Não zeca, não me parece que esse seja o cerne da questão.
A infraestrutura de radiodifusão está dimensionada da mesma forma desde a década de 70/80 do século passado e estamos na segunda década do sec. XXI. Os hábitos de consumo de rádio mudaram bastante e tudo isto não evolui, continua tudo na mesma. Apenas temos 6 redes nacionais, 50% do estado, com a adesão de público que se conhece, e apenas 3 redes privadas que competem entre si com o mesmo tipo de produto. Não há, de facto, reais hipóteses de escolha a nível nacional, o pluralismo está diminuído.
Para se dirigirem a outros públicos, os grupos privados não têm outra alternativa que não seja associar em cadeia emissores locais, de emissoras em dificuldades, que de outra forma fechavam. O local é demasiado pequeno para os tempos atuais, de redes sociais, informação dispersa na Internet, que toda a gente tem acesso. Desta forma a rádio definha ainda mais.
Se não tenho interesse nas emissões comerciais, repetitivas e superficiais, vou ouvir o quê?
Há uma alternativa que resolve tudo isto, chama-se DAB+. A quem não interessa que esta tecnologia avance, se mantenham estes “acordos” (negociatas) e continue tudo na mesma?
Também me parece ridículo esse aspeto que é revelado. Nesse caso, é deixar a frequência à sua sorte e se tiver que cair, cai. Os grupos de comunicação privados com ambição nacional não têm de financiar horas de emissão própria em rádios locais, não é essa a sua obrigação. Deve ser criada uma infraestrutura em DAB+ que dê resposta às necessidades da procura e da oferta e, sobretudo, que assegure o pluralismo em todo o território.