A Rádio Observador foi uma das grandes perdedoras das eleições.
Uma rádio claramente de direita que viu a esquerda ficar com a maioria e desce nas audiências para 0.6%.
Uma rádio a caminho do fecho.
Comentava aqui em casa há pouco que entendo que há esse risco sim, de o projeto Observador sucumbir, se a estratégia do PS na maioria absoluta do Sócrates subsistir, ou seja, de um controlo férreo da comunicação social. A juntar aos baixos resultados, poderá ser o fim.
Errado. A Rádio Observador já está a sucumbir quase desde que nasceu.
Nunca chegou ao 1% e há um ano atras aqui escrevia que não chegaria a 1%, mesmo depois de conseguir duas frequências no Grande Porto.
Passado um ano, já está nos 0.6% e no Porto nem chega aos 0.4%. Uma rádio com tanto investimento e sem meios no Porto, sendo uma rádio dedicada á informação, mas sempre dentro de estúdio, acredito que até possa ainda tentar resistir em Lisboa mas no Porto a agonia de ninguém a escutar vai ser determinante para fechar. Ou apostam no Porto ou acaba circunscrita a um pequeno nicho de politicos. A Rádio Observador é uma espécie de CDS da rádio onde está cheia de vedetas, sem ninguem a ouvir.
Tenho a sensação que no digital (não em direto, mas em deferido) a Observador tem muita procura. Agora, se a publicidade do acesso aos conteúdos será suficiente para manter a emissão, veremos! Ontem vi um micro da Observador aqui no Porto quando o Rui Rio foi votar e penso que também na Catarina Martins.
Não era da Observador mas sim da RTP. O mesmo aconteceu com a Catarina Martins, a Observador não esteve a acompanhar. Limitou-se aos candidatos que votavam na capital.
No Rio era mesmo da Observador, disso tenho a certeza, porque estava justamente ao lado...do da RTP!
Hoje tinham quase 700 pessoas a ver o Contra-Corrente no Youtube o que para um programa no seu horário é muito bom, mas vale o que vale.
Certo, mas não deixa de ser um sinal. Se os conteúdos não forem vistos em rigoroso direto, mas com a publicidade das posteriores visualizações se pagarem, não vejo qual seja o problema. De qualquer das formas, com estas audiências, para já será para esquecer qualquer possibilidade de avançar com um emissor para a Região de Coimbra.
A avaliar pela situação atual em que eles optimizam emissores até ao tutano, a única maneira de chegar ao resto da região centro é adquirindo uma das estações de Pombal, para cobrir distrito de Coimbra (salvo extremo interior) + Região de Leiria. Atualmente há uma ineficiência técnica porque as de Pombal estão em polarização vertical e não se captam no centro de Leiria (a 20Kms linha reta) e no de Coimbra (30kms linha reta), o que é… notável para rádios com PAR atribuída de 2 kW. Seria uma questão de optar por elementos mistos ou horizontais + uma outra direcionalidade de sinal + concentrá-lo até à zona da Bairrada. Sim, porque sair da Serra de Sicó não sai, não pode sair, mas problemas de relevo também não há propriamente, basta saber trabalhar bem a orografia mais acidentada das duas capitais de distrito. (Admito que o sinal não ficasse em condições na Figueira da Foz mas haveria de existir qualquer coisa dos 88.1 + Pombal, ambas chegam as portas, talvez desse para safar).
Só que lá está, é sempre investir dinheiro para cobrir menos gente. Porque falamos de umas 500/600 mil pessoas nessa região. O emissor de Aveiro chega a quase 1 milhão, o da Vila passa dos 2 milhões, o da Amadora com o do Seixal fazem 3 milhões o que dividido faz 1.6 cada um (AML tem 3.2).
Investir no Algarve também seria complexo: o potencial de alcance das melhores locais é de 3 milhões no verão e cerca de 700 mil fora disso mas há muitas nuances de relevo na região que metem os emissores por exemplo da TotalFM em pior jogo em certas zonas.
Moral da história: o que eu acho é que falta dinheiro para estender a emissão. Com 3 anos de projeto daqui a pouco e a expansão está parada há quase 1 ano…
E assim fica uma coisa com poucos pés e pouca cabeça, porque com 4 emissores (1 deles metade do tempo em redundância) fica difícil. Mas em vez de optimizarem também não ajuda: podiam ter mandado o emissor da Amadora para Sintra que faria um efeito similar e ganhavam mais na zona Oeste ajustando as frequências; o emissor do Seixal podia ir para Sesimbra para permitir algum tipo de cobertura do litoral alentejano (que a Sesimbra FM fazia até em condições quando emitia… em condições), e sim, não teriam reforço de sinal em Cascais mas esse já seria dado pelo emissor de Sintra… e isso permitiria não perderem o reforço de sinal na zona ribeirinha de Lisboa enquanto abriam outras frentes.
Mas que sei eu…