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Concordo com ambos inteiramente, e é muito importante que o rigor e equilíbrio que expressam os vossos pensamentos seja hábito neste fórum.
É evidente que entendo a questão da densidade populacional, mas perdoem-me, das poucas vezes que ouvi a Observador no carro, em viagens a Lisboa, noto que tem pouca publicidade, para a equipa apresentada, por isso comentei o post. Além disso, o facto de não ter abrangência territorial, creio que pode impedir a angariação de suporte publicitário de algumas marcas/empresas.
Acresce-me ainda referir que também estou consciente que este projeto, assenta muito na imprensa escrita online, e nisso o Observador é uma referencia nacional.
Não obstante, o ponto chave da minha observação é mesmo o objecto e os meios cada vez mais evidentes, deste projecto. Só um inocente não entende que a afetação de meios, vai muito além de um projecto media "normal", pois em situações normais não seria sustentável. Neste sentido, estar aqui a discutir performances e programações, quando o objectivo está desde logo condicionado, parece-me perigoso.
Em suma, a Observador é uma éspecie de TV Record da política....
“SamM”, apenas participo neste fórum como ouvinte e nunca estive ligado a qualquer projeto de rádio. Não acho a rádio Observador sensacionalista, nem um projeto ideologicamente desequilibrado, ou seja, de extrema direita como alguém alvitrou por aqui. Não é. Tem um ligeiro pendor para a direita moderada, ou centro direita, se preferir, mas, mesmo neste contexto, acho o produto equilibrado. No espaço mediático, acho isso bastante positivo, uma vez que as diferentes perspetivas de observação/interpretação dos factos (entre diferentes órgãos de comunicação), possibilitam que cada um forme a sua opinião de forma fundamentada. Chama-se a isso pluralismo. Como cidadãos, saímos a ganhar quando comparamos com meios mediáticos que apenas apresentam acontecimentos analisados pelo mesmo ângulo. Na minha perspetiva, o estado deve ter um papel na sociedade e economia e sou contra a privatização dos serviços fundamentais do estado, apenas visando o lucro a qualquer custo e à custa de todos. O modelo social europeu e de governança dos países congéneres de referência são, na minha perspetiva, fatores importantes de evolução e desenvolvimento.
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Um anexo, como às vezes acontece.
A rádio foi um dos primeiros meios a dar sinais inequívocos de abertura ao exterior e à mudança de mentalidades.
O que ouvíamos quando eramos crianças e adolescentes?
Bem, quando os nossos pais nos levavam à escola, o som que se ouvia era semelhante a este, típico dos anos 70 (nem rock, nem disco):
AMERICA - Sister Golden Hair (1975)como crianças atentas ao que se fazia lá fora e à progressiva sofisticação do som mainstream, ouvíamos algo parecido com isto (rock para crianças e adolescentes que compravam os discos assim que surgiam no mercado):
KIM WILDE - Chequered Love (1981)Em 1983 surge um novo conceito de economia circular que envolve a rádio, quando os cineteatros começaram a ser substituídos por estúdios nos centros comerciais. A rádio promove a banda sonora original de um filme, mais público visualiza o filme, que depois, ao sair da sala de cinema, compra o disco da BSO na loja do lado, nesse centro comercial. O filme “Flashdance” foi pioneiro desse conceito, a película desenrola-se como se fosse um videoclip musical. A história, apelativa para qualquer jovem, trata de uma jovem com uma perspetiva de vida que rompe com o conservador e luta até ao limite para ter sucesso e conquistar o seu sonho, o que consegue. O filme foi um estrondoso sucesso e a banda sonora, tida como sofisticada, à época, também.
IRENE CARA - What a Feeling (1983) [amplamente divulgado no ‘FM Estéreo da Radio Comercial’]
O cinema dos anos 80 dedicava muitos filmes à camada jovem, procurando retratar modos de vida, sonhos, diversão, rebeldia, perplexidades ou mostrando perspetivas. Tudo com bandas sonoras desenhadas para rádio FM, com sucessos massivos. Por exemplo, um filme fez com que muitos jovens quisessem ser pilotos da força aérea ou aviação comercial:
KENNY LOGGINS - Footloose (1984) KENNY LOGGINS - Danger Zone (1986) LOS LOBOS - Come on, Let's Go (1987) »1»
STEPPENWOLF - Born To Be Wild (1968)Os gostos vão amadurecendo com o tempo, nesta banda britânica de rock progressivo está patente qualidade e sofisticação do som, que não passou despercebida à época:
MARILLION - Lavender (1985) »1» [amplamente divulgado no ‘FM Estéreo da Radio Comercial’]
Nos anos 80 havia uma espécie de deslumbramento com cultura popular associada à juventude das décadas de 50 e 60, os loucos anos. O rock ‘n’ rol deriva do jazz, como é sabido:
BILL HALEY & HIS COMETS - Rock Around The Clock (1954)A radio teve um papel fundamental na disseminação da cultura contemporânea.