Hoje a Observador praticamente todo o dia em emissões especiais.
Logo de manhã, a partir da 7.30, emissão especial para cobrir o caso do dia, a demissão do ministro Pedro Nuno, com o Contra Corrente com mais uma hora do que o normal, também sobre o mesmo assunto.
Agora às 19, especial dedicado à morte do jogador brasileiro Pele...
E muito bem, mesmo, é o que se espera de uma rádio informativa, com o pendor da Observador. O que deveriam fazer as outras 3? A mesma coisa... simples! Volto a perguntar, o que leva a que se passe a fronteira para o outro lado e se prefira palavra a música? Estive em Espanha ontem, nas lojas ouvi a COPE, SER e até num cafezito, o som que havia no ar era o da RNE1. Aqui normalmente é RFM/Comercial ao quadrado. Há qualquer coisa que não faz sentido na rádio em Portugal. Serão os portugueses ou simplesmente más decisões de programação?
Quando vou até territórios que fazem fronteira com o país vizinho, ou mesmo quando passo a fronteira, costumo ouvir bastante as rádios de palavra em Espanha, como a Cope ou a Ser.
Não há comparação possível com as rádios de palavra em Portugal.
As rádios privadas em Espanha são bastante fortes, com outro estofo financeiro, e com isso, conseguem trazer muito mais qualidade à antena.
Não é por nada que só a Cadena COPE, mandou 30 enviados especiais ao Catar para a cobertura do Mundial.
Esse número foi possivelmente o que toda a imprensa portuguesa mandou ao Catar para a cobertura do Mundial.
Não é comparável a realidade dos dois países em termos radiofónicos.
20 segundos de publicidade na Cadena COPE, ronda os 20 mil euros (mais coisa menos coisa, não me recordo do valor em concreto).
Temos de comer ainda muitos danoninhos, mas a julgar pelas decisões das principais rádios portuguesas, a tendência é que as rádios de palavra em Portugal sejam cada vez menos, e com menos qualidade, à exceção da Observador que tem sido uma lufada de ar fresco