’ Face A, 45’ Face B).