Com a nova frequência disponÃvel na Capital posso ouvir com mais atenção a Observador e o pior que está rádio tem são as vozes quer de animadores quer de jornalistas. Só do tempo das grandes vozes radiofónicas e este aspecto não me agrada nada.
Algumas vozes ao nÃvel do pior que há nas rádios locais. Ainda agora estou a ouvir uma tal de Rita Camareiro, que se engasga e com um tom de voz horrÃvel.
É um aspecto a rever urgentemente.
Há duas vozes novas que entraram na estação que não têm ainda a qualidade dos outros profissionais da casa mas também são relativamente recentes. Nota-se que a Rita Camarneiro tem muito pouco à -vontade a falar ao microfone e fica bastante robótica mas também dá a sensação que ela nunca tinha feito rádio antes. Tem um timbre com muito potencial sobretudo com uma expressão mais coloquial, que ela não está a usar, mas a dicção e articulação dela deixam muito a desejar nesta fase. Há que dar tempo e ver se endireita.
O outro locutor chamado Mário qualquer coisa, desse locutor nada se aproveita. Nem sequer acho o timbre nada de especial. É o único caso em que concordo.
No demais, penso que é uma rádio agradável quanto às vozes, com locutores com bastante palmarés (Maria João Simões, Nelson Ferreira, Hugo Silva) e outros que não o tendo tanto cumprem muito bem (Vicente Figueira, Carla Lopes, o fantástico João Paulo Sacadura). A Carla Lopes em particular sofria do mesmo que a Rita Camarneiro - timbre com potencial + falta de prática - mas 3 meses depois ficou bastante sólida. Aqui penso que se está a fazer o mesmo a ver se resulta.
Não é do meu particular agrado a voz da Ana Filipa Rosa em antena (ainda que goste do timbre) mas o problema nem é tanto dela, é eventualmente da equalização que lhe fazem à voz que fica demasiado dura no ouvido e desconfortável de escutar. Mas se vamos entrar por aÃ, a TSF está muito pior de plantel neste capÃtulo. Nem vamos comparar.
Quanto aos jornalistas, no corpo do dia (07-00h) são jornalistas com bastante palmarés. Em alguns perÃodos do fim de semana e de madrugada, é mais variável - certos jornalistas têm qualidade, outros cumprem os mÃnimos e um ou dois não cumpre, no meu entender, sequer os mÃnimos e são os chamados estagiários, lançados para ganharem prática em horários mais mortos como em qualquer estação. Não vejo grande coisa de mal nisso, mas o R4 pode ter outro nÃvel de exigência que não o meu neste ponto.
Aqui gostava de destacar uma jornalista em particular que me parece ser estagiária, faz os blocos da madrugada (já a apanhei às 4 e 5 da manhã!) e que é excelente. Não me recordo do nome agora, assina com 4 palavras e o nome dela começa por Maria de..., mas acho de uma certa leveza ao microfone, de uma solidez e qualidade que são notáveis.