Hoje o Contra Corrente, dirigido pela Dra Helena Matos, foi, inevitavelmente sobre o acto eleitora brasileiro, ontem ocorrido no Brasil.
Realmente o povo de direita radical, escuta mesmo a Observador, porque todas as opiniões do auditório, foram favoráveis ao sinistro Bolsonaro.
Incrível...
Muitos dessa neo-direita diziam ontem não terem preferência, achavam os dois candidatos maus, mas a crise de fígado surgiu quando o candidato que secretamente apoiam perdeu...
Que me cortem já um braço se for mentira que essa mesma neo-direita não fosse bem capaz de festejar uma vitória do Bolsonaro...
Na Antena1 e TSF também houve intervenções a favor de Bolsonaro.
O Brasil não merecia levar com estas duas figuras sinistras.
https://observador.pt/programas/contra-corrente/brasil-os-dilemas-do-dia-seguinte/?utm_medium=Social&utm_source=Facebook#Echobox=1667219612
Com a reconfiguração da ordem mundial que se está a verificar, estão criadas oportunidades para o Brasil se afirmar como potência no panorama internacional, mormente na Europa. Trata-se de um pais com uma área grande, cerca 92 vezes o tamanho de Portugal, com 214 milhões de habitantes (cerca de 21 vezes a população de Portugal), e, portanto, com uma posição geoestratégica relevante. No entanto, trata-se de uma democracia imperfeita, onde grassa a corrupção, o clientelismo, a falta de visão estratégica, a radicalização, o oportunismo, e falta de um modelo sustentado de desenvolvimento, progresso, educação, industrialização, investigação científica, implementação tecnológica, política de alianças diplomáticas. O Brasil, em conjunto com a Índia, pode vir a ocupar o lugar da China, como fábrica do mundo e ganhar importância à escala global. Oxalá, encontrem um modelo de governança confiável, estável, determinado e de ação, assim como os protagonistas com credibilidade e com capacidades para empreenderem esse desafio.
A Presidente da Comissão Europeia já afirmou que a China deixou de merecer a confiança da Europa. Trata-se de uma mudança significativa, de rutura, da ordem mundial que conhecemos. Uma reversão da globalização está a caminho. A era da industrialização suportada na automação e inteligência artificial (tecnologias de ponta) está a ganhar um novo fôlego, de outra forma não é possível combater os preços praticados pela China nos mercados internacionais.
A Europa está muito atenta ao que se passa no Brasil.
Vejamos a sequência vertiginosa de acontecimentos mundiais de uma década: crise das dívidas soberanas, dá lugar a uma crise pandémica grave que incluiu confinamentos, saída desta, começa uma guerra na Europa, cujas consequências poderiam (não vão ser) catastróficas.
Razões mais do que suficientes para as rádios informativas e de palavra ganharem maior interesse e importância junto do público de todas as faixas etárias. Tratam-se de fontes credíveis de informação, às quais se acrescentam a análise/debate de especialistas, que ajuda a esclarecer a opinião pública e tomada de posição consciente e informada.
Portanto, este é o momento de revitalização destes modelos de rádio.