Portugal continua a ser um país de parolos.
Em Espanha nem 1 minuto perdem os meios de comunicação social com as eleições portuguesas e por cá, meia duzia de intelectuais cria especiais na rádio e tvs que apenas eles as escutam, pois o povo portugues quer lá saber das eleições espanholas.
Zeca, parolas são as suas palavras. Escreve sobre o que não sabe ou não atinge. É totalmente falso que o país vizinho não tenha dado atenção às eleições em Portugal. Deu um destaque significativo nos serviços informativos da TVE, nomeadamente, no “Telediario2”, foi o que vi, e na “TVE-24h” foi exibido um especial informação, durante todo o serão, com vários convidados, analistas e repórteres que estiveram cá, para debate dos resultados eleitorais e perspetivar as estratégias futuras do país. A sua ignorância é assustadora, não percebe nada de geoestratégia, geopolítica, economia, política de alianças. A situação política, social e económica de cada país tem o mesmo interesse para a opinião publica, quer do lado de cá, quer do lado de lá da fronteira, é recíproco. As boas relações entre os dois países são fundamentais para fazer valer os pontos de vista, e estratégias conjuntas, na Comissão Europeia. Mas não são apenas os espanhóis que dedicam tempo de antena ao nosso país, os serviços públicos alemães (mais) e franceses (menos), por exemplo, dedicam programas ou reportagens nos respetivos serviços informativos a Portugal. Espanha é o país que olha mais de perto, com mais atenção, ao que se passa deste lado da fronteira, por razões óbvias.
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No passado sábado de manhã 92.6/99.5-microcobertura, da ‘Observador’ estiveram sem sinal. Em 92.6 ouvia-se uma rádio espanhola, suponho das Canárias (falaram várias vezes nas ilhas), e na A1, cheia de transito, ouvia-se uma amálgama de ruído. As esporádicas têm estas características, num local ouve-se bem, num local ao lado não se ouve nada. Quiçá, a ocorrência ficou a dever-se a um corte de energia, já que 104.6 também de Rio Maior não tinha sinal. Portanto, nesse período, não havia nada de interessante para se ouvir no rádio. O Ribatejo e Oeste estão totalmente dependentes deste emissor, uma vez que não chegam vestígios mínimos de sinal dos emissores de Lisboa. No domingo à noite, também numa A1 cheia de trânsito, viemos a ouvir a emissão das eleições espanholas a partir do local em que se ouve a ‘Observador’. Confirmo o testemunho do utilizador ‘AG’, no trajeto da A1 depois de Fátima até ao início da descida de Minde, ouve-se a ‘Observador’, 88.1 Oliveira de Azeméis, no entanto o sinal é fraco e inconstante. O sistema fixa RDS. Verifica-se nesta área localizada a comutação entre 88.1 e 92.6.