Jornal das 21h por Vasco Maldonado Ramos com entrevista de 5 min a Fernando Ruas (presidente da CM Viseu). Às 21h06, o único comentário político à situação foi o de André Ventura (que reagiu há instantes na CMTV, presumo que por isso e não sei se mais alguém comentou).
Tudo isto são notícias importantes que não existiram no noticiário das 21h no Observador. Para mim, é grave.
Por acaso, 6 minutos para a situação do Palácio do Gelo parece-me exagerado, sinceramente, a roçar a CMização da Observador. Ainda por cima, a dar palco o inenarrável Ruas.
Os outros temas, com exceção dos números do Euromilhões, que não são tema para um noticiário, são, obviamente pertinentes. Será que a Observador está a tentar ir buscar audiência potencial ao público da CMTV? As pessoas perferem sempre o original à cópia. Convêm ter atenção a esse ponto.
Em relação aos 98.4, e seu alcance. Vinha eu ontem confortavelmente a ouvir a RNE-CLAS na referida freqência, emissor de Castrelo do Val - Verín, quando ainda na A24 uns 2km antes do nó da A7 entra a Observador, logo com RDS, aguentando-se cerca de 1km. Entro na A7 e a partir do nó de Ribeira de Pena a emissora clássica morre completamente, a Observador domina por completo a frequência. Por exemplo, os 90.7 da RNE1 aguentam-se na perfeição até Fafe. A Observador só treme um pouqinho, em que o sinal vai a mínimos nos últimos kms daquela descida muito ingreme pouco antes do nó da A42 para Felgueiras. De resto, para um emissor de Vila do Conde, é fantástico. Vim desde Verín sempre em 98.4, não há períodos de silêncio na frequência, o que me faz acreditar que não fosse a Clássica, até chegaria mais longe.
Portanto, aquele ouvinte de Cabeceiras que uma vez se queixou que o sinal era fraco, mas surpreendeu o JMF por ainda existir, terá mesmo razão. A Observador consegue deixar sinal no interior do distrito de Braga.